TRIBO FORTE #078 – O SINAL DOS TEMPOS

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No Episódio De Hoje:

Neste episódio:

  • O maior estudo epidemiológico de todos os tempos foi publicado e os resultados podem (e deveriam) influenciar mudanças positivas nas diretrizes alimentares oficiais. Seria este um sinal dos tempos para mudanças que há décadas são necessárias?
  • Entenda o que é o estudo PURE, quais suas implicações e seu impacto.

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Ouça o Episódio De Hoje:

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Transcrição do Episódio

Rodrigo Polesso: Olá, olá. Você está ouvindo o podcast oficial da Tribo Forte. Nesse podcast especial de hoje a gente vai ter um grande assunto que tomou a mídia. É para colocar você a par de um grande estudo que acabou de ser publicado no dia 29 de agosto no grande jornal The Lancet. Já repercutiu em todo canal grande de mídia no Brasil e no mundo também. Foram estudadas 135.335 pessoas, de 35 a 70 anos de idade em 18 países, por uma média de 7,4 anos. Esse estudo é chamado PURE. É o maior estudo do gênero já publicado na história. Foram preenchidos questionários de frequência alimentar. Sim, esse é um estudo epidemiológico e não um ensaio clínico randomizado. Ele usa questionários, como acabei de falar e não dietas controladas. No entanto, você já vai entender porque esse é um estudo muito significativo. O objetivo desse estudo foi verificar as associações entre o consumo dos três macroutrientes (gorduras, carboidratos, proteínas) com problemas cardíacos e mortalidade no geral. A conclusão desse estudo é a seguinte. “O alto consumo de carboidratos foi associado com um maior risco de mortalidade, enquanto gordura total e outros tipos individuais de gordura foram associadas com uma menor mortalidade. Gordura total e outros tipos de gordura não foram associados com doença cardiovascular, infarto do miocárdio ou mortalidade por doença cardiovascular. Enquanto que o consumo de gordura saturada teve uma associação inversa com infartos.” Ou seja, quanto mais gordura saturada, menos infarto. Eles finalizam com a seguinte frase. A seguinte poderosa frase. “As diretrizes alimentares globais precisam ser reconsideradas em vista desses achados.” Resumindo. O maior estudo epidemiológico da história mostrou que existe… Ele mostra que o que está associado à maior longevidade e menores problemas cardíacos é justamente o oposto o que as diretrizes alimentares governamentais vêm dizendo há quatro décadas. Dr. Souto, a gente está quente para falar sobre isso. Qual é a força desse estudo? Por que esse estudo é notório? Por que todo mundo está falando sobre esse bendito estudo agora? Bom dia para você.

Dr. Souto: Bom dia, Rodrigo. Bom dia aos ouvintes. Quem acompanha a Tribo Forte, quem acompanha meu blog… Esse estudo não é exatamente uma novidade. Há vários meses atrás… Fevereiro, se não me engado… Nós já repercutimos um vídeo no qual  Dr. Yussuf, que é o pesquisador principal desse estudo… Ele é um médico canadense… Havia feito uma apresentação dos resultados preliminares do que a gora virou essa publicação oficial. Ele fez essa apresentação num congresso… Num simpósio de cardiologia em Davos, na Suíça. Isso foi parar no YouTube. E esses vídeos foram removidos de praticamente toda internet. Mas, o Rodrigo fez um favor para nós e conseguiu uma cópia do vídeo. Está disponibilizado no Facebook. Eu tenho link disso. Vamos colocar no final do podcast para quem quiser assistir à excelente apresentação do Dr. Yussuf. Para nós… Para quem nos acompanha há mais tempo, não é uma total novidade. PURE é um acrônimo de Prospective Urban and Rural Epidemiological Study (Estudo Epidemiológico Prospectivo Urbano e Rural). Esse título já dá várias coisas importantes. Primeiro ele é um estudo que pegou pessoas de população urbana e população rural. É muito comum que haja sub-representação de população rural, por exemplo. Segundo, ele é um estudo que fez um esforço para ser etnicamente diverso e para ser culturalmente diverso… E para pegar países de todo espectro socioeconômico. Desde países muito pobres da África, até países ricos como Suécia. E os intermediários. O Brasil, inclusive, está no meio. São 18 países ao todo. Isso é muito importante por que? Nós, volta e meia, falamos dos estudos epidemiológicos da Escola de Saúde Pública de Harvard. A Escola de Saúde Pública de Harvard tem uma coorte de profissionais de saúde. São enfermeiros e médicos ligados à Harvard. É basicamente uma população rica, bem educada, predominantemente branca do norte dos Estados Unidos e que está vinculada à Universidade de Harvard. Por que isso faz diferença? Porque existe a questão dos vieses das pessoas. É muito provável que um médico ou uma enfermeira vinculada à Harvard acredite que gordura saturada faz mal e você deve evitar. Então, aquelas pessoas que são mais preocupadas com sua saúde, tendem evitar gordura saturada porque elas acreditam que a gordura saturada faz mal. O estudo da escola de saúde pública de Harvard pode encontrar uma associação ruim entre o consumo de gordura e algum desfecho de saúde e isso ser devido simplesmente a essa crença. Essa crença é menos difundida em Burundi, na África. Ali o pessoal basicamente come o que conseguem comer e não estão muito preocupados com essas coisas. Boa parte da população é analfabeta, inclusive. Esse estudo, do ponto de vista de estudo epidemiológico é maior, mais recente, mais bem feito, mais completo, mais etnicamente e economicamente diverso. Essa é a primeira coisa. A segunda coisa é a seguinte. Esse estudo tem uma série de afirmações dentro dele que realmente… Se eu ler para vocês acho que vai ficar claro porque o mundo da nutrição ficou tão na defensiva. Tudo o que vou ler para vocês é diretamente o estudo do Lancet, do artigo original. Não estou lendo artigo de revista, artigo de jornal ou artigo de portal de notícias. Eu traduzi pequenos trechos do paper no Lancet. “A ingestão elevada de carboidratos foi associada com maior risco de mortalidade total, enquanto que a gordura total e os tipos individuais de gordura estavam relacionados a menor mortalidade total. A gordura total e os tipos de gordura não foram associados a doenças cardiovasculares, infarto do miocárdio ou mortalidade por doenças cardiovasculares, enquanto a gordura saturada teve associação inversa com AVC. As diretrizes dietéticas globais devem ser reconsideradas à luz desses achados. Da mesma forma, a ingestão de proteína total…”Proteína que o pessoal muitas vezes diz que faz mal… Que você deve evitar proteína que vai dar câncer. “A ingestão de proteína total foi inversamente associada aos riscos de mortalidade total e mortalidade por doença não-cardiovascular. A ingestão de proteína animal foi associada com menor risco de mortalidade total e não houve associação significativamente proteína vegetal e o risco de mortalidade total.” Especificamente, a proteína de origem animal foi associada com um menor risco de mortalidade. A proteína vegetal não foi associada nem com maior nem com menor. Ou seja, baseado nesse estudo epidemiológico… Ele não estabelece causa e efeito… Mas se a gente fosse se basear nisso daqui a gente diria que a proteína animal é melhor. ” Substituição de carboidratos por gordura saturada foi associada a um risco de AVC de 20% menor. Não foram encontradas associações significativas com risco de AVC para a substituição de carboidratos por outras gorduras.” Ou seja, se o objetivo é reduzir o risco de AVC, o ideal seria substituir carboidrato por gordura saturada, porque ela previne mais o AVC. Ele é um estudo observacional… Ele não estabelece causa e efeito. “Nossos achados não dão suporte às recomendações atuais para limitar a ingestão de gordura total para menos de 30% das calorias.” Isso é o que está nas diretrizes. “E a ingestão de gordura saturada para menos de 10% das calorias. Indivíduos com alto consumo de carboidratos podem se beneficiar de uma redução na ingestão de carboidratos e do aumento do consumo de gorduras. Durante décadas, as diretrizes dietéticas se concentraram na redução da ingestão total de gordura e ácidos graxos saturados.” Isso é inquestionável. É o que as diretrizes sempre disseram. “Com base na presunção de que a substituição de ácidos graxos saturados por carboidratos e gorduras não saturadas irá diminuir o colesterol LDL e, portanto, reduzir os eventos de doenças cardiovasculares. Este foco é amplamente baseado na ênfase seletiva em alguns dados observacionais e clínicos, apesar da existência de vários ensaios clínicos randomizados e estudos observacionais que não apoiam essas conclusões.” Está no estudo. Eu copiei e colei para vocês. “Este é o primeiro grande estudo a descrever a associação entre a baixa ingestão de ácidos graxos saturados (por exemplo, menos de 7% de energia) e mortalidade total e eventos de doenças cardiovasculares. Dois grandes estudos prospectivos de coorte (o Health Professionals Follow p and the Nurses’ Health Study) não encontraram associações significativas entre a ingestão de ácidos graxos saturados e risco de doença cardiovasculares. Ensaios clínicos randomizados de redução de ácidos graxos saturados também não demonstraram um impacto estatisticamente significativo na mortalidade total.” Então a gente pergunta: Por que as diretrizes mandam reduzir os ácidos graxos saturados para menos de 10%, menos de 7%? Ou como quer a AHA, menos de 5%. É a última, depois eu paro. “Nossos achados de uma associação inversa…” Associação inversa, para quem não é da área da saúde… Quanto mais de uma coisa, menos da outra. Quanto menos de uma coisa, mais da outra. “Nossos achados de uma associação inversa entre ingestão de gordura saturada e risco de acidente vascular cerebral são consistentes com alguns estudos de coorte anteriores.” Esse não é o primeiro estudo que vê isso. “Coletivamente, os dados disponíveis não suportam a recomendação de limitar a gordura saturada a menos de 10% das calorias, e que uma ingestão muito baixa (ou seja, abaixo de cerca de 7% das calorias) pode até ser prejudicial.” Acho que tem motivo para o pessoal estar gritando.

Rodrigo Polesso: Com certeza. Um ponto interessante da gente ver… Esse estudo… O maior estudo já publicado sobre esse tema… Está mostrando um monte de coisa que a gente já vem falando aqui há muito tempo. Toda a ciência, ensaios clínicos randomizados e etc. já apontam nessa direção. Tem uma palavra que você falou várias vezes enquanto estava lendo. É a palavra “associado”. Tem muita gente do lado negro da força que vem pegar nesse ponto. Esse é um estudo epidemiológico… E ele é de fato um estudo epidemiológico. Esse estudo colocou muita gente em xeque-mate, sem ter para onde correr. Por que, Dr. Souto, as pessoas que vêm questionar os resultados desse estudo… Tentando colocar abaixo… Tentando desvalorizar esses resultados baseado no argumento de que ele é um estudo epidemiológico… Se elas quiserem que isto esteja certo, elas vão ter que rever tudo no que acreditam até agora. Acho que esse que é o ponto que tem que focar.

Dr. Souto: Perfeito. De fato, as pessoas que estão criticando que ele é um estudo observacional estão corretas. Esse estudo prova alguma coisa? Ele prova que consumir muito carboidrato aumenta a mortalidade? Não. Ele não prova isso. Ele prova que consumir mais gordura saturada reduz a mortalidade ou os AVCs? Não, ele não prova isso. Ele não pode provar nada. Ele é um estudo observacional. Nós aqui passamos 70 e poucos episódios de podcast dizendo que estudo observacional não estabelece causa e efeito. Estudo observacional só estabelece associação. Então por que a gente está dando tanta ênfase nesse estudo? Estudos observacionais não provam que algo é verdade. Mas eles são extremamente úteis para refutar hipóteses causais equivocadas. Vamos tentar explicar isso aí. Eu já escrevi uma postagem inteira sobre isso há uns dois anos atrás. Eu acho que vale a gente colocar o link no podcast para que vocês possam ler. Basicamente é o seguinte. A gente já explicou até não poder mais que existência de uma associação entre duas coisas não implica que uma é a causa da outra. Mas o interessante é o seguinte. Quando uma coisa realmente causa outra… Digamos que gordura causa doença cardíaca…

Rodrigo Polesso: Vai ter uma associação…

Dr. Souto: Obrigatoriamente tem que ter uma associação entre elas. Não tem escapatória. A frase é a seguinte. Associação não implica, necessariamente, que haja relação de causa e efeito. Mas uma relação de causa e efeito, quando de fato existe, engendra a existência de uma associação, necessariamente. Qual é o corolário lógico disso? A ausência de associação entre variáveis, mesmo num estudo observacional, sugere fortemente que inexista uma relação de causa e efeito. Se tem uma associação inversa, que é o que a gente tem aqui… Aí é mais ainda. Como eu posso dizer nas diretrizes que as pessoas devem consumir o mínimo de gordura saturada possível? Se eu estou dizendo isso é porque acredito… A minha hipótese é que a gordura saturada causa mortalidade. Aumenta a chance de morrer. Causa doenças. Se ela causa, se eu diminuir a gordura eu vou diminuir as doenças. É por isso que as diretrizes dizem que é para diminuir a gordura. Elas acreditam que haja uma relação causal. No entanto, quando um estudo observacional desta magnitude… E como o Rodrigo já bem disse, não é o único… Tem um ensaio clínico randomizado, inclusive, negando isso. Mas está bem. Quando um estudo observacional desses aqui encontra uma relação inversa… Ou seja, quanto menos gordura saturada na dieta, mais doença… Eu não posso aceitar a hipótese de que a gordura ao mesmo tempo causa a doença, mas quando eu como menos ela está associada com menos doença. Do ponto de vista lógico essas duas informações são incompatíveis. Vou ler mais um trecho daquela postagem. “Dito de outra forma: correlação não implica necessariamente causalidade, mas causalidade implica necessariamente correlação. Assim, a ausência de correlação (ou, pior ainda, uma correlação inversa) essencialmente refuta a existência de causalidade.” Não é sempre que u estudo observacional é útil ele é útil justamente quando ajuda a refutar uma hipótese capenga. No caso concreto aqui… O fato de que um maior consumo de gordura saturada foi associado… E eu estou usando a palavra correta: associado. É um estudo observacional. Maior consumo de gordura saturada foi associado a uma menor mortalidade. Isso não significa que a gordura saturada seja a causa da redução. Não posso afirmar. O que eu posso afirmar? Tal associação inversa entre gordura saturada e mortalidade essencialmente refuta a hipótese de que a gordura saturada da dieta seja a causa da mortalidade. Por que isso é importante para nós? Low carb é demonizado por quê? Não é por uma questão de eficácia. Tem dezenas de ensaios clínicos randomizados mostrando que funciona para perda de peso. Tem vários mostrando que funciona para diabetes. Funciona melhor que a dieta da Associação Americana do Diabetes. Tem ensaio clínico randomizado comparando a dieta da Associação Americana do Diabetes versus dieta low carb. E low carb é melhor. Então, não está questionando a eficácia. Por que não se adota? Por que, meu Deus? Não se adota porque existe a ideia de que uma dieta low carb, em tendo mais gordura vai ser uma coisa que vai fazer mal. Mas é baseado no que essa hipótese de que vai fazer mal? É baseado em estudos epidemiológicos. Aí nós entramos no segundo ponto de crítica. Todos os nutricionistas importantes, formadores de opinião… O pessoal da Sociedade Brasileira de Metabologia e Endocrinologia… Está fazendo críticas corretíssimas ao estudo PURE, chamando a atenção que ele é um estudo observacional. Ele não é um ensaio clínico randomizado. Por exemplo, vou ler para vocês um trecho do que saiu publicado no blog de uma seccionais da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. “Aliás, sabemos que nossa alimentação varia dia após dia, semana após semana, ano após ano.” E é verdade. Quantas vezes já criticamos esses estudos baseados em questionários. O Rodrigo me pergunta o que eu comi no almoço… Ele está me perguntando de noite e às vezes não lembro. Como vamos nos basear em questionários que perguntam o que você comeu no último ano? “Sabemos que nossa alimentação varia. O estudo aplicava o questionário alimentar em intervalos de 3 anos. Será mesmo que todo paciente manteve exatamente o mesmo padrão durante todo este período?” É uma pergunta extremamente coerente. “Será que alguns pacientes não modificaram suas dietas, para um consumo menor de gorduras justamente por terem um risco maior de problemas de saúde?” Olha que interessante a colocação que ele está dizendo. Daqui a pouco, pessoas que já tinham tido problemas de saúde… O cara tinha dor no peito, foi no cardiologista… Ele já era alguém com saúde ruim. Aí o cardiologista diz para ele, “Você tem que diminuir a gordura na dieta. Daqui a pouco o estudo está encontrando uma associação entre pouca gordura na dieta e mortalidade… Porque as pessoas que diminuíram a gordura eram aquelas que já estavam mais doentes. É possível isso, Rodrigo? “Será que as pessoas que consumiam mais gordura não se permitiam a isso por serem mais saudáveis? São questões que os próprios autores do trabalho reconhecem não ter conseguido responder.” São válidas. Se você está dirigindo, dá uma pausa, para ouvir isso com calma e metabolizar o que vou dizer aqui. Na próxima vez que sair um estudo na Veja, no portal Terra, no portal G1… Dizendo assim: “Carne vermelha está associada com o aumento do risco de…” E você completa com diabetes, câncer, morrer de acidente de trânsito, suicídio. Na próxima vez que você ver um estudo desses, exatamente o mesmo argumento vale. Na tentativa desesperada de desqualificar um estudo epidemiológico que diz o contrário que eles acreditam, eles estão automaticamente dizendo para nós que, pela primeira vez, eles estão levando a sério aquilo que eu e o Rodrigo estamos dizendo aqui há anos. Estudo epidemiológico é problemático. Não estabelece causa e efeito e não pode ser utilizado como base das estratégias de saúde pública. Agora, quando o sujeito diz que você não pode fazer uma dieta low carb porque vai comer um pouco mais de carne… Mas também está se baseando num estudo de questionário a cada três anos.

Rodrigo Polesso: Deixe eu ler uma coisa, Dr. Souto. Você tinha me passado um screen shot. É uma conversa entre a tal pessoa que escreveu o post e um profissional da saúde. Essa tal pessoa pergunta. “Eu devo comer grãos integrais?” O profissional de saúde responde. “Sim. Estudos observacionais baseados em questionários dizem que grãos integrais são saudáveis.” Aí eu pergunto. “Devo comer uma dieta low fat, baixa em gordura?” O profissional diz, “Sim. Estudos observacionais baseados em questionários dizem que dietas baixas em gordura são saudáveis.” “Eu devo comer café da manhã?” “Sim. Estudos observacionais com questionários dizem que café da manhã é bom.” “Os resultados do estudo PURE dizem que gorduras saturadas são ok, não tem problema.” Aí o profissional diz. “Você pode ignorar o estudo PURE.” “Por que?” “Porque ele é um estudo observacional baseado em questionários e esses estudos não são confiáveis.” Ou seja, isso invalida todas as respostas que ele deu anteriormente. É exatamente o que a gente está falando aqui.

Dr. Souto: Sensacional. O estudo observacional tem que ser usado da forma correta. É a forma que a gente está tentando mostrar para vocês. Quando ele mostra não haver correlação entre as coisas ou haver uma correlação inversa, ele bota realmente em questão aquelas afirmações. Ele ajuda a refutar hipótese capengas. Mas ele não pode ser usado para afirmar que algo é daquele jeito. O que eu vejo é o seguinte. Onde é que se encontra a questão das diretrizes no momento? Ou as diretrizes vão nos dizer que elas se baseiam em estudos observacionais, porque elas acham que estudos observacionais são muito importantes… E, nesse caso, elas vão ter que engolir o resultado do estudo PURE. Se eu acho que estudo observacional é uma coisa fundamental para estabelecer diretrizes de saúde e é fundamental para estabelecer como eu devo orientar a alimentação do meu paciente… Então eu tenho que levar o estudo PURE em conta. E eu devo reconhecer que eu não preciso orientar a pessoa a restringir a gordura saturada na dieta. Aliás, pelo contrário. Às vezes pode ser interessante aumentar esse consumo. Mas eu devo sugerir que a pessoa evite o excesso de carboidrato. É isso que o estudo PURE coloca. Agora, se eu digo que nós não devemos nos basear em estudos observacionais porque… Aqui eu leio de novo o que saiu no blog da SBEM: “O estudo aplicava o questionário alimentar em intervalos de 3 anos. Será as pessoas não modificam a dieta nesse meio tempo? Será que alguns pacientes não modificaram suas dietas justamente por terem problemas?” Neste caso eu também não tenho nenhum motivo para dizer para as pessoas que elas não devam comer carne vermelha, porque isso é tudo baseado em estudo observacional de questionário. Eu não tenho nenhum motivo para dizer que as pessoas devem necessariamente tomar café da manhã porque estudos de questionário mostram que as pessoas que fazem isso têm um desfecho melhor… Se a gente fosse basear só em ensaio clínico randomizado… Porque todos os observacionais estão fora… Aí nós, do grupo low carb, vamos nadar de braçada, porque ensaio clínico randomizado é o que não falta. A evidência no que diz respeito à dieta de baixa gordura (dieta low fat)… O que nós temos é o estudo Predimed. Para quem não lembra, é aquele estudo que saiu em 2013 no New England. 1.700 pessoas, prospectivo, randomizado. Um grupo foi randomizado para dieta low fat e outros dois grupos para a dieta mediterrânea. O grupo da dieta low fat teve 30% a mais de um desfecho que incluía mortalidade, AVC e infarto. Então, nós já temos evidência de ensaio clínico randomizado que low fat é ruim. E nós temos a evidência epidemiológica que nós estamos conversando aqui que vai no mesmo sentido. Os estudos de low carb… Nós não temos estudos de low carb com muitos anos que mostram que low carb é melhor… Que low carb diminui a mortalidade. Mas nós não temos estudos de muitos anos que mostram… Aliás, pelo contrário, de low fat nós temos estudos de anos que mostram que é pior. De low carb nós simplesmente não temos estudos longos. Mas os estudos curtos mostram melhoria em todos os desfechos secundários, em todos os desfechos substitutos, quais sejam… Perfil lipídico, glicose, proteína C-reativa, perda de peso, diminuição da insulina, diminuição do índice de massa corporal, da cintura, do índice cintura quadril… O que você quiser, low carb é melhor. Aí a pessoa pode dizer, “São desfechos substitutos”. Entende que a pessoa começa a dar tiro no pé de novo?

Rodrigo Polesso: Começa a alucinar.

Dr. Souto: Se eu não posso acreditar em nenhum desfecho substituto, por que eu vou utilizar desfecho substituto para defender uma dieta low fat? “Tem que usar óleo de milho, porque óleo de milho diminui o colesterol.” Mas te ensaio clínico randomizado mostrando que quando se compara com manteiga, o grupo do óleo de milho diminui o colesterol, mas morre mais. Então, eu não posso me basear em desfecho substituto. Se eu não posso me basear em substituto, eu também não posso me basear em substituto para remédio, por exemplo. Só porque um remédio diminui o colesterol, isso não significa que esse remédio vai diminuir a mortalidade. O pessoal tenta argumentar dos dois lados. Em inglês tem aquela expressão: “You can’t have it both ways.” Ou a pessoa admite que ensaios clínicos randomizados são importantes… E, nesse caso, nós temos ensaios clínicos randomizados de sobra a favor de low carb. O motivo que as pessoas argumentam que você não deve seguir uma dieta low carb, embora tenha um monte de ensaios clínicos mostrando bons desfechos, é porque você vai estar comendo mais gordura. Mas o que que diz que comer um pouco mais de gordura é ruim? São estudos epidemiológicos. E mais… O maior, mais recente, mais bem feito estudo epidemiológico… Até ele mostra que um pouco mais de gordura é benéfico. São um xeque-mate. Não tem para onde fugir.

Rodrigo Polesso: Parece que não. Eu fico feliz, na verdade, com esses questionamentos sobre estudos epidemiológicos. É justamente o que a gente vem falando há muito tempo. Começar a questionar estudos epidemiológicos, questionários, esse tipo de coisa. A gente já fez podcast lendo exemplo de perguntas que são colocadas nesses questionários. É um tipo fraco de evidência. Esse pessoal da defesa, do tradicional… Que está começando a questionar o estudo PURE, por exemplo… Falando que ele é um estudo epidemiológico… Perguntando se não muda os hábitos alimentares a cada três anos… Eu fico feliz com isso porque, justamente essas perguntas são as mesmas que eles devem fazer para toda a base de evidência que eles tendem a defender para sustentar os argumentos deles. Essas mesmas perguntas estão questionando tudo aquilo que eles usam para embasar o que eles vêm defendendo até agora. A minha esperança é que eles vejam as coisas dessa forma. E não somente como questionamento único desse estudo em particular, mas como questionamento geral daquilo que eles acreditam. Se eles questionarem e aceitarem o questionamento, eles vão ter que um para os ensaios clínicos randomizados, como você acabou de falar. Acho que não tem dúvida para ninguém que todos argumentos que eles acham que estão corretos estão, muitas vezes, comprovadamente errados. Acho que é um xeque-mate. Não tem para onde correr. Espero que a racionalidade tenha prioridade nessa questão e não outros interesses que podem continuar causando dano à saúde pública.

Dr. Souto: Perfeito, Rodrigo. Ainda para comentar algumas das críticas que eu vi por aí… O pessoal salienta assim… Realmente, houve um aumento da mortalidade. Houve uma associação entre a mortalidade e o aumento do consumo de carboidratos. Mas esse aumento se deu num nível de carboidrato muito alto. Na realidade, superior a 65%, 70% de carboidratos e que as diretrizes advogam menos que isso. São 60% de carboidratos. Nem eu nem o Rodrigo estamos afirmando que uma dieta de 60% ou 65% de carboidratos faz mal. Quem se der o trabalho de procurar no meu blog uma postagem onde eu falo sobre Staffan Lindberg e a ilha de Kitava… O Lindberg viveu 10 anos na ilha de Kitava. Médico, pesquisador, morreu recentemente. O Staffan Lindberg observou que esses caçadores-coletores dessa ilha eram livres das doenças da civilização. Eles eram pessoas que tinham uma composição corporal muito boa. Tinham ausência de diabetes, hipertensão, síndrome metabólica, obesidade, Alzheimer, essas coisas. O detalhe… Eles consumiam até 70% dessas calorias na forma de carboidrato. Nós não estamos advogando a ideia de que low carb é a única solução. Como o pessoal dessa ilha consumia tanto carboidrato e era tão saudável? Vou dar uma dica para vocês. Eles caçadores-coletores. Não tinha farinha. Não tinha pão. Não tinha açúcar. Não tinha sorvete. Não tinha refrigerante. Não tinha essas coisas. Obviamente, isso é importante. Somente defensores ingênuos do campo low carb estão usando o estudo PURE para dizer… “Viu como comer carboidrato mata?” Não é isso. O estudo PURE é importante para refutar as diretrizes que defendem que gordura deve ser restrita. De modo que, sendo essa a única restrição que os profissionais de saúde ainda têm a uma dieta low carb… Na medida em que vários estudos mostram que low carb é sim uma alternativa extremamente eficaz para obesidade, diabetes e síndrome metabólica… O sujeito de Kitava que faz trabalho manual o dia inteiro… Era magro, nunca consumiu açúcar e pão na vida… Ele não precisa low carb. Estou falando das pessoas que já adoeceram por consumir uma dieta ocidental de péssima qualidade. Tem um monte de ensaios clínicos randomizados mostrando que low carb é uma excelente alternativa, se não a melhor alternativa, para resolver os problemas dessa pessoa. E aí vem o seu nutricionista… Vem seu médico e diz que você não pode fazer essa dieta louca… Por que ele disse que é louca? Porque as diretrizes dizem que deveria ser consumido menos de 30% de gordura na dieta e menos de 7% de gordura saturada. As diretrizes afirmam isso baseado em ensaio clínico randomizado, Rodrigo?

Rodrigo Polesso: Com certeza não.

Dr. Souto: Não. Elas afirmam isso baseado em estudos epidemiológicos. Se estudo epidemiológico é importante, então o PURE está aqui para revisar as diretrizes. Por isso que eles escreveram lá no início aquilo que a gente leu. “As diretrizes dietéticas globais devem ser reconsideradas à luz desses achados.” O fato de haver uma associação inversa num estudo epidemiológico contradiz a hipótese de que a gordura causa doença. O pessoal entendeu tudo errado. O pessoal achava que nós, do grupo low carb, iríamos pegar esse estudo para mostrar: “Viu como consumir carboidrato mata?” Mas nunca dissemos isso aqui. Nós dissemos que consumir carboidrato refinado mata. Nós dizemos que um diabético sendo orientado a consumir carboidrato mesmo que não refinado em quantidade também é ruim, porque tem ensaio clínico mostrando isso. Para pessoas saudáveis… Se as pessoas consumirem bons carboidratos, alimentos naturais, frutas e raízes… Isso nunca foi problema. O que esse estudo está botando em xeque, sendo ele um estudo epidemiológico, são diretrizes baseadas em outros estudos epidemiológicos. É isso.

Rodrigo Polesso: Uma coisa a se pensar também… A gente tenta dividir… O time do low carb e o time do low fat. Mas não deveria existir isso. Tem só um corpo científico. Tem um corpo de evidência que está acessível a todo mundo. Todo mundo tem acesso às mesmas evidências. Essa divisão de times acaba acontecendo, infelizmente. A racionalidade deixa de ser a coisa que as pessoas mais priorizam para formatarem as suas próprias opiniões. É impossível… Muito desafiador você ser uma pessoa racional… Uma pessoa que está pensando e verificando a evidência de fato, de forma imparcial. Olhar o corpo de evidência e continuar defendendo esse monte de besteira que vem sido difundida há quatro décadas. Se você derruba as fronteiras desses times… “Eu tenho a obrigação de defender low fat ou a obrigação de defender low carb”… Você simplesmente de forma imparcial avalia o corpo científico e prioriza a racionalidade. É impossível continuar com essa divisão de times e propagando esse tipo de coisa ainda daqui para frente. Essa é a nossa esperança… Que esse estudo venha para colocar em xeque, como você falou. O próximo passo seja em nome da racionalidade e não do oposto disso como tem sido praticado há muito tempo.

Dr. Souto: Não vamos negar. É evidente que esse estudo é uma vitória de relações públicas. Para aqueles de nós que há tantos anos interpreta as evidências… Que mostram que low carb é uma alternativa boa e interessante para pessoas com diabetes, sobrepeso, obesidade, síndrome metabólica. Quando sai no site da Veja… Eu achei muito interessante. Lá no Instagram eu vi um monte de pessoas chamando para a postagem onde eu botei a notícia da Veja… Chamando outras pessoas. Como se estivessem mostrando para seu pai, seu amigo… “Viu? Eu não disse?” Obviamente, ninguém precisava do estudo PURE para ver que low carb é uma alternativa interessante. Faz sete anos que estamos aqui defendendo isso. Baseado em nível de evidência muito maior. Deixe eu até colocar um testemunho. Vários colegas médicos… Alguns cardiologistas, outros de outras especialidades… Me abordaram no hospital. Alguns me mandaram WhatsApp… Como que congratulando. “No fim o pessoal está reconhecendo que vocês tinham razão.” Repito. Não precisava desse estudo para isso. Ele é só um estudo observacional. Ele não estabelece causa e efeito. Ele é aquele ponto de inflexão. É quando fica tão absurda a coisa… Das diretrizes dizerem uma coisa e as evidências todas apontarem no sentido contrário… Chega no ponto de inflexão e cai a ficha. As pessoas começam a se dar conta. Talvez essa tenha sido sim uma coisa boa desse estudo. Não porque ele foi o estudo fundamental que vai embasar aquilo que defendemos. Tem um grande corpo de evidência por trás daquilo que defendemos. Esse estudo vai ser o novo Framingham. Ele vai ser o novo estudo dos Sete Países. Aquilo que o estudo dos Sete Países foi nos anos 60 e 70… Aquilo que o estudo de Framingham foi dos anos 60, anos 80… Os grandes estudos epidemiológicos que basearam boa parte das condutas e diretrizes… Esse é muito maior. Esse inclui diferentes etnias. Diferentes países. Diferentes níveis socioeconômicos. Do ponto de vista de pura epidemiologia, ele é um estudo que não pode ser ignorado. Já que esse povo gosta tanto de estudo epidemiológico, ele vai ajudar a mudar as diretrizes. É pena que precise um estudo epidemiológico para mudar diretrizes, quando já temos tanta evidência melhor. Essas diretrizes já podiam ter mudado há tanto tempo. Quem não leu ainda o livro Gordura Sem Medo, dê uma lida. Ele é um livro de 2014. Obviamente, esse estudo que falamos aqui não estava contemplado lá. Mas por que eu chamo atenção? Por dois motivos. Na palestra do Dr. Yussuf… Aquela que o Rodrigo salvou aí… Nos últimos 1 minuto e meio da palestra ele comenta sobre este livro. “Quem vocês aqui da plateia não conhece o livro da Nina Teicholz, The Big Fat Surprise?” Ali já constava tudo isso. Para quem leu aquele livro, isso daqui não é uma surpresa. Segundo para vocês verem como não precisava do estudo PURE para chegar a essas conclusões. Ele é uma cereja no bolo. Ele é um grande estudo epidemiológico que mostra que mesmo com todos os vieses que todos os estudos epidemiológicos têm, a coisa aponta no sentido que a gente já vinha dizendo. A restrição contínua, cada vez maior da gordura, especialmente das saturadas na dieta pode não ser uma boa. As pessoas estão deixando de adotar uma estratégia que funciona no combate de uma série de doenças porque elas têm medos fictícios. Medos baseados em outros estudos também epidemiológicos, porém mais antigos. Estudos mais mal feitos, como do Ancel Keys. Essa que é a mensagem final desse estudo. Ele é um estudo legal você compartilhar com aquele seu amigo que dizia que isso era loucura. Ele tem esse lado de relações públicas. Mas eu espero que a gente tenha conseguido deixar bem claro para o pessoal que… Sim, do ponto de vista científico, ele também é importante porque, como ele encontra uma relação inversa entre o consumo de gordura e doenças, isso ajuda a botar o último prego no caixão das diretrizes que sugerem que a gordura causa doenças.

Rodrigo Polesso: O pessoal que continua divulgando isso… Espero que a sensação de vergonha seja maior do que a teimosia. De forma a reformular o que estão disseminando. Espero que tenham conseguido entender a racionalidade de tudo isso. Porque, apesar de ser um estudo epidemiológico e não provar nada por si próprio, coloca em xeque toda a situação atual. Vamos fechar falando sobre o que você degustou na sua última refeição agora de manhã. Imagino que você não deva ter comido nada ainda, ao menos que você tenha comido café da manhã. Se não a janta de ontem pode ser também

Dr. Souto: Em homenagem ao estudo PURE eu botei uma colher de chá de nada no fundo da xícara na qual eu despejei meu café. Eu preciso manter minha gordura saturada, de preferência, acima de 13%. Botei uma colherinha de nata. No blog, no passado, eu botava uma quantidade maior. Eu fui maneirando. Eu boto uma colher de nata e dá um gosto especial. Eu consumi um negócio que normalmente eu não consumo. Não chego a sentir falta. Não me dou ao trabalho para comprar isso. Mas como eu ganhei de presente um pão low carb. É feito com farinha de linhaça, farinha de amêndoas, pscilo, nozes. Comi duas fatias de pão low carb com queijo.

Rodrigo Polesso: Que beleza. Café da manhã tranquilo. A gente está numa casa. Estou na Flórida nesse momento. Uma casa cheia de homens empreendedores. Isso significa que a gente vai fazer churrasco, basicamente. Tem um grill lá fora. A gente compra vários bifes. Uns cortes bacanas de carne. Um monte de homem junto. Ninguém vai se juntar para fazer salada, batata. A gente abre o grill, coloca a carne. Basicamente fica beliscando essa carne. É um exemplo de uma quase zero carb. É isso que a gente vai fazer de janta todos os dias basicamente. Até aí, nada novo. A gente continua seguindo forte nosso estilo de vida. Dá paz mental comprovada pela ciência. Isso que é o mais importante. Quando a gente continua priorizando racionalidade e não as outras coisas. Sabe o que não mudou? O que não precisa mudar são as diretrizes que a gente continua falando da Tribo Forte. Se você quer ter acesso a esse estilo de vida, quer a verdade científica, faça parte da Tribo Forte. Se torne um membro. Se junte entrando em TriboForte.com.br. Faça parte desse movimento em nome da verdade científica, boa forma, estilo de vida saudável e saúde, principalmente. Dr. Souto, acho que esse foi um episódio bastante importante. Espero que chegue nos ouvidos certos. Que as pessoas possam absorver isso de forma correta. De forma imparcial. Reconsiderar suas opiniões quem precisa fazer isso. Basicamente é isso. Obrigado pelo seu tempo. A gente se fala na próxima semana.

Dr. Souto: Vou me despedir lendo uma frase que está no mesmo comentário de uma das secionais da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia… Depois de eles criticarem o estudo por ele ser epidemiológico… A frase final era assim. ” Em resumo, gorduras não são as vilãs que se pregava em outros tempos, desde que consumidas dentro de um padrão alimentar e de atividade física equilibrado. Já o consumo abusivo de carboidratos, especialmente refinados ou vindos de alimentos altamente processados, pode sim trazer prejuízos à saúde.” Está no blog da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia e eu não poderia concordar mais com essa frase.

Rodrigo Polesso: Perfeito. Ótima forma de finalizar.

Dr. Souto: Um abraço e um bom final de semana.

Rodrigo Polesso: Para você também e até mais.

  • Renata Romanini

    Olá Rodrigo, sigo você a algum tempo e gosto muito de suas dicas e
    estudos. Mas ultimamente tenho ouvido falar muito em treinamento
    consciente, no livro O músculo da alma, enfim. Conhece algo a respeito?
    Ele critica esse método de treinamento intensivo. Eu mesma pratico
    treinamento no estilo HIIT, com o aplicativo BtFit e comecei a me
    preocupar. Tenho poucos kgs a perder, mas o que você me diz sobre isso? Grata desde já.

    • Oi Renata, realmente nunca ouvi falar neste “método” que você citou! :/

  • lealcina

    ótimo como sempre,o áudio do Dr Souto que estava falhando… abraçoss meus anjos

  • Diego Freitas

    Perfeito! onde esta o link dos videos indicados no inicio do podcast? fiquei bem curioso…