TRIBO FORTE #109 – MACARRÃO PARA EMAGRECIMENTO? GORDINHOS SAUDÁVEIS?

Bem vindo(a) hoje a mais um episódio do podcast oficial da Tribo Forte!

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Neste episódio:

  • Será que macarrão é bom mesmo e não impacta no ganho de peso? Será que pode ajudar até no emagrecimento? Vamos aos fatos sobre isso.
  • Ainda, será que existem mesmo os “gordinhos saudáveis”? Vejamos o que um novo estudo diz a respeito!

Escute este episódio do podcast da Tribo Forte e espalhe a mensagem!

Saúde é importante!

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🙂

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Ouça o Episódio De Hoje:

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Casos de Sucesso do Dia

Ivan

 

 

 

Transcrição do Episódio

Rodrigo Polesso: Olá! Bom dia para você. Bem-vindo ao podcast número 109 da Tribo Forte, sua dose semanal de saúde, emagrecimento, estilo de vida saudável baseado em ciência. Nesse episódio a gente vai falar sobre… Olha só… Pessoas obesas ou acima do peso que são consideradas metabolicamente saudáveis. Será mesmo? A gente já falou sobre isso antigamente, mas temos resultados bem interessantes de um novo estudo que queremos compartilhar com você nesse episódio. Outra notícia muito boa que a gente via comentar hoje é que macarrão emagrece. “Macarrão não promove o ganho de peso.” É isso que está dizendo o novo artigo que está caindo nas graças das mídias sociais e da internet. Então, a gente vai discutir um pouco sobre isso. Mas se você já acompanha a gente, você já deve estar desconfiado que existe provavelmente alguma falha por trás de disso aí, mas a gente vai ter que cobrir porque a nossa obrigação é manter você atualizado aí e defender você contra essa enxurrada de balelas que acontecem na mídia frequentemente, não é verdade? Maravilha. Vou falar um aviso antes da gente começar. Aviso importante que muita gente pediu e eu sei que estava esperando para saber. Um novo lote de ingressos vai ficar disponível para o evento da Tribo Forte 2018, valendo a partir de agora e somente até quinta-feira – ou seja, 72 horas somente de prazo. A outra coisa de cair o queixo são os preços dos ingressos. São incrivelmente acessíveis, pessoal. Se você não entrou lá para ver ainda, entre lá para ver. A Tribo Forte tem o objetivo de ajudar a maior quantidade de pessoas possível a deselitizar o conhecimento de alimentação saudável e ajudar todos que estejam interessados em emagrecer de vez… Se manter no peso ideal e reverter doenças… Se manter saudável e com alta performance. E ainda, se você é da área da saúde, você simplesmente precisa estar presente para se atualizar, se conectar lá e fazer parte desse movimento… Não ficar fora disso aí. Esse evento será incrível. Serão dois dias completos. Tem uma feira de expositores com quitutes saudáveis, deliciosos para você experimentar e 12 dos melhores palestrantes nacionais sobre todos os outros temas… Dieta no dia a dia, low carb, exercício, jejum intermitente, reposição hormonal, performance e etc. Aí vai minha mensagem para você. Se você preza por saúde, por boa forma, por performance, estilo de vida saudável, você precisa estar nesse evento. Ele vai transformar a sua vida. Eu convido você a entrar agora. Está valendo a partir de agora… TriboForte.com.br/AoVivo. Ou entra em TriboForte.com.br e clica em “Evento Ao Vivo”. Os preços desse lote realmente estão absurdamente acessíveis. Você já pensou em quem você vai convidar para ir nesse evento com você? Convide um amigo, esposo, esposa, filho, cunhado, quem for para ir junto… Para impactar as vidas dessas pessoas também. Mas convide rápido porque as vendas se encerram em menos de 72 horas, na quinta-feira à noite. Então, de novo. Valendo a partir de agora, nesse momento que você está escutando o podcast… Hoje, terça-feira… Quando o podcast for ao ar até quinta-feira, 72 horas só. Esse lote está à venda com preço absurdamente acessível para você tirar vantagem. É só você entrar em TriboForte.com.br/AoVivo ou entre em TriboForte.com.br e clica em “Evento Ao Vivo”. Vai ser ótimo te ver lá em setembro… Lá em São Paulo nesse evento. Dr. Souto vai estar lá com certeza palestrando também… E doando abraços para a galera, com certeza… Não é verdade, Dr. Souto? Tudo bem por aí?

Dr. Souto: Com certeza. Esperamos todos vocês lá. Já é um clássico. Vai para o terceiro ano. Para quem está por dentro dos eventos internacionais tem o Paleo f(x) dos Estados Unidos, tem o Low Carb Breckenridge e tem o Tribo Forte.

Rodrigo Polesso: É verdade. Estamos seguindo uma tradição do terceiro ano. Esse ano vai estar maior ainda e melhor. Os preços dos ingressos estão mais acessíveis ainda esse ano. Tire vantagem disso aí. A gente está fazendo o possível para baixar a barreira de entrada para que todo mundo possa ser impactado. Se você ouvir de quem já foi no evento, você sabe que vale a pena de verdade. Então, entra aí: TriboForte.com.br. Clica lá em “Evento Ao Vivo” e garanta já o seu ingresso enquanto é tempo, porque quinta-feira já vou fechar as inscrições. Beleza. Seguinte. Primeiro assunto, antes da gente falar do macarrão. Primeiro a obrigação, depois a diversão. Primeiro vamos falar do assunto do “gordinho saudável”. Sabe aquelas pessoas que estão acima do peso, ou obesas, que são metabolicamente saudáveis, de acordo com os marcadores de saúde que nós normalmente analisamos? Agora, será mesmo? Nós já falamos sobre isso anteriormente, mas a gente acha que é um tópico importante o suficiente para falar novamente, ainda mais agora que um novo estudo saiu sobre isso. O estudo foi publicado recentemente no Jornal Internacional de Obesidade e foi o seguinte, para você entender. Eles analisaram quase 4 mil adultos de 45 a 64 anos por 12 anos e todos estavam aparentemente livres de problemas metabólicos. Eles foram classificados em três grupos: metabolicamente saudáveis e peso normal, metabolicamente saudáveis e acima do peso e por fim metabolicamente saudáveis e obesos. A taxa relativa de desenvolver riscos foi a maior entre os obesos do que os que estavam acima do peso. Particularmente glicose em jejum tendeu a ser duas vezes maior no obesos ao longo do tempo do que as pessoas que estavam acima do peso. Ainda os obesos tiveram grande aumento de outros fatores de risco como triglicérides… 63% maior. LDL 68% maior. E pressão sanguínea 54% maior do que os que estavam acima do peso meramente. Uma diferença similar, porém menos dramática, menos drástica também foi notada ao se comparar os acima do peso com o pessoal que estava com o peso normal. Ou seja, quanto mais peso, o estudo mostrou que mais riscos tinha. A conclusão do estudo foi a seguinte. “Nós concluímos que até entre indivíduos aparentemente saudáveis, obesidade e excesso de peso estão relacionados ao desenvolvimento mais rápido de pelo menos um fator de risco cardiometabólico, sendo a elevação da glicose no sangue o desenvolvimento mais rápido de todos.” Então, Dr. Souto, a gente já comentou sobre isso. Eu acho que não existe free pass, como as pessoas falam… A pessoa está acima do peso… Com notório excesso de peso… E acha que está mais saudável do que uma pessoa que está no peso normal.

Dr. Souto: A gente já comentou sobre isso, aí saiu esse novo artigo e a gente lembrou de conversar outra vez. Acontece de a gente ver o gordinho saudável. A gente vê a pessoa que tem obesidade, mas cujo os marcadores estão ok. No entanto, esse estudo… Ele é um estudo observacional, mas ele é um estudo longitudinal – que dizer, ele acompanha as pessoas no tempo. E o que a gente vê é uma deterioração desses marcadores. Então, a situação de ser um “obeso saudável”, ela é uma situação provisória. Ela é uma situação instável do ponto de vista de saúde. Ela não permanece assim. Então, eu acho que… Claro, tem vários outros estímulos para que a pessoa mude de estilo de vida. Mas às vezes a pessoa mostra seus exames e diz, “Olha aqui. O que está falando? Meus exames estão todos bons. Me deixa em paz. Estou bem assim.” Eu acho que precisa ficar claro que é uma situação instável. A pessoa provavelmente tem realmente uma genética privilegiada que permite que seu corpo tolere uma agressão por um tempo maior, porque se alimentar mal e o sedentarismo são agressões para o organismo. É como um carro. Se a gente tratar mal o carro, ele acaba dando problema, mas alguns carros quebram primeiro e outros quebram depois. Mas eu achei um artigo bem interessante. Ele é observacional. Ele não pode estabelecer causa e efeito. Obviamente, pode haver um pouco de causalidade reversa, no sentido… Aquelas pessoas que se cuidam… Que tomam conta de si mesmas tendem a ter menos evolução para diabetes, para síndrome metabólica, para hipertensão. E, por se cuidarem, acabam pesando menos. Não para a gente descartar que a causalidade seja no sentido contrário. Mas, veja bem… Que diferença faz? De qualquer forma, o que tem que ser feito, que é se cuidar, que é ter uma alimentação adequada… O que fazer é a mesma coisa, independente da seta da causalidade. Então, acho que é um estudo legal para lembrar as pessoas. É isso aí que o Rodrigo sempre gosta de salientar… Se é que é possível de usar esse termo “obesidade saudável”. Na realidade nós estamos nos referindo a um intervalo de tempo não muito duradouro, no qual o corpo ainda está aguentando sem desenvolver doença.

Rodrigo Polesso: É. E tem uma… Dois resultados que eles mencionaram… É bem proporcional, à medida que o peso aumenta, os fatores de risco aumentam também. E aumentam consideravelmente, como a gente viu aqui… O fato do obeso ter mais de 50%, no caso de todos os fatores de risco aqui… Um aumento de mais de 50% em relação ao acima do peso. Eu não vi os dados sobre o obeso… Qual é o peso normal, mas é aquele dose-dependant. Quanto mais peso a pessoa tem, mais aumento de risco também. Acho bastante interessante isso aí. Não vi se eles cobriram também a insulina. Eu acho que eles não mediram a insulina. A resposta insulínica. Eu acredito que uma pessoa que está acima do peso… É um indicativo bastante claro que a pessoa está com um certo nível de resistência à insulina também. Mas acho que eles não cobriram isso.

Dr. Souto: Por outro lado tem as medidas indiretas de resistência à insulina… Incluem triglicérides elevados, HDL baixo, pressão alta. Mesmo quando os estudos não medem diretamente a resistência à insulina, com um teste insulinêmico… Ainda assim é possível a gente ter uma ideia. E nitidamente há um risco de resistência à insulina proporcional ao excesso de peso.

Rodrigo Polesso: Sim, sim. Com certeza a gente sabe que a raiz de todos os males na verdade é a insulina. O resto parece ser meio… É uma consequência. Eles deram bastante ênfase a respeito da glicose de jejum. E a glicose de jejum é a última coisa que sai do controle… Quando o corpo já está muito resistência à insulina, não consegue mais lidar com isso… Finalmente a glicose vai sair do controle. Tem muita coisa errada acontecendo ao longo dos anos com essas pessoas antes desses sinais graves da glicose em jejum saírem do controle, por exemplo. Poderia ser prevenido antes.

Dr. Souto: Perfeito.

Rodrigo Polesso: Beleza. Maravilha. Um caso de sucesso para motivar vocês. Falar de um ex-gordinho… Quem mandou para a gente foi o Ivan Turingam. Ele perdeu 32 quilos. 32 quilos. Ele fez questão de mandar as fotos para a gente para mostrar os resultados seguindo a alimentação forte. Olhando a foto dele teve gente falando que não era a mesma pessoa. O pessoal entrou numa discussão lá… De começar a discutir a tatuagem que ele tinha nas duas fotos. “Pessoal, veja lá. A tatuagem do braço está diferente. Não é a mesma pessoa. A barba…” Numa foto ele está bem acima do peso. Você vê que a pessoa realmente está gordinha… O rosto redondo. A barriga bastante pronunciada. Na segunda foto você consegue ver quase o six pack dele. Então, uma mudança incrível. A tatuagem, bom… Eu acredito que ele deve ter acabado a tatuagem dele… Na verdade, a foto está invertida também, porque a primeira acho que alguém tirou dele e a segunda ele tirou no espelho. Então, tem a reversão da imagem. Agora estou olhando com cuidado e consigo ver. A tatuagem é a mesma sim. O pessoal que não percebeu que ele tirou no espelho e ficou revertida a imagem. Foi tão incrível a mudança assim, que o pessoal começou a discutir se era real ou não. De novo, pessoal… Todos os testemunhos que a gente fala aqui… Que eu falo no YouTube ou em qualquer lugar… Todos são voluntariamente enviados pelas as pessoas. Todos são 100% verídicos. Então, a gente não tem nada para falsificar aqui não. Se você quer seguir a alimentação forte passo a passo, a melhor sugestão que eu tenho para você é você seguir o programa código emagrecer de vez, porque ele ensina você passo a passo a construir esse estilo de vida focando primordialmente em perda de peso… Por isso que o nome é Emagrecer de Vez. Você pode entrar em CodigoEmagrecerDeVez.com.br para fazer parte disso também e daí conseguir resultados. Maravilha. Eu acordei hoje bem cedo para gravar o podcast… Estou confuso ainda… Horário todo errado aqui. Daí eu olhei o WhatsApp e vi mensagens do Dr. Souto lá com um artigo bastante divertido que foi postado no site do Bem Estar, no G1, da Globo. O título é o seguinte pessoal, talvez vocês tenham visto até por aí nas mídias sociais porque parece que tomou bastante espaço. A notícia é a seguinte. “Macarrão tem baixo índice glicêmico e pode ser considerado ‘bom carboidrato’, diz estudo. Pesquisa mostra que, quando aliado a uma dieta saudável, alimento não induz o ganho de peso. O motivo? O macarrão não eleva a picos de açúcar como outras comidas da mesma classe.” Essa é a mensagem que passou esse artigo do Bem Estar, que é baseado numa metanálise que foi publicada recentemente também. Bom, isso deve colocar uma pulga atrás da orelha de muita gente. Dr. Souto, você acompanhou essa notícia durante o dia enquanto eu estava dormindo aqui. Você pode contar para o pessoal um pouco mais… Om que que tem por trás disso? A gente já sabe que alguma coisa deve estar errada a respeito disso. Então, nos elucide, por favor.

Dr. Souto: Então… Então, segue a matéria. “A conclusão é de estudo de revisão publicado nesta terça-feira no British Medical Journal.” A primeira coisa que a gente sempre diz, pessoal, é assim… Que tipo de estudo é? É um estudo observacional ou é um ensaio clínico randomizado? É um novo ensaio clínico randomizado que mostrou isso aí? Então, a primeira coisa que a gente faz é… Vamos lá ver o estudo. O estudo foi publicado no BMJ… E o título do estudo, olha que interessante… O título é o seguinte… O efeito da massa (do macarrão) no contexto de uma dieta de baixo índice glicêmico na adiposidade do corpo, uma revisão sistemática de ensaios clínicos randomizados. Bom, então, eles colocam o seguinte. “Nós não identificamos nenhum ensaio clínico randomizado que tenha comparado o efeito do macarrão isoladamente.” A primeira coisa é a seguinte. A manche diz… Vou ler para vocês. “Macarrão tem baixo índice glicêmico e pode ser considerado ‘bom carboidrato’.” O estudo diz claramente que eles não identificaram nenhum ensaio clínico que tenha avaliado o efeito do macarrão isoladamente. Então, a manchete é um pouco dissociada do que o estudo mostra. 32 estudos… 32 ensaios clínicos que comparavam dietas de baixo índice glicêmico com dietas de alto índice glicêmico nos quais essa dieta de baixo índice glicêmico continha macarrão. Então, deixa eu explicar para vocês. De todas as coisas que é possível fazer com o trigo, efetivamente, o macarrão é a que tem o menor índice glicêmico.

Rodrigo Polesso: Bota em perspectiva isso.

Dr. Souto: Sim, então vamos dizer assim… Eu não estou comparando macarrão com peixe. O índice glicêmico do peixe é zero e o índice glicêmico do macarrão é bem mais elevado do que de qualquer coisa que não seja feita de trigo. Agora, se eu pegar o índice glicêmico do pão branco, que é próximo de 100 e pegar o do macarrão, dependendo deste macarrão… Se ele for preparado al dente, se ele não for muito cozido… Ele realmente pode ter um índice glicêmico mais baixo… Uma coisa tipo 50. Então, o que eles estão dizendo não é o seguinte… Você pega sua dieta que você já come… Você já come biscoito recheado, pão branco, biscoito… Biscoito recheado já falei… Enfim… Doce e tal… E se você acrescentar macarrão na sua dieta, você vai emagrecer, porque macarrão emagrece. Essa é a impressão que dá quando a gente lê a notícia. Não, eles estão dizendo o seguinte. Se você pegar sua dieta de alto índice glicêmico e transformá-la numa dieta de baixo índice glicêmico, o macarrão, neste contexto, produz uma perda de 600 gramas. Eu não disse 6 quilos, eu disse 600 gramas. Então, você periga perder meio quilo se você reduzir os alimentos de alto índice glicêmico na sua dieta. Pessoal, reparem uma coisa. Não tem um grupo low carb de comparação aqui. Se tivesse, ia ser assim… Tem o grupo que come alto índice glicêmico, tem o grupo que reduziu o índice glicêmico… Trocou o pão por macarrão, trocou o açúcar por frutas… Que perdeu meio quilo. E ia ter o grupo low carb que ia perder 10 quilos. Não, ninguém aqui está comparando isso. Eles estão dizendo, que fique bem claro, é o seguinte. No contexto de uma dieta de menor índice glicêmico, o macarrão pode ser utilizado. É só isso. Então, em outras palavras… Eu estava até brincando com o Rodrigo… Os autores estão concordando com aquilo que a gente sempre fala… Reduzir o índice glicêmico na dieta é uma coisa boa. Agora, como a redução aqui foi uma redução pífia… Foi basicamente sair de algo péssimo para algo menos ruim… O resultado também foi pífio, que é um resultado de 600 gramas de perda de peso em média. Então, esse estudo não mostrou que macarrão emagrece. Não é isso. Pelo amor de Deus. A manchete está completamente errada. O estudo… Eu vou ler a conclusão do estudo para vocês. “Macarrão, no contexto de uma dieta de baixo índice glicêmico, não afeta adversamente a adiposidade e até mesmo reduz o peso corporal comparado com um padrão de dieta de alto índice glicêmico.”

Rodrigo Polesso: Isso vale tudo.

Dr. Souto: Então, assim… É a história que a gente sempre fala do… Se eu comparar o cigarro sem filtro e o cigarro com filtro, talvez o cigarro com filtro seja menos ruim. Isso não significa que eu deva recomendar que as pessoas que não fumem passem a fumar cigarro sem filtro de tão bom que ele é… Cigarro com filtro. Vou ler de novo. Vou ser repetitivo. “Macarrão, no contexto de um padrão dietético de baixo índice glicêmico, não afeta adversamente a gordura corporal e pode até mesmo reduzir o peso comparado com um padrão dietético de alto índice glicêmico.” Ninguém aqui está dizendo, “Viu como não precisa fazer low carb por que comendo macarrão emagrece?” Não tem grupo low carb nesse estudo. Se tivesse… Bom, nós já apresentamos incontáveis estudos de low carb mostrando resultados muito, mas muito superiores a esse aqui.

Rodrigo Polesso: Mas basicamente dizem a mesma coisa… Uma dieta com low glycemic index, que é uma dieta mais low carb teoricamente. Eles estão meio que corroborando…

Dr. Souto: Tem gente que comenta que, por exemplo o… Dentro da dieta mediterrânea o italiano consome mais trigo na forma de massa do que na forma de pão e que a massa tem um índice glicêmico menor… Que isso seria uma das explicações porque o padrão mediterrâneo não é tão ruim. Então, assim… É sabido que o trigo consumido na forma de marcarão tem um índice glicêmico menor. Por que? Porque ele é menos cozido. O amido depende da forma como ele é preparado. Quanto mais aquecido, mais desnaturado for o grânulo de amido, maior vai ser o índice glicêmico, maior vai ser o pico de insulina, maior vai ser a elevação da glicose no sangue. Isso não é exatamente novidade. Tanto que nós temos o outro extremo, que é o amido resistente. Se nós pegarmos, por exemplo, uma banana verde e comermos essa banana verdade não aquecida… Pegarmos ela e batermos, por exemplo, numa vitamina com leite de coco, uma canela… Aquilo ali tem impacto zero sobre a glicemia e sobre a insulina. Mas tem um monte de carboidrato nessa banana, sim. Mas o amido que está presente ali é resistente. Ele resiste à digestão. Então, uma outra forma da gente dizer é o seguinte. O macarrão, especialmente quando preparado al dente, tem um amido ligeiramente mais resistente do que o trigo na forma de farinha transformado em pão. O que significa assim, bom… Se eu for obrigado… Assim, eu tenho duas alternativas… Ou eu vou ser fuzilado, ou eu vou ter que comer uma coisa à base de trigo… Eu preferiria comer macarrão do que pão branco se eu tivesse preocupado com os efeitos endócrinos disso aí.

Rodrigo Polesso: Sim. Espetacular. E olha só. Tem tantos pontos errados nisso aí. Para o pessoal entender claramente… O Dr. Souto repetiu duas vezes. Mas é importante perceber que a grande… O grande ponto aqui importante é quando eles falam “comparado a uma dieta de mais alto índice glicêmico”. Eles basicamente dizem… O macarrão, quando é aliado a dieta de baixo índice glicêmico, é melhor do que uma dieta de alto índice glicêmico. Isso é óbvio. Então, na minha opinião, eles podiam substituir macarrão por qualquer alimento na face na humanidade. Eles podiam colocar macarrão, pasta de amendoim, chocolate, qualquer coisa. Porque qualquer coisa… Cianeto… Aliado a uma dieta saudável de baixo índice glicêmico é melhor do que cianeto numa dieta de alto índice glicêmico. Não existe, basicamente, nenhuma conclusão racional a respeito disso e o macarrão é a única coisa que eles escolheram puxar para atenção, que é uma coisa que muita gente come… É uma coisa bastante famosa no mundo. Então, na minha opinião, é completamente inútil. A mensagem é que isso aqui é um absurdo. Além do índice glicêmico, que a gente sabe que não resume tudo… Não resume todos os problemas… A gente sabe que o macarrão e qualquer alimento feito de trigo é muito, muito pobre em densidade nutricional. Basicamente não tem nutrientes. O pessoal tem que injetar nutrientes de volta para evitar que a população tenha problemas nutricionais. Então, a gente vê… No Código Emagrecer de Vez, o segundo pilar… Densidade nutricional. Uma coisa que é essencial para a saúde. A gente sabe que o macarrão é muito, muito pobre nisso. Então vai muito mais além do que a questão do índice glicêmico somente. E esse estudo é de péssima qualidade. Eu acho um absurdo que esse tipo de estudo seja propagado e postado em sites como o Bem Estar da Globo, que supostamente é para ser respeitado sobre saúde. E com uma headlline… Uma manchete categórica dessas que é mentirosa, mesmo em luz ao estudo, dizendo que macarrão independentemente tem baixo índice glicêmico. Não, não tem baixo índice glicêmico. E pode ser considerado bom carboidrato. Não, ninguém disse isso, absolutamente. Inclusive disseram que não compararam o macarrão, de fato, de forma independente. Então eles meio que estão destorcendo a verdade, enganando a população e você está aí com a esperança alta tentando pensar no macarrão na próxima refeição já quando a gente sabe que isso é um tiro no pé. Então, enfim. Esse é o meu rant.

Dr. Souto: É isso aí. Quando comparado com a dieta ocidental padrão, de altíssimo índice glicêmico, literalmente qualquer coisa vai mostrar um resultado melhor. É só vocês lembrarem do estudo DIETFITS, aquele que nós conversamos outra vez… No qual a dieta low fat… Mas era uma low fat na qual as pessoas não podiam comer açúcar, não podiam comer nada de farinha refinada, deveriam cozinhar seus pratos em casa, comer alimentos orgânicos… Até o grupo low fat perdeu peso. E diga-se de passagem, perdeu 6 quilos, muito mais do que esse grupo aqui. Dez vezes mais do que esse grupo aqui… 600 gramas. Então, assim… Vamos botar em perspectiva… 600 gramas… Não sei como falar isso de uma forma mais delicada… A gente pode deixar 600 gramas no vaso. É uma coisa irrisória.

Rodrigo Polesso: Essa foi boa. Acho que ficou claro agora esse assunto. Se o pessoal tiver por aí ainda disseminando informações sobre esse assunto, falando que macarrão emagrece, bom… Manda esse podcast para eles. Talvez elucide um pouco mais sobre esse assunto. Bom, falando em macarrão, eu imagino que você não deve ter comido espaguete na última refeição, mas se você quisesse compartilhar o que você degustou, seria útil.

Dr. Souto: Então, Rodrigo. Deu tempo. Eu cheguei em casa e comi uma coisinha antes do podcast. E eu comi um hambúrguer.

Rodrigo Polesso: O que significa hambúrguer? Conta para o pessoal.

Dr. Souto: Hambúrguer é o seguinte. Foi um hambúrguer com um pão de hambúrguer low carb. Eu cortei aquele pãozinho low carb, botei queijo provolone lá dentro, com alface, tomate. Não tinha alguma coisa que lembrasse carne para botar de desse para fazer a tempo de não atrasar o podcast, de modo que foi esse hambúrguer mais simplesinho. Mas deu tempo de botar numa torradeira daquelas de fogão e dar uma torradinha nele. Ficou muito gostoso.

Rodrigo Polesso: Parece que ficou mesmo. Ontem eu fiz uma omelete também com avocado. Pessoal fala que ninguém chama mais de “abacate”. É porque avocado e abacate são duas coisas diferentes. Se fosse a mesma coisa, a gente chamaria com o mesmo nome. São duas coisas diferentes. O avocado é pequeno. O abacate é grande. É diferente. Outra coisa… Hoje é dia do rant… Só porque acordei cedo. Outra coisa que me faz perder muita esperança na humanidade é tipo isso. Eu posto no Instagram lá o videozinho da refeição… Tinha um prato que era carne moída com abacate. Eu postei o videozinho… Alimentação forte. Daí o pessoal me pergunta se aquele negócio (carne moída) era macarrão. Não é possível. “Rodrigo, escreve o que que é.” Se eu mostrar um cachorro na foto, eu preciso escrever que é um cachorro? Tipo, é óbvio. Como que você pode confundir carne moída com macarrão? Outra pessoa me perguntou… “Esse verde é abacate?” Eu falei, “Meu Deus, o que mais poderia ser?” Tipo, quão mais óbvio poderia ser do que um vídeo filmando um alimento desses… Eu falei, caramba… Às vezes eu me…

Dr. Souto: Isso me lembra aquele documentário Muito Além do Peso. Aliás, quem não viu, tem no Netflix. No Netflix eu não tenho certeza, mas tem no YouTube de graça. Muito Além do Peso. É um documentário sobre crianças, mostrando o desastre que é alimentação infantil. Tem uma cena famosa já desse documentário no qual a entrevistadora que não aparece… Aparece só a voz dela… Oferece para crianças… Crianças na faixa dos 9 anos por aí… 10 anos… Diversos vegetais. E pergunta, “O que é isso?” Eu me lembrei agora, Rodrigo. Ela entrega um pimentão, e a pessoa olha e diz assim, “Pera?” É meio trágico. O que acontece? Eles querem mostrar que essas crianças nunca viram um alimento não processado na vida. Elas sabem reconhecer as marcas de alimentos processados, as marcas de salgadinhos e tudo, mas não conseguem dar o nome para um vegetal em natura. É meio chocante. Talvez o pessoal do Instagram seja parecido.

Rodrigo Polesso: Pelo amor de Deus, espero que não. Nenhuma criança comentou. Foram todos bem adultos mesmo. Pelo amor de Deus. Vamos focar no que é mais importante. Abacate, avocado… Cada um chama da sua preferência.

Dr. Souto: O pessoal vai comentar depois que sua foto estava ruim.

Rodrigo Polesso: É, exatamente. Enfim. É minha casa. Compartilho minha opinião, não importa. Sigam o Dr. Souto no Instragram: @jcsouto. O meu profile lá é @rodrigopolesso. Faça parte lá. Siga a gente no dia a dia. A gente está postando sempre coisas interessantes inclusive vídeos. São tão confusos de coisas bizarras, como avocado e carne moída. Então, beleza. Dr. Souto, obrigado pelo podcast. A gente se fala, pessoal, no próximo. E lembre-se: está valendo agora ingresso para a Tribo Forte 2018. Entre em TriboForte.com.br e clique em Evento Ao Vivo lá para garantir. Os ingressos saem do ar na quinta-feira já. 72 horas somente. Vamos lá. Grande abraço. Até mais.

Dr. Souto: Abraço, até a próxima.