TRIBO FORTE #110 – PRATOS PEQUENOS, MUDANÇAS E SABORES

Bem vindo(a) hoje a mais um episódio do podcast oficial da Tribo Forte!

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Neste episódio:

  • Será que comer com pratos pequenos ajuda emagrecer?
  • Mudanças acontecendo no mundo nutricional?
  • Ideias de refeições de fazer salivar…

Tudo no podcast de hoje da Tribo Forte!

Escute, passe adiante! 🙂

OBS: O podcast está disponível no iTunes, no Spotify e também no emagrecerdevez.com e triboforte.com.br

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🙂

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Ouça o Episódio De Hoje:

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Casos de Sucesso do Dia

Rodrigo Mello

 

 

 

Referências

Artigo de Robert Lustig

Convite Para Assistir Online ao Vivo a Palestras Direto no Parlamento Europeu

Artigo no ConscienHealth Sobre Comer em Pratos Pequenos

 

Transcrição do Episódio

Rodrigo Polesso: Olá, olá para você! Bom dia, boa tarde ou boa noite! Bem-vindo aqui a mais um podcast da Tribo Forte. Esse podcast de hoje é o podcast número 110 aqui da nossa dose semanal de saúde, estilo de vida saudável para você. A gente vai cobrir alguns tópicos aqui nesse podcast hoje. O primeiro deles vai ser a chance… grandes chances de mudança em massa, talvez, das diretrizes e hábitos também acontecendo lá no Reino Unido. A gente vai contar um pouco mais para você sobre isso. E também: será que usar pratos pequenos para comer seria a chave do emagrecimento? Vamos ver um pouco mais sobre isso. Depois um caso de sucesso também, e o que a gente comeu na última refeição. Como sempre, compartilhando com você. Dr. Souto, episódio 110. Tudo bem?

Dr. Souto: Tudo. 110! Esses números aí sempre impressionam porque a gente lembra… É que nem pai de criança pequena, que diz assim: poxa vida, olha só, já está com um aninho de idade, lembra quando ele era um bebê de um mês? Então a gente… é o nosso bebê! Está crescendo. O podcast já é um adolescente.

Rodrigo Polesso: Já é um adolescente! É verdade! Olha só, vamos lá! O primeiro assunto aqui é que no Reino Unido está acontecendo algo que pode mudar as coisas rapidamente. E a mudança está vindo de cima para… potencialmente pode vir de cima para baixo. Deixa eu contar para vocês o que está acontecendo. Tem um artigo publicado que eu vi no site do dr. Robert Lustig, nos Estados Unidos, que ele postou o seguinte: cortando o açúcar e os carboidratos da dieta, o Nathan Gill (que é um membro do Parlamento Europeu e diabético tipo 1 lá no País de Gales) reduziu as suas necessidades de ingestão de insulina em 50% e a gora ele está pedindo, meio que implorando à Primeira Ministra Theresa May (que também é uma diabética tipo 1) a fazer a mesma coisa. E novos dados do site diabetes.co.uk, no Reino Unido, revelaram que 30 mil diabéticos tipo 1 já reduziram a necessidade de insulina em até 80% simplesmente cortando carboidratos densos. Você já sabe disso, você escuta aqui o que a gente fala há muito tempo. Agora, esse membro do Parlamento Europeu, o Nathan Gill, ele também ficou tão admirado com as mudanças dramáticas na sua saúde pessoal depois de seguir o que o doutor cardiologista britânico Aseem Malhotra, que a gente fala várias vezes aqui… seguir os conselhos dele, de você seguir uma dieta low carb e high fat. Ele ficou tão pasmo com os benefícios disso que escreveu uma carta aberta à Primeira Ministra Theresa May, pedindo uma mudança urgente nas diretrizes alimentares que promovem alimentos low fat e tentam aconselhar que os carboidratos densos sejam a base da dieta. Então ele escreveu essa carta aberta. Uma parte dessa carta aberta eu vou ler para você literalmente aqui agora. “As políticas dietéticas correntes do governo recomendam que as pessoas coloquem carboidratos na base da dieta. Essas diretrizes estão absolutamente erradas e têm sido um grande colaborador para a crise de obesidade no Reino Unido nas últimas 3 décadas, e uma epidemia de obesidade. Eu agora concluí que esse tipo de sugestão e a promoção de alimentos baixos em gordura (promovidos oficialmente pelo governo desde 1983) têm sido uma tentativa errada de dieta de 35 anos de duração, e que substituiu milênios de hábitos de consumo de alimentos saciantes, nutritivos e integrais em gordura com consequências desastrosas para a saúde pública. Que coisa linda essa parte, hein, dr. Souto? O que está acontecendo no Reino Unido?

Dr. Souto: Espetacular! Eu vou até continuar onde você parou. Ele diz assim: depois de ler o livro do dr. Aseem Malhotra, o livro cujo nome é The Pioppi Diet, A Dieta de Pioppi, esse livro foi traduzido, pessoal. Acho que nós já mencionamos aqui. O nome desse livro em português ficou um nome absolutamente lamentável e ridículo. Então vocês ignorem a capa.

Rodrigo Polesso: Ficou muito ruim.

Dr. Souto: Aqui ficou Detox 21 Dias.

Rodrigo Polesso: Pior que Pioppi Diet também é um nome estranho, não é? Se for pensar…

Dr. Souto: É, mas sabe que em Portugal saiu A Dieta de Pioppi.

Rodrigo Polesso: Por que colocaram Detox 21 Dias? Que absurdo isso!

Dr. Souto: Para vender, não é? Porque o pessoal… é tipo um cavalo de Troia. Você compra porque gosta de comprar coisas ridículas e sem querer acaba comprando algo bom.

Rodrigo Polesso: Um cavalo de troia! Isso mesmo!

Dr. Souto: Mas então, assim, pessoal, o título é A Dieta de Pioppi, mas no Brasil saiu como Detox 21 Dias. Mas procurem pelo autor: ASEEM MALHOTRA. O sujeito é um cardiologista que está levando essa bandeira no Reino Unido, mudando coisas, mudando diretrizes há um bom tempo. E aí este membro do Parlamento Britânico, que é um diabético, que fazia uso de insulina (diabetes tipo 1), leu o livro A Dieta de Pioppi, ou Detox 21 Dias. E ele diz assim: eu não consigo expressar o quanto isso mudou a minha vida para melhor. E aí ele diz aqui que o açúcar no sangue, a glicose dele, nunca estiveram tão estáveis. E agora ele reduziu a necessidade de insulina dele para 50% do que era. E aí, o que ele fez? Isso aí que o Rodrigo falou: escreveu uma carta aberta para a Primeira Ministra. Porque por uma grande coincidência, a Primeira Ministra da Inglaterra, Theresa May, também é uma diabética tipo 1 e também faz uso de insulina. Então se existe uma chance da coisa mudar de cima para baixo, é agora.

Rodrigo Polesso: E eles estão fazendo uma… Enfim, estão dentro do galinheiro agora tentando fazer… instigar essa mudança. Vai ter no dia 12 agora uma conversa dentro do Parlamento.

Dr. Souto: É. Eu vou ver se eu coloco no blog… Eu acho que cheguei a colocar no blog esse anúncio dessa palestra que eles vão ter no Parlamento dia 12 de abril, às 15 horas (horário local), no Parlamento Europeu. Então, o Aseem Malhotra, mas também outros profissionais de saúde que usam uma abordagem low carb vão estar lá falando para o Parlamento Europeu, que é, vamos dizer, como se fosse o Congresso Nacional do Brasil. Se a Europa fosse um país, o Parlamento Europeu é o Congresso Nacional da Europa. Então, é uma chance espetacular de conseguir levar a mensagem para o centro do poder na Europa. Então é um negócio incrível, que a gente quer compartilhar com vocês aí, porque… Está bem, a gente sempre tem que temperar o entusiasmo. A gente sabe que não é tão fácil mudar. Agora, o pessoal é peitudo lá. Porque o título da palestra do Malhotra é: Big Food and Big Farma. Quer dizer, os grandes produtores de alimentos, as grandes empresas alimentícias e as farmacêuticas. Matando por lucro: esse é o título da palestra. Então ele não foi lá a passeio. Ele está pegando pesado.

Rodrigo Polesso: Está pegando pesado. Você quando ouvir esse podcast vai ter passado o dia 12. A gente está gravando aqui um pouco antes, mas para você ver o tipo de mudança que está acontecendo lá. E a gente sabe que um país acaba inspirando o outro. Isso não garante que isso vai mudar, obviamente. Porque não é uma pessoa só que vai conseguir mudar as diretrizes. Só que as diretrizes são revisadas a cada tantos anos. E esse trabalho já vem sendo feito a muito tempo, não é, dr. Souto? A gente mostrar a ciência do que está errado no que a gente está fazendo e a ciência do que está certo que a gente potencialmente poderia estar fazendo. E essa mudança, o ponto de inflexão, a gente sempre acha que chegou… já chegou! Não, ele está chegando… eu acho que está chegando.

Dr. Souto: É, é que ponto de inflexão às vezes dá a impressão de que é uma coisa pontual, é um determinado dia. A partir daquele dia específico…

Rodrigo Polesso: É uma era de inflexão.

Dr. Souto: É! Exato! Muitas vezes o ponto de inflexão é as pessoas dizerem: olha, lá em 2030… olhar para trás… naquele período ali entre 2014 e 2019 começou a mudar. Eu continuo achando, eu já disse várias vezes, 2014 foi um ano importante como ponto de inflexão. A partir dali a coisa começou a ganhar momento. Eu estou olhando aqui esse press release, esse negócio de imprensa do Malhotra… eu tenho uma frasezinha muito boa que se todos os diabéticos do Reino Unido (tipo 1 e tipo 2) seguissem guidelines que refletissem a evidência científica, e ignorassem os guidelines atuais low fat… Vou tentar traduzir melhor: se todos os diabéticos no Reino Unido seguissem diretrizes que refletissem evidência científica, mas ignorassem as diretrizes atuais, ou seja, que não seguem evidência (diretrizes low fat), isto reduziria a dependência em drogas para diabete e insulina em 50%, poupando para o sistema de saúde milhões de libras anualmente. Então, quer dizer, o que nós temos… a gente sempre pensa na questão do interesse econômico, que realmente pauta muito disso, mas talvez finalmente esteja caindo a ficha de que existem dois grandes interesses econômicos competindo. Interesse econômico da indústria, mas existe o interesse econômico dos países.

Rodrigo Polesso: Sim, com certeza.

Dr. Souto: A epidemia de diabetes e de obesidade seguindo no ritmo que está significa a insolvência dos sistemas de saúde no mundo todo. Ninguém vai conseguir pagar essa conta. Daqui a pouco médicos desse calibre conseguindo falar diretamente no parlamento europeu, conseguindo influenciar a primeira ministra da Inglaterra… Quem sabe finalmente o peso econômico da coisa comece a pesar para o lado certo. Quer dizer, a indústria farmacêutica puxa a corda para um lado, mas daqui a pouco nós vamos ter o interesse econômico dos países… O interesse de não falir. O interesse de não quebrar dos países puxando a corda para o outro. Quem sabe, né?

Rodrigo Polesso: A gente já vê isso acontecendo também… Gente há muito tempo vem falando isso a respeito dos Estados Unidos. O sistema de saúde realmente está com um burden… Um fardo muito pesado carregando esse pessoal com diabetes, que é um problema que a gente sabe que consegue reduzir bastante ou até mesmo reverter com simples mudanças dietéticas. Então, acho que você está certo. Acho que essa pressão econômica talvez possa ser o que vai fazer mudar essas diretrizes em massa. Não o interesse pela saúde humana necessariamente, mas o interesse para se proteger economicamente. E essa mudança de cima para baixo… Já falando… Acho que está acontecendo. A gente tem que olhar também par ao Brasil. A gente já falou que antigamente… Antes… No evento Tribo Forte ano passado tinha uma pessoa lá que estava… Que foi uma das principais desenvolvedoras da pirâmide alimentar brasileira na época. Ela estava lá… Digamos, se redimindo… Dizendo que na época ela não sabia o que ela sabe hoje e com certeza faria diferente. Então, a gente nunca sabe quanto a gente está impactando. Qual o nível da pirâmide, digamos assim, lá no topo dos deuses do congresso… Em quem que a gente está impactando. Acho que a gente nunca sabe, mas o efeito borboleta acaba acontecendo de uma forma outra de outra.

Dr. Souto: Enfim, se tiver algum candidato a presidente diabético… Vamos votar nele.

Rodrigo Polesso: Vamos votar nele para poder ajudar ele, pelo amor de Deus. Maravilha. É isso aí que está acontecendo, pessoal, no Reino Unido. Vamos manter vocês a par de tudo. É claro que a gente não pode fechar o olho porque está acontecendo no Brasil também. É um movimento enorme de alimentação saudável no Brasil. Acho que é um dos países que mais está com um movimento forte aí no mundo a respeito disso. Bom… O caso de sucesso do dia vem do Rodrigo, meu xará. Seguindo ele, está rindo à toa. São palavras dele. Ele falou, “Quando comecei, estava com 97. A minha meta era chegar aos 85, 83. Eu estou hoje cm 79. Então, que venha a fase do estilo de vida.” A primeira fase do Código é o desafio de 30 dias. A segunda fase é o que a gente chama de aceleração. Depois, a terceira fase é do estilo de vida. Cada pessoa tem uma quantidade X para perda de peso. Ele atingiu 79, foi mais que a meta dele. Então, agora, ele vai para a fase três, que é uma fase de mantimento, onde você aprende como manter seu peso pelo resto da vida. Ele eliminou 18 quilos em apenas 2 meses seguindo o programa Código Emagrecer de Vez e já passou a meta dele. Segundo ele, está rindo à toa aqui. Ele repetiu no comentário dele, no testemunho dele uma máxima que a gente vem repetindo há bastante tempo. A gente precisa ficar saudável para emagrecer e não emagrecer para ficar saudável, como a maioria das pessoas acha que tem que acontecer. Se você quer participar do programa, é só você entrar em CodigoEmagreceDeVez.com.br. Beleza. Bom, olha só. Será que a sugestão conhecida de você comer menos através de pratos menores na sua alimentação… Será que isso realmente nos ajuda a comer menos, atingir seu objetivo? Tem uma revisão de toda a literatura a respeito do assunto que diz que não. Inclusive, alguns estudos mostram que comer com pratos pequenos faz com que as pessoas comam até o dobro do que comeriam com o prato normal, porque elas acabam repetindo afinal. Mais uma vez a gente vê que tentar controlar a quantidade da comida… Do que a gente come… É uma estratégia errada. Por toda evolução da nossa espécie nós sempre focamos no que comer e nunca na quantidade, porque nunca tinha suficiente, basicamente… A qual sempre foi regulada automaticamente pelos hormônios e sensores de saciedade do corpo. Quando será que as pessoas irão voltar a focar na qualidade e deixar a qualidade tomar conta de si própria? Se você já faz parte da Tribo Forte, você segue a gente, você já deve fazer esse tipo de coisa, mas a gente precisa passar isso adiante para a população. Dr. Souto, se a gente focar na quantidade… Se focar não… Se focar na quantidade é sempre comprovadamente uma má ideia… Que tipos de alimentos mágicos a gente pode comer que irão favorecer um controle natural do apetite focando na qualidade? Será água alcalina ou shakes de couve que vão ajudar nisso?

Dr. Souto: Eu acho que não. Acho que tem que ser alimentos nutricionalmente densos e aquilo que a gente chama de comida de verdade, porque o ser humano evoluiu comendo isso. Então, a nossa saciedade… O termo correto é assim… A nossa saciedade está calibrada pela evolução para aqueles alimentos que estavam disponíveis. Ela não foi calibrada com brownie de chocolate. Ela não foi calibrada com shakes. Ela foi calibrada com comida de verdade. Aí os macronutrientes mais saciantes são proteína e gordura. A proteína… Especificamente se nós isolássemos os macronutrientes… Que é uma coisa que também é questionável, porque na natureza eles também não são isolados. Mas os estudos para fins de ciência e tal isolam. Aí a proteína isoladamente é mais saciante. Acho que nós já mencionamos em um episódio prévio um conceito chamado protein leverage. Eu não sei exatamente como traduzir isso para o português.

Rodrigo Polesso: A vantagem da proteína, mais ou menos.

Dr. Souto: É o fato de que a proteína… É como se o corpo tivesse uma fome específica para proteína de modo que se nós não atingirmos uma quantidade mínima de proteína, a gente continua com fome. É uma forma inteligente do corpo fazer o quê? Com que a criatura continue comendo até atingir as necessidades de proteína. Então, obviamente não ajuda nada para quem está querendo perder peso ficar fugindo da proteína. Por que aí o que acontece? A pessoa fica com mais fome. Se a pessoa consumir alimentos que são mais ricos em proteína e na natureza a proteína sempre vem com um pouquinho de gordura… Não é verdade? Sempre vem. Essa combinação da proteína com a gordura é tão saciante que se o prato for grande ou pequeno não faz diferença.

Rodrigo Polesso: É. O corpo sempre pede mais comida até que ele atinja a necessidade nutricional dele. Isso é muito interessante. Por isso que o pessoal que coloca carboidrato na base da alimentação…

Dr. Souto: Exceto quando são alimentos que não é comida de verdade. Alimentos hiperpalatáveis, superprocessados… Aí isso passa por cima… Patrola essa sensação de necessidade. A pessoa come até não aguentar mais. Muda o conceito.

Rodrigo Polesso: Com certeza.

Dr. Souto: A pessoa come um biscoito recheado e não consegue até terminar o pacote. Come um Bis, não consegue até terminar as duas carreirinhas de Bis. Mas isso normalmente não acontecerá se você estiver comendo um filé de peixe.

Rodrigo Polesso: Não. E muita gente vai na churrascaria… Se você pensar na última vez que você foi na churrascaria… Muita gente gosta de ir na churrascaria para comer carne, porque é a coisa mais cara que tem lá, para tirar a vantagem do lugar. Daí quantas vezes você lembra que você comeu no almoço para caramba e nem fome você tinha depois de comer toda aquela carne… Aquela proteína… Aquela gordura natural? Se você vai na pizzaria, você sai cheio, com pizza até na garganta. Mas se você passa umas cinco horas, você já está com fome de novo. Essa é uma diferença bem prática de se notar.

Dr. Souto: Com certeza. É o protein leverage que explica isso aí. A pessoa, na realidade, comeu muito. Mas proteína ela comeu pouco. De modo que aquele carboidrato… Aquilo ali tudo vira glicose. Essa glicose toda vira glicogênio, é convertida em gordura, enfim. Aí não tem a proteína para induzir a síntese daqueles hormônios que inibem o apetite. Peptídeo YY, colecistoquinina… Que é mais a gordura. GLP-1. São hormôniozinhos que a gente não ouve falar todo dia, mas que estão relacionados ao consumo de proteína e gordura. E esses aí dão saciedade.

Rodrigo Polesso: Com certeza. Então tentar comprar um kit de pratos pequenos para tentar comer menos não é uma tentativa que funciona. A gente está vem isso aqui. Toda a tentativa de tentar controlar a qualidade… Quem dizer, de controlar a quantidade antes de controlar a qualidade, é errada. E você vai sofrer. Seja contar caloria, seja se exercitar mais e comer menos… Você sempre vai sofrer. O corpo quer regular a quantidade de acordo com a qualidade que você come. Se a qualidade é pobre e você tenta controlar a quantidade, você vai ter um masoquismo envolvido. Você vai sofrer, porque não vai conseguir levar isso como estilo de vida por muito tempo. Então, o controle primordial da quantidade sem foco na qualidade é realmente uma estratégia ruim e a gente vê mais uma evidência hoje aí sobre esse assunto ao quebrar esse mito de comer em prato pequeno vai ajudar você a comer menos. Pode ajudar sim, um dia, dois dias. Mas nunca vai trazer o benefício que você quer de perda de peso ou de saúde que seja. Assumindo que você comeu sua última refeição num prato grande, Dr. Souto, você quer compartilhar o que que é?

Dr. Souto: Tinha sobrado um filé de ontem. Então, a gente pegou e reaproveitou o filé com vegetais refogados assim. Então, couve-flor, brócolis, cenoura e abobrinha. Isso aí com um pouquinho de alho e óleo também. Eu almocei bem hoje, Rodrigo. Estava bom. Estava muito bom.

Rodrigo Polesso: Um alhozinho ajuda. Eu comprei… Diga.

Dr. Souto: E foi resto. Entendeu? A gente pegou restos… E aí refoga tudo, bota ali numa panela. E ficou dos deuses.

Rodrigo Polesso: Tem uma coisa que eu estou fazendo agora também. Estou em viagem, então difícil de você comprar às vezes alho fresco. Então a gente estava usando aquele alho em pó para temperar. Alho eu gosto bastante. Eu descobri uma coisa que na minha opinião está bem melhor do que isso, que é o azeite de oliva infuso com alho. É um azeite de oliva que tem um gosto de alho bem bacana. Você coloca por cima, é como se você tivesse feito a comida no alho. Fica muito gostoso… Para o pessoal que tiver interesse… E com um gosto mais fresco do alho… Do que aquele pozinho de alho, do alho seco que você coloca na comida. Fica bem bacana. Então você comeu uma boa refeição na última refeição?

Dr. Souto: Comi que chegou a dar saudades. Assim… Para quem gosta de azeite de oliva infuso com coisas… Tem várias diferentes variações. Um maravilhoso que provavelmente muitos que estão nos ouvindo conhecem são os azeites trufados. Ah, como é bom aquilo.

Rodrigo Polesso: Isso é bom demais.

Dr. Souto: Né? Acho que é positivo para os ouvintes fazer assim… Não pensar em dieta como uma restrição. Pensar nesse mundo de possibilidades… Nas coisas maravilhosas que dá para fazer e comer. Vamos dizer… O conjunto daquilo que a gente está eliminando… Porcaria, açúcar, farinha e tal… Ele é tão, mas tão menor do que o conjunto gigante das coisas possíveis que a gente pode explorar e fazer. Pensa num conjunto grande do que dá para fazer e não no pequeno que você não devia estar comendo e pensando.

Rodrigo Polesso: Perfeito. Um bom exemplo do que dá para fazer que as pessoas jamais pensariam nisso se tivessem que emagrecer é a minha janta de ontem, porque estou gravando agora de manhã. Mas a janta de ontem eu peguei três hambúrgueres de gado de pasto que eu comprei. Três hambúrgueres. Fiz bacon. Fritei os hambúrgueres na gordura do bacon. Meu Deus do céu. Depois eu cortei umas fatiazinhas de queijo azul, que é parecido com o gorgonzola assim. O gosto é forte. Daí eu coloquei o hambúrguer, o bacon por cima e esse queijo azul para dar uma temperada. Meu Deus do céu. Depois eu coloquei um pouquinho só para dar aquele gosto de alho… Aquele azeite infuso com alho por cima. Então, é basicamente proteína e gordura. Mas é uma alimentação que você jamais na sua vida iria pensar que poderia fazer bem ou que poderia ajudar você a emagrecer. É um outro mundo de oportunidades que você comentou.

Dr. Souto: É incrível. Para mim é só notícia boa. No meu caso, há sete anos.

Rodrigo Polesso: Pois é, exatamente. Exatamente. Um mundo de oportunidades. Não é restrição. É muito do oposto, na verdade. Você abre o leque para muitas coisas que foram demonizadas ao longo do tempo. Você está se proibindo, se limitando o seu consumo. Lembrei de outra coisa que comi fora aqui. Sabe aquele… Eisbein… Joelho de porco?

Dr. Souto: Joelho de porco.

Rodrigo Polesso: Então, joelho de porco no restaurante alemão, que vem com aquela capinha bem crocante. Bom demais. Vem com gordura, aquela capinha crocante. Vem um pouco de sauerkraut do lado… É difícil acreditar que isso é tão bom.

Dr. Souto: Neste final de semana nós tivemos um evento para profissionais de saúde lá em Belo Horizonte. Falei eu e a Dra. Janaína Kennen que é endocrinologista. Desculpa, Janaína, se eu pronunciei errado seu sobrenome, mas eu tenho dificuldades com ele. Se ela tiver nos ouvindo ela depois vai nos mandar um WhatsApp. E nós depois fomos jantar na casa dela. E a mãe dela fez exatamente este prato. Joelho de porco, que é um negócio espetacular, para quem não conhece. Ela fez também um repolho roxo que ficou maravilhoso. E tinha também um patê de fígado…

Rodrigo Polesso: Bom demais. Você comeu?

Dr. Souto: Eu só não comi todo o patê de fígado porque tinha que sobrar espaço para o joelho de porco e porque enfim… Ia ficar chato… Comer tudo e não deixar para os outros. Aí as pessoas perguntam: “Mas passou o patê no quê?” Sim, é óbvio que tinha pão low carb. Existe vida sem farinha de trigo. Tinha um pão low carb maravilhoso sobre o qual a gente passava o patê de fígado espetacular. Seguido depois por um joelho de porco com repolho roxo e tinha ainda um molho de cogumelos. Olha, que coisa. Isso supostamente é uma dieta muito restritiva.

Rodrigo Polesso: Muito restritiva. Só lembrando que dá para passar o patê de fígado no garfo.

Dr. Souto: Ah, sim, exatamente. O garfo segura o patê também. Para quem preferir um vegetal, tem o aipo. O aipo é uma espécie de chips natural. Ele tem a textura correta para a gente pegar o talinho e passar no patê e morder.

Rodrigo Polesso: Mas para que ocupar um espaço no estômago com um vegetal com tanta coisa desse tipo na mesa, né?

Dr. Souto: O pessoal vai reclamar dessa tua frase.

Rodrigo Polesso: Enfim. Vai piorar com o tempo, não se preocupa. A opinião está indo nessa direção. Mas olha só… Que restrição. Eu começo a salivar só de pensar nesses pratos. Nunca vi ninguém salivando pensando num pão de trigo com margarina. Enfim… Esse é o mundo de oportunidade que a gente está abrindo para tanta gente. Eu chamo de liberdade alimentar. Nosso objetivo é dar liberdade alimentar a todo mundo… Para que vocês voltem a saborear alimentos realmente saborosos… Que fazem você salivar sem se preocupar se fazem mal à saúde e na verdade estão te ajudando. Tudo isso você pode degustar e abraçar nesse estilo de vida sensacional. Com isso… Acho que esse podcast ficou legal. Passamos a mensagem que estava programada para passar para vocês. Espero que tenha te inspirado com essas informações todas… Com essas ideias de pratos que a gente compartilhou com você. E que você saia para fazer sua próxima refeição bastante saborosa de acordo com a alimentação forte, alimentação de verdade. Dr. Souto, obrigado por sua atenção. A gente se fala na próxima semana.

Dr. Souto: Obrigado, Rodrigo. Um abraço aos ouvintes. Até a próxima.

3 Comentários


  1. Boa tarde!

    Tenho duas sugestões/pedidos:

    1º Gostaria muito de um episódio do podcast sobre os viéses, por exemplo, o do Paciente Bem Comportado, entre outros já citados nos programas. Estou tentando afiar minha capacidade de bater o olho em um estudo e achar os defeitos logo de cara.

    2º Já que o podcast foi para o Spotify, teria como ir para o Deezer também? Nós assinantes da Tim agradecemos, poderemos ouvir o programa sem gastar franquia de internet.

    Abraço, ótimo trabalho, parabéns!

    Responder

  2. Boa noite!

    Gostaria de sugerir um assunto para o podcast sobre doença autoimune, síndrome do intestino permeável e alimentação.
    Tenho psoríase há 42 anos e recentemente desenvolvi artrite psoriásica, processo inflamatório, dor nas articulações, limitações. A alimentação que iniciei com ovos e queijos, tive que deixar, está bem mais restrita hoje.
    Falando de algo bom, quando iniciei a alimentação lowcarb, pesava 117 kgs, já estava num processo de síndrome metabólica, com crises de hipoglicemia. Hoje peso 94 kgs, e reverti esse quadro. Só meu colesterol subiu um pouco mais, e vivo em uma constante briga com minha cardiologista que quer me obrigar a tomar as estatinas.
    Agradeço por me ensinar a comer comida de verdade e aos poucos, mesmo sem exercícios físicos, estou reduzindo o meu peso.
    Obrigada por tudo,

    Silvana

    Responder

  3. Bom Dia!

    Hoje vi no jornal Bom Dia Brasil e depois com mais detalhes no portal G1, uma reportagem de uma pesquisa sobre redução de proteínas (10%) e calorias para redução de medicamentos no tratamento da diabetes. Esta pesquisa está sendo feita em Ribeirão Preto e pelo que entendi as pessoas ficam internadas no hospital 30 dias e possuem alimentação controlada. A reportagem não trás muitos detalhes do que comem, mas de cara vi o café da manhã onde tinha uma generosa fatia de melancia, café com leite e pão, que devia ser com queijo branco já que cortaram a proteína da carne vermelha.

    Até acho que para quem tem a vida desregulada qq coisa vai fazer efeito, mas pq atacar a proteína e não os alimentos ricos em açúcar, como o pão do café que vi na reportagem? Qual o problema dos médicos com proteína?

    Acho que seria interessante o assunto ser abordado em m podcast.

    O link é: https://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/dieta-com-menos-proteina-pode-ajudar-a-reduzir-uso-de-medicamentos-no-tratamento-do-diabetes-diz-usp.ghtml

    Sds

    Neuza Torreão

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