TRIBO FORTE #137 – EPISÓDIO VACINA! TOME A SUA!

Bem vindo(a) hoje a mais um episódio do podcast oficial da Tribo Forte!

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Neste podcast falaremos, entre outras coisas, sobre:

  • Os principais argumentos usados contra a low carb.

Escute e passe adiante!!🙂

Saúde é importante!

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🙂

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Ouça o Episódio De Hoje:

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Caso de Sucesso do Dia

 

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Referências

Artigo Sobre As Críticas Da Low Carb

 

Transcrição do Episódio

Rodrigo Polesso: Olá, olá! Bom dia, boa tarde ou boa noite para você! Você está ouvindo mais um episódio aqui do já legendário podcast da Tribo Forte, a sua dose semanal de estilo de vida saudável, emagrecimento e saúde, tudo baseado na melhor ciência que a gente tem disponível hoje. Este é o podcast número 137. Esse vai ser um podcast pilar, que a gente pode referenciar no futuro. Você vai entender já o porquê. Deixa eu dar as boas vindas ao dr. Souto nesse novo episódio. Como está por aí, doutor? Tudo certo?

Dr. Souto: Tudo certíssimo!

Rodrigo Polesso: Aquecidíssimo para o podcast hoje?

Dr. Souto: Esse aqui vai ser muito bom.

Rodrigo Polesso: Com certeza. E é o seguinte, pessoal, dá preguiça (que a gente fala)… Dá preguiça de tanta lorota, de tanta balela que a gente vê por aí repetidas nas mídias, canais de comunicação. Dá até vontade de bocejar, não é verdade? Mas dá mais vergonha alheia do que vontade de bocejar. É nessa altura do campeonato. A gente está gravando esse podcast agora (domingo a tarde), sendo que hoje a noite na TV a gente sabe que uma emissora já prometeu falar dos malefícios, os perigos da dieta low carb. O dr. Souto não conseguiu se segurar ontem, ao ver que isso ia acontecer e ontem mesmo ele escreveu um post sensacional no blog dele. Vai ter o link aqui na transcrição, aqui no EmagrecerDeVez.com, como todos os podcasts têm a transcrição completa e os links de referência. Então sugiro fortemente que você leia o artigo dele completo. Ele escreveu um artigo bem legal no blog fazendo um exercício, como ele diz, de futurologia, ou seja, tentando já prever as balelas que eles podem falar no programa e já tentar quebrar elas antecipadamente com evidências científicas dos potenciais argumentos falsos que eles podem usar. E na verdade, a gente já recebeu notícias que podem ser que mais programas venham a falar de low carb. A gente nunca sabe se vão falar bem ou mal, mas analisando o histórico disso nas últimas vezes, a gente imagina que provavelmente vai se falar mal. Só que é aquela coisa: está ficando vergonhoso falar mal de low carb pelas coisas que estão acontecendo. Com isso acontecendo, a gente vai aproveitar pra pincelar esses principais argumentos que são usados tipicamente por aí contra a low carb mostrando a direção em que a evidência científica aponta. Assim, você pode direcionar esse episódio àquele seu amigo que ainda passa vergonha na rodinha falando essas baboseiras. E passando para essas pessoas que ainda acham que low carb é ruim por isso ou por aquilo, você pode passar esse podcast que vai indicar mais ou menos a direção da evidência e também tem a referência do artigo completo do dr. Souto com todas as evidências científicas embasando esses argumentos. Antes de começar acho que é importante deixar claro, e a gente já deixou isso claro antes várias vezes, mas não custa reforçar que nós não morremos de amores por nenhuma estratégia. E também a gente não acha que low carb seja a única estratégia para um estilo de vida saudável ou para o emagrecimento. No entanto, nós somos absolutamente contra a má ciência e também maus argumentos. E a gente tenta defender de forma justa a estratégia low carb, que é uma coisa tão promissora e que a corrente do mal (digamos assim) continua a negar por motivos mais irracionais do que embasados em evidências. Então, com todo esse disclaimer inicial, a gente vai começar da seguinte forma: a gente vai abrir o artigo do dr. Souto, que tem 12 pontos. Doze dos principais argumentos que a gente pode ouvir nesses programas de TV, que tipicamente são mencionados. E a gente vai mostrar para você uma pincelada de direção que a evidência aponta a respeito de cada um desses 12 pontos. E o primeiro ponto é o mais fatídico de todos. É o clássico: essa é uma dieta da moda. Dr. Souto, isso eles falam para qualquer coisa, não só para low carb… Dieta da moda, e muita gente já descarta alguma coisa só por ser rotulada de dieta da moda. Então como é que a gente já quebra se eles falarem sobre isso?

Dr. Souto: Então, Rodrigo, olha só. Acusar de dieta da moda não é um argumento. Não é um argumento nem científico e nem nenhum tipo de argumento. É mais ou menos como se eu fizesse o seguinte: o Rodrigo chega aqui e diz que defende uma alimentação forte, uma alimentação baseada em comida de verdade, plantas e bichos, minimamente processada. Aí eu olho para o Rodrigo e digo: Rodrigo, o problema é que o teu nariz é feio… Eu não gosto do teu nariz. Eu não estou atacando o argumento, eu não estou explicando porque a alimentação forte que ele defende é ruim ou boa. Eu estou dizendo algo denegrindo a figura dele. Mas eu poderia estar denegrindo a dieta, dizendo que essa dieta é uma dieta da moda, ela é feia, ela é boba, ela é chata. Então nem vamos perder muito tempo nesse tópico. Eu só gostaria de chamar atenção de vocês que dizer que isso é uma dieta da moda não é um argumento. Eu até coloquei no meu texto que tem coisas que estão na moda que são muito ruins e tem coisas que estão na moda que são muito boas. Ou seja, estar na moda não é um juiz de valor. Hoje em dia está na moda praticar exercícios, muito mais do que 30 anos atrás. E isso é uma coisa ruim só porque está na moda? Não. É uma coisa boa. Tem determinados estilos musicais que estão na moda, que são péssimos. Estar na moda ou não, não é um argumento. É uma acusação de natureza estética.

Rodrigo Polesso: No caso de uma argumentação intelectual pode ser uma forma preguiçosa de se evitar uma discussão.

Dr. Souto: É… não vamos nem discutir porque isso é uma dieta da moda. E aí a gente evita entrar nos argumentos, porque na seara dos argumentos nós somos fortes pra caramba, não é? Então, quando falarem que é uma dieta da moda, você já sabe que o seu interlocutor está com falta de argumento. Como ele não consegue argumentar, é aquilo… ele te chama de feio, ele te chama de chato.

Rodrigo Polesso: Exato! É isso mesmo: dieta da moda não é argumento para se negar qualquer coisa. O segundo, na verdade, é muito usado pela mídia (principalmente televisão). É a grande, que a gente já falou várias vezes aqui, a falácia da autoridade. O que eles fazem com isso?

Dr. Souto: A falácia da autoridade é o seguinte: eles sabem que simplesmente por estar sendo dito na TV já é visto como verdade. Nada poderia ser mais longe da verdade do que essa afirmação. Hoje a gente sabe, a gente vive no mundo das fake News. Mas na realidade é muito utilizado no sentido de que quem falou não foi qualquer um… Quem falou foi o professor tal, da Universidade tal, pós-graduado no país X ou Y. Então, quer dizer… Quem sou eu, pequenininho pra contra argumentar essa figura de autoridade? A gente diz que segue as práticas de saúde baseadas em evidência. E normalmente o pessoal faz um trocadilho e diz assim: isso é para ser contrário às práticas de saúde baseadas em iminência. Quer dizer, o iminente doutor, professor, cientista disse e por isso que é verdade. Não. O que nos aproxima mais da verdade é o quão bom são os dados nos quais nos baseamos. E esses dados vão depender de artigos publicados em periódicos científicos peer review, que a gente já comentou várias vezes aqui no podcast. E depois tem links para postagens referentes a isso nessa mesma postagem do blog que nós vamos linkar, da questão de que as evidências têm uma hierarquia. Um ensaio clínico randomizado, um experimento vale muito mais, é muito mais importante do que um estudo observacional que basicamente pode mostrar qualquer coisa que o autor quiser. Então, lembrando do que o Rodrigo falou: vocês vão ouvir esse episódio que nós estamos gravando, quando a coisa já estiver ido ao ar. Mas nós estamos gravando antes de ir ao ar, então nós estamos fazendo previsões. Prevemos que pessoas de jaleco branco, com vários títulos, professores importantes, estarão sendo citados para tentar justificar que aquilo que eles estão dizendo é certo. Não porque eles estão indicando os ensaios clínicos randomizados de onde eles tiraram essa opinião, mas simplesmente porque se eu uso uma gravata e um avental branco confiam em mim porque eu sou uma autoridade.

Rodrigo Polesso: Exatamente! Eu falei recentemente no Instagram que um diploma, por mais que ele seja bonito, de uma instituição grande, de respeito, por mais que ele tenha bordas douradas, ele não é um certificado de competência. Ele simplesmente atesta que a pessoa passou pelo currículo, ele não certifica que a pessoa é competente. Então não desmereça o poder da evidência só porque uma pessoa tem um jaleco ou tem certo diploma. Acho que vale investigar mais.

Dr. Souto: Não é desmerecer o diploma.

Rodrigo Polesso: De forma alguma.

Dr. Souto: Acho que é importante a pessoa ter investido tempo e ter uma boa formação, mas o que o Rodrigo falou é a pura verdade. Isso é uma condição necessária. Um nutricionista para exercer a sua profissão tem que ter um diploma de nutricionista, é uma condição necessária. Mas não é suficiente para que ele não diga bobagem. Para que ele não diga bobagem, ele tem que basear aquilo que ele diz não no diploma que ele ganhou, mas nos ensaios clínicos randomizados, nos estudos de maior nível de evidência publicados na literatura peer review.

Rodrigo Polesso: Agora o ponto 3. É um dos meus favoritos! A gente já falou várias vezes sobre isso. Que eles vão argumentar que uma dieta mais baixa em carboidratos não é uma dieta balanceada. Afinal, a mídia a gente já sabe, todo mundo está careca de saber, que todo mundo recomenda por aí uma dieta balanceada. Só que ninguém tende a dizer o que isso significa. E no caso de acusar a low carb de não ser uma dieta balanceada, isso tende ainda mais ao ridículo. Claro que isso poderia ser um podcast inteiro. A gente poderia falar e se divertir muito sobre esse tema. Mas quais são os principais argumentos que a gente pode pegar já para começar a colocar abaixo esse tipo de argumento?

Dr. Souto: Depois quem quiser ler para ver todos os detalhes… Mas assim, o que é balanceado? Quando eu faço um balanceamento dos pneus do meu carro eu quero que eles fiquem com equilíbrio, que ao girar, nenhum lado deles seja mais pesado que o outro. Então, balanceado é equilibrado. Mas se eu fizer uma dieta, em que eu tiver a mesma quantidade de proteína, de carboidrato e de gorduras (para que seja balanceado), essa vai ser uma dieta estranha. Porque ela vai ser uma dieta com 33% de carboidratos, então ela vai ser relativamente low carb; ela vai ter 33% de proteína, o que a categorizaria como uma dieta de alta proteína; e teria 33% de gordura, uma dieta de baixa gordura. E eu tenho certeza que essas pessoas, essas autoridades de jaleco branco, quando falarem em dieta balanceada hoje de noite, não vão estar se referindo a isso que eu acabei de descrever. Eles vão estar se referindo à pirâmide alimentar. Mas, pessoal, pensem comigo: a pirâmide alimentar tem 60% de carboidrato, é aquela base cheia de pães e bolos; tem 15% de proteína e 25% de gordura. Então a dieta da pirâmide alimentar é uma das coisas mais desbalanceadas que tem. Porque ela é extremamente carregada no lado do carboidrato e bastante pobre nas proteínas e gorduras. Então, de onde vem esse papo de balanceado? Na realidade, o que eu estou colocando aqui neste tópico é o seguinte: ninguém nessa discussão de se low carb é melhor ou se low fat é melhor, está defendendo uma dieta balanceada. Nós do grupo que defendemos uma abordagem low carb para pessoas com diabetes, síndrome metabólica, obesidade, defendemos uma dieta que orgulhosamente não é balanceada. É uma dieta que tem bem menos carboidratos e ela tem um foco maior em boas gorduras, proteínas e fibras. Já o pessoal da dieta low fat, defende uma dieta também desbalanceada, só que fortíssima nos carboidratos, pães, bolos e massas e fracas nas coisas mais nutricionalmente densas, como carnes, peixes, ovos. Então, nenhum dos grupos está defendendo uma dieta balanceada. Mas por que eles usam essa expressão? Porque é bonito, porque soa bem. Porque dizer que eu defendo uma coisa balanceada significa mais ou menos como eu dizer que eu defendo uma coisa justa, correta, boa. Mas assim, pensem um pouquinho, pessoal. Balanceado não tem nenhum significado, é uma palavra vazia nesse contexto da dieta. Não tem nada de balanceado nem na dieta da pirâmide alimentar e nem na dieta low carb. Porque ser balanceado não é uma virtude. Ser balanceado é uma coisa ridícula e sem nenhum sentido quando estamos falando em dieta. Balanceado seria a mesma quantidade de proteínas, carboidratos e gorduras. A dieta tem que ser adequada em relação àquilo que aquele ser vivo, aquele animal evoluiu comendo. Até coloquei ali no textinho: o que é balanceado para um leão? Balanceada para um leão é uma dieta só de carne e vísceras. E para um coelho? Balanceada para um coelho é uma dieta só de vegetais. Não tem nada de balanceado, esse negócio de balanceado não faz nenhum sentido. É só mais uma cortina de fumaça para que as pessoas não queiram fazer a dieta porque ela não é balanceada. Pois a dieta que está sendo proposta também não é balanceada.

Rodrigo Polesso: E quando ambas são comparadas em ensaios clínicos randomizados, a gente vê que a low fat não ganha nem uma vez. Está feio o argumento. Perde de qualquer lado.

Dr. Souto: Existem realmente estratégias que competem no mundo dos estudos para ver qual é a melhor. A low fat compete sempre para ver qual é a pior. Realmente é um negócio interessante. Eu entendo que alguém leia a literatura e conclua que uma dieta mediterrânea possa ser a melhor alternativa, enquanto outro pode ler a literatura e concluir que a dieta nórdica é a melhor alternativa. E outro ainda pode chegar à conclusão que uma abordagem low carb é a melhor alternativa. Talvez cada um seja realmente a melhor alternativa em determinadas circunstâncias. Em um diabético a low carb é melhor. Mas se for comparar com uma low carb moderada, aí uma mediterrânea é melhor. Agora, há um consenso na literatura, e eu quero alguém que prove que eu estou errado, de que a low fat é sempre pior. Incrível.

Rodrigo Polesso: Incrível mesmo. Então, olha lá, ponto 4… Esse também é muito bom! O pessoal costuma dizer que a dieta low carb é ruim, pois elimina um grupo inteiro de alimentos. Tem várias partes erradas, uma delas é a própria frase. Porque a dieta é low carb e não no carb. Ela não elimina nenhum grupo de alimentos. O ponto que você mencionou que eu achei muito bom também, que é clássico, é que a mídia nunca reclama, nunca fala mal de dietas vegetarianas. Essas sim eliminam completamente o grupo de alimentos animais (o vegano, por exemplo). Mas no caso da low carb eles tentam usar ainda mais esse argumento, que mais uma vez não faz sentido.

Dr. Souto: É uma posição completamente política, e não científica da mídia. Se o programa de hoje de noite fosse falar de dieta vegetariana, eles estariam dizendo como é uma coisa boa para a saúde dos indivíduos e para o planeta. Agora, a dieta vegetariana elimina os laticínios, porque os laticínios são de origem animal. A dieta vegana, para ser mais claro. Se uma dieta paleo, que não é o assunto que nós estamos falando hoje e nem vai ser o assunto do programa, mas eu estou usando como argumento. Uma dieta paleolítica também elimina os laticínios. Mas aí os nutricionistas dizem que essa dieta é terrível porque ela elimina um grupo de alimentos que são os laticínios. Então, eliminar os laticínios na dieta vegana é bonito e preserva o planeta. Eliminar os laticínios na paleo é terrível, porque está eliminando um grupo inteiro de alimentos. Vocês entendem que isso é uma falácia? E na realidade, como o Rodrigo bem colocou, em uma low carb, não se está eliminando um grupo de alimentos. E eu dou um exemplo aqui na postagem. Digamos que eu queira fazer uma dieta low fat. Eu me odeio e eu quero fazer uma dieta low fat. eu posso, por exemplo, em vez de eliminar o frango, comer só o peito de frango seco, sem pele, fervido (para não ter gordura nenhuma). Se eu vou fazer uma dieta low carb, eu posso comer o mesmo grupo, o mesmo alimento, o mesmo frango, mas eu vou comer, por exemplo, uma coxa ou uma sobrecoxa de frango com a pele, com sabor. Mas eu não estou em nenhum dos dois casos eliminando o frango. Da mesma forma, em uma dieta low carb eu quero diminuir o açúcar. Eu posso optar por ao invés de comer uma banana, ou um caqui, ou uma manga, frutas que tem uma quantidade maior de açúcar; eu opto por comer um moranguinho, um mirtilo, uma framboesa, uma amora, um kiwi. Eu não estou eliminando o grupo das frutas. Eu estou fazendo escolhas dentro desses grupos. Assim como o pessoal da low fat faz escolhas, como eu dei o exemplo do frango. Nem a low fat está eliminando um grupo inteiro, nem a low carb está eliminando um grupo inteiro. Ahh, mas e os grãos? Existe todos os pseudogrãos que se usa em low carb. Dá pra usar chia, dá pra usar linhaça, gergelim. Existem determinados grãos que são mais ricos em gorduras e mais pobres em carboidratos que são utilizados na low carb, inclusive em receitas. Tem aí semente de abóbora, semente de girassol e tantas outras. Então, o fato é: qualquer estratégia de dieta, incluindo a da pirâmide alimentar faz sim escolhas dentro dos grupos alimentares para atingir os objetivos. A low fat faz escolhas que eliminam a gordura. Quando a low fat não come abacate, porque abacate tem gordura, eles não estão eliminando um grupo inteiro de alimentos. Eles estão comendo frutas, só não estão comendo abacate. A low carb é o contrário. A low carb come o abacate, mas evita a manga. E com isso você não está eliminando todas as frutas, você está fazendo uma estratégia alimentar dentro das opções que as frutas oferecem. Então, é uma baita balela, um outro argumento falacioso esse de que eliminaria um grupo inteiro de alimentos. Mas, curiosamente a dieta que efetivamente elimina um grupo inteiro de alimentos, que é a vegetariana e vegana, o pessoal acha muito bom.

Rodrigo Polesso: É porque a gente vê como uma discussão racional. Uma discussão baseada em outros motivos. E, no caso da low carb, mesmo se eliminasse um grupo de alimentos, eliminar um grupo de alimentos não tem problema se esse grupo for de porcaria.

Dr. Souto: Exatamente!

Rodrigo Polesso: O grupo de alimentos de refrigerantes e bebidas adoçadas, por exemplo. Não tenho nada contra eliminar o grupo inteiro.

Dr. Souto: Bem colocado! Como se fosse um grande problema eliminar um grupo que não está contribuindo para a densidade nutricional da dieta. Mas só para mostrar que mesmo que eu siga o argumento dessas últimas conclusões, ainda assim ele é falacioso.

Rodrigo Polesso: Exatamente! Esse outro argumento também é muito usado. Eles falam o seguinte: até perde-se peso na dieta low carb, mas depois as pessoas não conseguem seguir e ganham todo o peso novamente. Manda a ver!

Dr. Souto: E a minha pergunta é: e qual é a dieta que não é assim?

Rodrigo Polesso: É o problema de dietas, em seguir as dietas.

Dr. Souto: Na realidade, eu vou um pouco mais longe do que eu escrevi: qual é a mudança de estilo de vida que não sofre deste problema? Porque é da natureza humana ter dificuldade de manter a longo prazo uma mudança de estilo de vida. E não vai ser novidade pra ninguém que está nos ouvindo, que as pessoas tendem a gravitar de volta para o seu ponto de maior conforto. Então, se eu estimular pessoas a fazer… Vamos colocar assim, aquela coisa bem comum: é janeiro, virou o ano novo e a pessoa faz aquela sua resolução de ano novo. A partir de agora eu vou frequentar a academia, fazer exercício. Ela vai lá, se matricula e paga um ano de academia, que é para ter aquele desconto. A pessoa pensa assim: eu vou pagar um ano logo porque eu estou convencido que vou mudar de vida. E a gente sabe que mais da metade das pessoas vão ter desistido antes do final do ano. E aí o que acontece, se eu pegar e avaliar ao final dos primeiros dois meses como está o fitness de um grupo de pessoas que tomou essa decisão, eu vou ver que as pessoas estão melhor, ganharam massa magra, estão com uma resistência maior para os exercícios. Mas se eu avaliar depois de um ano, eu vou ver que houve uma diminuição dessa performance. Não é porque fazer exercício por um ano é ruim e fazer exercício por dois meses é bom. É porque de pois de um ano, mais da metade das pessoas já estarão sedentárias de novo. Isso significa que eu não devo recomendar o exercício? É claro que não! É tão irracional como essa história da dieta. Só porque eu sei que boa parte das pessoas não estará seguindo um estilo de vida alimentar novo depois de começar a seguir esse estilo, isso não significa que eu não deva recomendar para as pessoas aquele que é o estilo alimentar que eu sei (pelos estudos) que funciona melhor. Eu recomendo aquilo que funciona melhor. Se as pessoas vão seguir ou não, são outros 500. Mas isso vale para tudo: para deixar de fumar, para a academia de ginástica e para estilo de vida no que diz respeito a dieta.

Rodrigo Polesso: Até lembro de estudos que acompanharam pessoas que seguiram várias intervenções, low carb, low fat, por dois anos e todos eles tendem a ganhar peso. Não é por causa da dieta, é porque elas param de seguir. Só que mesmo nesses casos, como você bem disse, a dieta baixa em gordura tende a perder. Mesmo nesses casos! E tem outra coisa, até pessoas que ganham na loteria tendem a ficar pobres novamente. Isso se aplica em qualquer área! Em qualquer área as pessoas tendem a voltar ao ponto de maior conforto.

Dr. Souto: É, porque a pergunta que se põe é a seguinte: imagina que você, Rodrigo, é um profissional da saúde, um nutricionista. Chega uma pessoa com sobrepeso e síndrome metabólica, senta na sua frente e diz assim: Rodrigo, qual é a melhor alternativa para mim? Eu estou disposto a mudar, estou comendo porcaria, estou vivendo a base de fast food, mas estou disposto a mudar. Aí o Rodrigo vai dizer: de acordo com o predomínio da literatura, para quem tem sobrepeso e síndrome metabólica, a melhor alternativa é a restrição de carboidratos. O Rodrigo não está dizendo que é a mais fácil. A mais alternativa mais fácil é não fazer nada, é continuar comendo fast food. Ele não está dizendo que é a mais simples. A pessoa que foi lá perguntou para ele, porque ele detém o conhecimento. E ele quer saber qual é a coisa que funciona melhor. É óbvio que as coisas só funcionam quando a gente faz a coisa. Tipo ler um livro sobre low carb não chega a emagrecer a gente. A leitura não emagrece. A leitura não melhora a glicemia e a hemoglobina glicada, tem que fazer. Então, sim, eu concordo com a primeira parte do argumento, que é: as pessoas acabam não conseguindo seguir e ganham o peso novamente. Sim, isso é verdade para qualquer dieta. Para low carb, para low fat, para pirâmide alimentar, para Herbalife, para qualquer coisa. Agora, se a gente for usar esse argumento para não recomendar nada, então a gente larga de mão e não recomenda mais nada para ninguém. Eu vou ler uma frase que eu escrevi: “Se dependêssemos de sucesso garantido em recomendações de estilos de vida, não recomendaríamos nada para ninguém. Uma estratégia só funciona quando é implementada.” Que poucas pessoas continuarão a implementar qualquer estratégia em longo prazo é uma parte triste da condição humana. Mas se isso for a base para não recomendar algo sabidamente eficaz, então vamos estar condenados a um niilismo perene. O niilismo quer dizer: poxa, não adianta, nem vou tentar porque não adianta. O mundo já não está bom do jeito que está, imagina se nós todos chegarmos à conclusão de que é melhor nem começar a tentar nada porque estatisticamente algumas pessoas (ou talvez a maioria) não vão estar seguindo isso daqui a um ano. Bom, então vamos nos focar naquelas que vão seguir. Nem todo mundo pode ser ajudado, mas pelo menos a gente tem que dar o conselho da coisa que funciona melhor.

Rodrigo Polesso: Exatamente! Ponto número 6: com a dieta low carb perde-se massa magra e músculos. Que coisa terrível! Todo mundo tem medo de perder os músculos. Mas será que tem algum fundo de verdade nisso?

Dr. Souto: Assim, qualquer dieta que produza perda de peso tem algum potencial de produzir perda de massa magra junto. Isso é qualquer uma, não é um privilégio da low carb. Pelo contrário, os estudos tendem a sugerir que a low carb preserva a massa magra um pouco melhor. Mas, dito isso, se a pessoa não quer perder massa magra, ela tem que fazer aquelas coisas que tem importância para a massa magra (que não é carboidrato). O que tem importância para a massa magra é musculação. Então, vai fazer uma dieta para perder peso, faz musculação junto para preservar ou até ganhar um pouquinho de massa magra durante. E bastante proteína. Consumir, pelo menos, uns 2 gramas por proteína de peso, com orientação do seu médico, do seu nutricionista, pode ser uma alternativa bem interessante para preservar massa magra. Quem for ler a postagem que nós vamos linkar, tem os links para os estudos científicos, para vocês verem que isso não é uma questão de opinião. Tem, inclusive, um estudo em atletas de crossfit. Crossfit é aquele negócio super pesado, que puxa para caramba e o grupo que fez low carb nesse estudo de crossfit preservou e teve ganhos de força e desempenho, e ao mesmo tempo perdeu gordura, especificamente gordura. Então, o que se perde é gordura e não massa magra.

Rodrigo Polesso: E se a gente for pensar, uma dieta mais baixa em carboidrato tende a ser bem feita. Tende a ser uma dieta mais alta em densidade nutricional. E os músculos gostam de nutrientes, não necessariamente só de energia vazia. Quanto mais nutrientes, mais a gente tende a poupar também os músculos. E não quer perder massa magra? Use a massa magra. A melhor dica eu acho que é essa. Vamos matar dois em um só? São dois bem similares, o 7 e o 8. Eles dizem que a dieta low carb pode sobrecarregar os rins e também dizem que pode sobrecarregar o fígado. E tem evidências para mostrar o contrário disso, não é, dr. Souto?

Dr. Souto: Tem evidências pra caramba! No meu blog, eu tenho duas postagens só sobre a história dos rins. Quem quiser saber em detalhes sobre os estudos, é só clicar ali e ler. Eu sempre linko os estudos originais, então quem é da área da saúde vai poder ir nas fontes. O fato é o seguinte, não existe e nunca existiu nenhum estudo mostrando que uma dieta low carb traga qualquer problema par aos rins. E na realidade, o motivo pelo qual as pessoas pensam isso, é que proteína faria mal para o rim. Também não tem estudos mostrando que proteína na dieta faça mal para os rins de pessoas normais. E tem mais um detalhe: low carb não é hiperproteica, pessoal. Não é! Pessoas que consomem até quatro vezes acima da quantidade recomendada de proteína por pelo menos um ano, não tem nenhuma evidência também de que isso provoque prejuízos aos rins.

Rodrigo Polesso: Mesmo se fosse alta.

Dr. Souto: Forçando, mesmo se fosse alta, não seria um problema. Mas não é. E se você acha que é alta em proteína, você vai ler ali no blog, vai clicar nos estudos e vai ver que eu não estou inventando isso da minha cabeça. Mas que pessoas orientadas a seguir uma dieta na qual elas podem comer proteína e gordura a vontade, desde que não comam carboidratos, quando você mede ao final do dia, elas comeram a mesma quantidade de proteína do que pessoas que não estão fazendo dieta nenhuma comem. Por quê? Porque proteína é saciante. A gente tem uma certa fome para uma certa quantidade de proteína e quando chega naquilo a fome passa. É assim que funciona. E sobre fígado, bom… Aí é mais bizarro ainda porque não dá para imaginar sequer um mecanismo através do qual pudesse fazer mal. Os estudos, pelo contrário, mostram que redução de uma das doenças mais comuns que acomete o fígado nos dias de hoje, que é a esteatose (gordura no fígado). Então, na realidade, os estudos, sejam em animais, sejam em seres humanos, não mostram nenhum prejuízo de low carb para o fígado. E se vocês botarem… Quem é da área da saúde vai lá no PubMed e bota lá… “Liver low carbohydrate diet”. Seleciona na esquerda o filtro “clinical trials” para ver os ensaios clínicos randomizados e vê se eu estou mentindo ou não.

Rodrigo Polesso: Aliás, uma estratégia low carb bem feita é uma das armas mais poderosas que existem no mundo hoje para começar a reverter a esteatose. Então, é bem o oposto disso.

Dr. Souto: Eu até cito um estudinho ali que foi bem interessante porque ele foi um estudo de 14 dias.

Rodrigo Polesso: Apenas 14 dias.

Dr. Souto: Em apenas 14 dias uma dieta low carb foi capaz de produzir uma redução significativa da gordura no fígado e ao mesmo tempo melhorar outros fatores de risco cardiometabólico. 14 dias! Imagine o que 14 meses podem fazer por sua saúde. Ou 14 anos.

Rodrigo Polesso: Exato. Um estilo de vida mesmo. Esse é muito bom também. O ponto 9… Eles adoram falar isso porque a indústria adora defender esse grupo de alimentos. Então, eles dizem: “Esta dieta restringe fibras, vitaminas e nutrientes, pois ela não possui grãos integrais.” Eu digo graças a Deus que ela não inclui grãos integrais, porque não existe uma bendita de uma prova que mostre que a gente precise de grãos integrais no contexto de uma alimentação forte, no contexto de uma alimentação verdadeiramente saudável, que é uma alimentação low carb bem feita. Mas eles continuam batendo nessa tecla, Dr. Souto. E todo mundo sabe que a base da pirâmide alimentar… Da fatídica pirâmide alimentar… São esses grãos integrais. Essas coisas baratas, cheias de antinutrientes que as pessoas insistem em recomendar para a gente para que sejam a base da nossa alimentação.

Dr. Souto: Bom… Eu já começo essa parte da postagem salientando que tem duas metanálises da Cochrane sobre grãos. A primeira mostra que não tem evidência de benefício cardiovascular para grãos integrais. “Ah, mas no supermercado tem um desenho de um coraçãozinho dizendo que é bom para o coração.” O rótulo, assim como papel, assim como papel higiênico, aceita qualquer coisa. Eu estou dizendo que tem uma metanálise da Cochrane que mostra que não existe isso. E a segunda metanálise da Cochrane diz que não há evidências de que os grãos integrais tenham um efeito protetor contra diabetes. De modo que essa história… “Grãos integrais têm benefícios comprovados para a saúde!” Não, não é comprovado. Estão dizendo que tem, mas comprovado não tem. E aí no que eles se fixam? Naqueles estudos que comparam as pessoas que não consumiam e passam a consumir grãos integrais… A gente já falou mil vezes aqui no podcast, mas não custa relembrar. Claro, vocês não estão comparando pessoas que não comem grãos com pessoas que comem grãos integrais. Vocês estão comparando pessoas que comem grãos refinados e que passaram a comer a sua versão um pouco menos ruim, que é o grão integral. Então, se eu estava consumindo uma coisa péssima e eu troco a péssima por uma ruim, é melhor.

Rodrigo Polesso: E jogando uma bomba na conversa aqui… Essa é uma pergunta também… Se grãos refinados são de fato piores do que grãos integrais. Essa é uma outra discussão.

Dr. Souto: Bom… Nem vou entrar nessa seara. De qualquer forma, a questão é a seguinte… Uma vez a gente… Tirando essas bobagens que são ditas, o que que sobra? Porque os grãos integrais são grandes fontes de fibras e minerais e vitaminas. Mas não são!

Rodrigo Polesso: Não são, exatamente.

Dr. Souto: Na realidade, o que é um grão? É uma bolota… Uma esfera ou um elipsóide de amido cercado por uma casquinha de fibra. E ali que estão os nutrientes e tal. Bom, se meu objetivo é fibras e nutrientes, porque em vez de comer uma bolota de amido que tem uma pequena e fina coberta de algo que presta e não me jogo lá na salada que tem só a fibra, só os minerais e só as vitaminas e não tem o famigerado amido? E veja bem… O Rodrigo falou no início. Nós não estamos necessariamente dizendo que low carb é a melhor dieta de todas. Agora, sim, para o diabético, por exemplo, ela é a melhor. E aí vou dizer para o diabético se entupir de amido… E amido é glicose. Amido é glicose, pessoal. Para quê? Para ele poder obter os benefícios dessa casquinha de fibra e minerais que tem ao redor dos grãos? Isso seria tão estúpido quanto mandar um diabético comer açúcar demerara ou açúcar mascavo porque tem uma sujeirinha que sobrou da cana ali e naquela sujeirinha tem um pouco de fibra e minerais. Então, assim… É tão falacioso isso, mas tão falacioso… Pela amor de Deus.

Rodrigo Polesso: Que dá vergonha. Inclusive é engraçado… Eu sempre nasci sabendo que existia açúcar mascavo. Eu cresci ouvindo esse tipo de coisa. Daí eu comecei a ouvir o pessoal na internet falando, “Açúcar demerara pode, Rodrigo?” Açúcar demerara? Que diabo é açúcar demerara? É açúcar mascavo! Agora, por chamar de açúcar demerara faz bem. É uma coisa bizarra.

Dr. Souto: Eu tenho impressão que assim… Nos níveis de contaminação e sujeira com pedaços de cana de açúcar, seria assim… Vem o caldo de cana… Depois vem o açúcar mascavo… Depois vem o demerara e por fim vem o refinado. Então, assim… A gente simplesmente tem mais ou menos restos de cana de açúcar ali. Bom, mas assim… Se eu quero comer um vegetal para comer fibras, para que vou comer cana de açúcar, entendeu? Cara, vai comer um espinafre. Então, assim… Se eu quero comer um vegetal para consumir fibras e sei lá, ácido fólico… Por que não vou comer uma couve em vez de comer bolotas de amido com uma casquinha de fibra que tem ali o ácido fólico ao redor? Eu estou me referindo, claro, aos grãos. Grãos são bolotas de amido, pessoal. Não esqueçam isso. O grão é um negócio que a gente enterra e ele vira uma plantinha. Então, assim… Aquela bolota de amido tem ali a energia necessária para brotar aquele embrião ali que tem dentro do grão. Quando a gente fala do germe de trigo… É um embriãozinho. É mais ou menos como um filhote de leão que quando crescer vai te matar.

Rodrigo Polesso: Exato. E pensando em ficar bem nutrido… A gente sempre fala da alimentação forte… Um dos pilares dela é a densidade nutricional. E você… Comer grãos integrais para conseguir obter esses nutrientes como a gente já falou… É uma forma muito burra de se fazer isso. Por isso que eu falo… Para quem entende desse assunto, ouvir pessoa de jaleco dizendo isso dá vergonha alheia. Dá muita vergonha alheia. Então, enfim… Graças a Deus que não inclui grãos integrais. Esse é um benefício de uma estratégia low carb e não uma objeção. O 10. Esse também, pelo amor de Deus…

Dr. Souto: Esse é clássico.

Rodrigo Polesso: Esse é clássico. Não dá porque o cérebro precisa de glicose. O pessoal que não sabe… Carboidratos são metabolizados em glicose no sangue. Carboidrato é açúcar no sangue a gente fala. E as pessoas dizem, “Mas se você comer menos carboidratos você vai ter problemas, porque o cérebro precisa de glicose.” Dr. Souto, essa a gente já falou bilhões de vezes, mas… Manda ver.

Dr. Souto: Bilhões de vezes. Veja bem… Esse é um daqueles exemplos que a gente dá para as pessoas quando está dando aquela aula sobre metodologia científica. Se eu tenho uma teoria, às vezes tem um fato único. Basta um fato único para provar que aquela teoria é errada. Então, esse é um dos exemplos. Eu digo assim… O cérebro precisa de glicose, portanto a pessoa precisa comer pelo menos 130 gramas de glicose todos os dias. Caso contrário, o cérebro dessa pessoa vai parar. Bom, vamos pensar, pessoal. Se o cérebro para a pessoa morre, não é? Bom… Eu, o Polesso e milhares de pessoas passamos períodos prolongados da nossa vida… Às vezes meses, anos, sem consumir uma quantidade significativa de glicose. E como é que nós estamos aqui conversando e usando o cérebro? Então, assim… Primeiro isso é factualmente errado e pode ser constatado por qualquer um. Se você duvida, você faça assim… Passa os próximos três dias comendo só carne. Só isso. Só carne. E depois, se você estiver vivo, é porque a teoria está errada. E eu garanto, você vai estar vivo. Bom… Como que funciona isso? Alguém de jaleco teoricamente respondeu questões de prova sobre isso no primeiro ano da faculdade. Tem um negócio chamado gliconeogênese, que o fígado converte determinados precursores em glicose. O fígado é capaz de transformar o glicerol, que está presente nos triglicerídeos… A nossa gordura está armazenada dentro do tecido adiposo como triglicérides. E tem o glicerol, que é uma cadeizinha que pode ser convertida em glicose no fígado. E tem vários aminoácidos constituintes das proteínas que podem também ser convertidos em glicose. E aí o pessoal diz, “Aha! Mas aí você vai perder massa magra!” Não, não, não, meu amiguinho. Você vai usar aminoácidos da sua dieta, porque você come aminoácidos também. O corpo não vai se desmanchar para produzir glicose se você está comendo comida e uma comida que tem proteína. E assim… “Mas eu acredito que sim.” Aí vá lá naquele tópico que nós falamos mais acima sobre músculos e veja lá os estudos que mostram que não. Que mesmo ginastas da equipe olímpica fazendo low carb continuam com seus músculos intactos e perdem só gordura. E bom… Fora então… Quem quiser, bota aí no Google… “Ketogains”… E lá vocês vão ver um grupo todo de atletas de fisiculturismo que fazem dieta cetogênica. E acho que eles vão ter bem mais massa magra do que a maioria das pessoas que estão falando que se perde massa magra.

Rodrigo Polesso: É verdade. Na verdade, a gente sabe que o cérebro precisa sim de glicose. Tanto que precisa… É tão importante que, como o Dr. Souto falou, nosso corpo consegue fabricar isso. Ele não depende. O corpo não é tão burro a ponto de depender da nossa capacidade de ingerir a quantidade certa de glicose todo dia. Então, nosso corpo consegue criar essa quantidade para que o cérebro tenha a quantidade pequena que ele precisa, que é bem menor do que essa quantidade exagerada que o pessoal manda a gente comer todo dia, que é 130 gramas. Enfim… O corpo sabe o que faz. O próximo o pessoal usa também… Contra low carb dizendo que low carb nunca foi testada por mais de três anos em estudos prospectivos para saber as suas consequências a longo prazo. Diga lá.

Dr. Souto: E aí vem a pergunta que não quer calar. E as outras? E as outras dietas foram, por acaso, testadas por todo esse tempo? Assim… Formalmente, não, com exceção da low fat, e essa o fato de ser testado, é uma coisa ruim para ela, low fat — porque ela acabou tendo resultados ruins no longo prazo. A low fat… Foi testada no WHI (Women’s Health Initiative) e o subgrupo de pacientes com diabetes ali piorou com essa dieta comparado com o grupo controle que não estava fazendo dieta nenhuma. Ou seja, se você tem diabetes, é melhor não fazer dieta nenhuma e continuar comendo o que você já comia do que fazer a dieta que é a mais próxima da pirâmide alimentar, que é a dieta low fat. E a pirâmide alimentar… Bom, essa não foi testada formalmente nunca, o que é bizarro, já que ela é recomendada. Veja bem… Aquilo que é uma coisa que está sendo recomendada não foi testada mas ela foi testada informalmente… Como? Em todos nós no mundo — as cobaias. Os seres humanos, nós, que nem eu e o Rodrigo que nascemos nos anos 70…

Rodrigo Polesso: 80…

Dr. Souto: Nasceu nos anos 70?

Rodrigo Polesso: 80.

Dr. Souto: Mas mesmo assim… Pegou isso aí. Então, nós fomos as cobaias disso. E o que que deu? Deu no que deu. Deu nesse mundo com epidemia de obesidade, diabetes e síndrome metabólica. Então, o que que nós temos? Praticamente todas as estratégias alimentares foram testadas em ensaios clínicos randomizados de duração menor, de até 2 anos, raramente 3. Então, já que são esses os estudos que nós temos, essa é a melhor evidência que nós temos. E de acordo com essa evidência low carb é ou igual ou melhor ao que ela é comparada. Pior nunca. Então, não adianta querer dizer que é ruim porque se for pela melhor evidência publicada, ela é ou igual ou pior. E o único motivo que ela aparece igual em alguns estudos é justamente aquele assunto que nós já falamos, que é o fato de que em estudos mais longos que duram 2 anos ou mais, as pessoas acabam não fazendo as dietas, acabam retomando seus velhos hábitos e as diferenças que, se vocês olharem esses estudos… As diferenças favorecem low carb nos primeiros 3-6 meses e depois essas diferenças vão desaparecendo. Não porque low carb deixa de funcionar, é porque as pessoas deixam de fazer. Então, argumento ridículo e refutado esse número 11

Rodrigo Polesso: É. O último ponto, número 12… As pessoas dizem que low carb está associado com maior mortalidade em estudos observacionais. Eu sempre digo que se alguém usar um argumento desse… Uma pessoa de jaleco… Uma pessoa com diploma… Uma pessoa que está criteriosamente tentando atacar low carb… Usar isso como argumento… Você já sabe… Essa pessoa tem um atestado, um selo… Um atestado, um certificado de incompetência do método científico… Que essa pessoa já adquiriu ao usar esse argumento para tentar defender o próprio ponto, né, Dr. Souto? Porque que achar que um argumento… Basear seu argumento em estudos observacionais dessa forma é um atestado de incompetência científica.

Dr. Souto: Aqui podia fazer o jogo dos 7 ou mais erros. Então, assim… Tem tantos erros. Quem nos acompanha no podcast está de saco cheio de ouvir isso, mas assim… Estudos observacionais… Aqueles que a gente dá questionários para as pessoas e vê depois o que acontece… Não podem estabelecer causa e efeito e são sujeitos a vieses. Eu estava lendo hoje de tarde um artigo maravilhoso do Chris Kresser sobre a questão de… Porque não é verdade que os vegetarianos vivem mais do que os onívoros… Porque os vegetarianos gostam de dizer que estudos mostram que os vegetarianos vivem mais que os onívoros. E ele escreveu um artigo sensacional. E ali ele esmiúça… Quanto mais mal feito o estudo, mais isso aparece por causa do viés do usuário sadio… Aquele história de que… Os vegetarianos costumam ser aqueles que se preocupam mais com sua saúde em outros aspectos… Então não é o fato se serem vegetarianos. E aí quando os estudos recrutam pessoas tentando eliminar esse viés, a diferença desaparece. Então, tem estudos nos quais eles pegam pessoas que assinam revistas de saúde… Então, isso simplesmente significa que são pessoas que se preocupam mais com a saúde. E aí se elas são vegetarianas ou não, tanto faz. A mortalidade não muda. Então, não era ser vegetariano, era se preocupar com a saúde. A mesma coisa acontece nesses estudos de low carb… Que não são de low carb, são estudos observacionais onde eles simplesmente pegam e veem as pessoas que comiam menos carboidrato e as que comiam mais. Bom… Primeira coisa que eu tenho a dizer… Estudo observacional não estabelece causa e efeito. Segunda coisa que eu tenho a dizer. Tem estudo observacional para tudo. Quer dizer, na mesma semana que saiu o fatídico estudo aquele que dizia que você vai viver 4 anos a menos se você comer menos carboidrato… Uma semana depois saiu outro estudo dizendo contrário… Que carne e queijo aumentam a sua expectativa de vida e que comer mais gordura faz você viver mais. E aí? Os dois são observacionais, os dois são grandes, com centenas de milhares de participantes… E como que vou saber qual é que está certo? Os dois não podem estar certos ao mesmo tempo, porque um está dizendo o contrário do outro. Necessariamente um está errado. Então, eu já sei estudos observacionais erram, porque aqui eu tenho 2 e um está dizendo uma coisa diferente da outra e um deles está errado. Segundo. Existem metaestudos tentando avaliar essa questão de com que frequência um estudo observacional é considerado errado quando ele depois é comparado com um ensaio clínico randomizado. Então, vamos ver se eu me explico melhor. Sai um estudo observacional dizendo alguma coisa. Aí, depois de alguns anos, alguém resolve fazer um ensaio clínico randomizado, um experimento sobre o mesmo assunto. Com que frequência aquilo que o experimento encontra é diferente, refuta, aquilo que o estudo observacional encontrou?

Rodrigo Polesso: 80%.

Dr. Souto: 80%! Ou seja, eu tenho 80% de chance quando eu afirmo algo baseado em um estudo observacional de que isso esteja incorreto e não venha a ser corroborado quando um estudo científico de verdade (um ensaio clínico randomizado) for conduzido. A referência está aqui na postagem. Quem quiser, clica lá e lê. Então, assim… Nós realmente… Fala sério… Vamos basear condutas de saúde pública em estudos que 80% das vezes se mostram errados num universo de estudos observacionais que eu posso escolher para os dois lados… Porque tem estudos dizendo que low carb é ruim e tem estudos dizendo que low carb é bom. Quando eu posso me basear nos ensaios clínicos randomizados que mostram que é bom… Se eu tenho uma evidência… Tem uma aula que eu dou sobre isso onde eu digo assim… Pessoal, evidências… Tem evidências fracas e tem evidências fortes. Na polícia, por exemplo, numa investigação, um testemunho e melhor que nada. Às vezes a única evidência que tem para resolver um crime é um testemunho. Agora, se eu tenho uma câmera de segurança que gravou o crime sendo cometido… Obviamente eu vou dar mais importância para a gravação do que para o testemunho, porque o testemunho é falho. O testemunho pode falar porque a pessoa viu mal, porque estava escuro, porque a memória traiu a pessoa, ou porque ela está mentindo. Então, se eu tenho estudos observacionais dizendo… Seria como se, nessa minha analogia, eu tenho três testemunhas e cada uma está dizendo uma coisa. Agora, eu tenho três câmeras de vídeo que viram todas a mesma coisa. Eu vou dar bola para os testemunhos?

Rodrigo Polesso: Exato.

Dr. Souto: É claro que não. Então, para que perder tempo com estudos observacionais contraditórios quando eu já tenho evidência de qualidade melhor de ensaios clínicos randomizados. “Mas são evidências de apenas 2 ou 3 anos”. Pois bem. São as melhores que nós temos. Então, até que o NIH americano resolva ter vergonha na cara, botar a carapuça da humildade e conduzir um ensaio clínico randomizado de 8 anos de duração com 50 mil pessoas comparando low carb com pirâmide alimentar (que é o que eles deveriam fazer)… Já que eles fizeram exatamente isso para comparar low fat com a dieta usual dos americanos… E mostraram que low fat não tinha vantagem, era até pior para os diabéticos… Então, se eles já tiveram uma vez na vida coragem e dinheiro para testar essa fracassada low fat, quem sabe eles agora gastam esse dinheiro para testar finalmente a low carb por 8 ou 10 anos. Até que isso seja feito, enquanto não for feito, qual é a melhor evidência que nós temos? Esses 60, 70 ensaios clínicos randomizados com duração de até 2 ou no máximo 3 anos. E que mostram o quê? Que low carb é tão bom ou melhor do que as outras opções.

Rodrigo Polesso: É isso mesmo. Muito bem dito. E pessoal vocês não vão acreditar na quantidade de pessoas por aí que se apegam em estudos observacionais para defender as suas causas, para apoiar todo fundamento dos seus argumentos. Convido cada um a ser um investigador aí para olhar esses YouTubers, esses Instagramers, esses médicos, nutricionistas de Instagram, YouTube… Que acabam fazendo isso… Defendendo seus argumentos, ofendendo outras estratégias usando como argumento um estudo observacional. Você já sabe que essa pessoa é bastante incompetente em metodologia científica. E a base do conhecimento em nutrição, a base da medicina deveria ser evidência sempre. Então, fica esperto. Na verdade, são 12 pontos, Dr. Souto, que a gente colocou aqui. A gente não sabe quais eles vão usar. Mas 12 pontos que eles usam sempre. E todos eles têm evidências mostrando que eles são falsos. Enquanto eles ficam brigando qual ponto eles querem usar, a gente fica tendo resultados, como é o caso do José Roberto que mandou o testemunho de hoje. Ele falou o seguinte. “Eu queria falar do maior resultado que eu tive nesses 30 dias que foi a descoberta de um novo estilo de vida. Veja, não é uma nova dieta. Um novo estilo de vida. Estou me sentindo mais disposto e, principalmente, muito mais determinado. Deixei para trás 9,5 quilos e 12 centímetros de circunferência abdominal.” O José Roberto seguiu o programa Código Emagrecer de Vez, que é baseado em evidência, onde a primeira fase é uma fase mais baixa em carboidratos e otimizada para a perda de peso. Então, enquanto o pessoal fica brigando… Em argumentar contra… Tentar achar pontos falhos… A gente segue em frente obtendo resultados. Se você também quer seguir, entra em CodigoEmagrecerDeVez.com.br. Doutor Souto, você falou que tinha gente no Instagram até fazendo bingo tentando adivinhar quais desses 12 argumentos iam ser usados no programa.

Dr. Souto: Então, o pessoal estava organizando um bingo informal… Tipo assim, vamos pegar esses 12 pontos e vamos ver quais que vão ser usados no programa, quais as falácias que vão ser utilizadas efetivamente nesse programa, quais não são e quem acertar… Não tem prêmio em dinheiro, mas quem sabe ganha uma menção honrosa aqui no nosso programa. Deixa eu até salientar mais uma coisinha, Rodrigo. Eu botei no final da postagem, mas eu acho interessante. A gente sabe que programas jornalísticos como esse que vai ao ar hoje de noite normalmente são preparados com bastante antecedência, de modo que isso que isso que eu coloquei no fim da postagem obviamente ainda não era conhecimento das pessoas que fizeram esse programa que irá ao ar hoje. Mas, há uma semana, foi publicado um novo consenso conjunto da Associação Americana de Diabetes e da Associação Europeia do Estudo do Diabetes. E neste novo consenso low carb é reconhecido como uma das alternativas dietéticas válidas no manejo do diabete. E eles explicitamente escrevem lá… Baseado no fato de ser efetiva e não possuir efeitos adversos. É curioso porque… Eles vão fazer um programa falando dos perigosos da dieta low carb uma semana depois que saiu o consenso das maiores organizações mundiais do diabete reconhecendo não apenas que a estratégia é eficaz, mas que ela deve ser utilizada por não possuir efeitos adversos. Então, que perigos tem uma coisa que foi classificada como praticamente não tendo efeitos adversos. E eu até brinquei aqui. Olha, esse consenso dessas duas grandes associações mundiais aí, não contempla a dieta da lua, nem enema de café, nem barrinhas superfoods… Shakes especiais. Não. Eles simplesmente colocaram lá low carb. Então, é essa dieta que estão chamando de dieta da moda? Essa que foi aceita agora como uma das alternativas oficiais no mais recente consenso conjunto das associações mais importantes de diabetes do mundo? Essa é a dieta “da moda”? Me poupe.

Rodrigo Polesso: Me poupe. Com certeza. Só aumenta a vergonha alheia ao se falar mal de low carb. É impressionante. Mas enfim, vamos, como sempre, para acabar esse podcast… Compartilhar o que foi degustado na sua última refeição.

Dr. Souto: Então, eu tinha no meu congelador… Eu estava viajando, cheguei em casa… Uma lasanha que eu descongelei.

Rodrigo Polesso: Ai meu Deus do céu! Ai meu Deus!

Dr. Souto: E agora? É uma lasanha low carb, né, pessoal? Uma lasanha feita com lâminas de palmito separando as camadas. Fica muito bom.

Rodrigo Polesso: Fica, né? Fica bom demais. Ainda mais nutritivo também. Hoje, olha só… Eu pequei. Pequei, pequei. Hoje teve costela. Mas o pessoal aqui em casa fez mandioca. Ai meu Deus do céu. High carb, alto carboidrato… A gente falou no começo do podcast, pessoal. Não é seita. Não é religião. Não é a única estratégia que você precisa seguir 100% das vezes. A gente acredita em estilo de vida. E a gente já falou milhares de vezes no podcast aqui. As pessoas que mais se beneficiam de uma redução mais drástica de carboidratos… E pessoas também que podem ter uma flexibilidade maior. Tudo está aí nas suas mãos quando você entende o que fazer. A gente não está demonizando nenhum grupo de alimentos, como as pessoas tendem a falar por aí. Eu sou prova disso também. De vez em quando eu como assim… Por que não? Por que não? É estilo de vida, não é dieta. Então, é isso. E estava muito gostoso por sinal. Enfim. Vamos lá. Olha só. Esse é o podcast de número 137, pessoal. Podem passar adiante. Passem adiante. A gente não sabe o que vai acontecer aí… Na verdade, o que vai acontecer, mas você está ouvindo agora. Já aconteceu. Então, você pode passar esse podcast, passe para frente para evitar que a gente veja mais dessa balelas vindo por aí. E outra, vai ser muito engraçado, na verdade, se as pessoas ouvirem esse podcast e mais notícias assim saírem na TV por aí. As pessoas já vão ter umas cartinhas… Uns flashcards… Umas cartinhas na mão com todos esses pontos e vão ver. Vai ser engraçado. Vai dar risada da vergonha do pessoal falando esse tipo de argumento quando a ciência já provou o contrário. Então, ajude a passar para frente esse tipo de informação que vai ajudar. Podcast 137 da Tribo Forte. E semana que vem a gente está aqui novamente. Dr. Souto, tem algumas últimas palavras aí?

Dr. Souto: Eu acho que a gente podia dar um nome para esse podcast e chamá-lo de vacina.

Rodrigo Polesso: Vacina. Boa.

Dr. Souto: Então, assim… Você passa para seus amigos, para seus conhecimentos para eles ficarem vacinados. Cada vez que eles forem ver o próximo programa na televisão, a próxima reportagem na revista e tal… Eles já têm a vacina. Eles já vão ler dando risada… Dizendo, “Puxa, que burrice.”

Rodrigo Polesso: Exatamente.

Dr. Souto: É bem interessante como que aquilo que normalmente provocaria indignação, pode provocar até riso se a gente tiver vacinado.

Rodrigo Polesso: Exatamente, exatamente. Façam isso então, pessoal. É isso aí. Se você quer aprender mais sobre a Tribo Forte… Você pode ter acesso, se tornar um membro. Entre aí: TriboForte.com.br. E se seu objetivo é emagrecer, entre em CodigoEmagrecerDeVez.com.br. Tudo isso aí está aí para te ajudar. A gente se vê semana que vem. Um grande abraço, todo mundo. Até lá. Obrigado, Dr. Souto.

Dr. Souto: Obrigado. Um abraço. Até lá.

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