TRIBO FORTE #149 – LOW CARB E DIABETES E LDL

Bem vindo(a) hoje a mais um episódio do podcast oficial da Tribo Forte!

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Neste podcast:

  • Vamos falar de low carb, mais especificamente em relação a diabetes,
  • Também sobre o controverso LDL, o mau colesterol.

Escute e passe adiante!!🙂

Saúde é importante!

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🙂

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Ouça o Episódio De Hoje:

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Caso de Sucesso do Dia

Eliane

 

 

Referências

Artigo no Diabetes Daily

Meta Análise De Ensaios Clínicos Randomizados Que Avaliou Justamente O Impacto De uma Alimentação Low Carb nos Níveis de LDL

 

Transcrição do Episódio

Rodrigo Polesso: Olá! Bom dia para você. Bem-vindo! Aliás, bem-vindo à 2019! Bem-vindo ao podcast número 149 aqui do podcast semanal da Tribo Forte, a sua dose de estilo de vida saudável, saúde, alimentação, boa forma, tudo baseado na melhor ciência que a gente tem hoje em dia. Meu nome é Rodrigo Polesso e hoje a gente vai falar um pouco sobre low carb, mais especificamente em relação à diabetes e também ao tão controverso LDL, o “colesterol ruim”. E para aquecer eu tenho uma pergunta da comunidade que você pode se interessar. Vale uma lembrança: se você não conhece ainda a Tribo Forte, entre aí em TriboForte.com.br. Além de ter acesso a todas as gravações dos eventos ao vivo da Tribo Forte, que já coleciona 3 eventos ao vivo; você também tem acesso a mais de 500 receitas e um monte de outras coisas que você tem que ver com seus próprios olhos lá dentro. Se você tem interesse em elevar o seu estilo de vida, a sua boa forma, a sua saúde, entre em TriboForte.com.br. Deixa eu dar as boas vindas ao dr. Souto. Dr. Souto, bem-vindo a esse podcast, bem-vindo a 2019!

Dr. Souto: Bom dia! Bom dia, Rodrigo. Bom dia aos ouvintes, e bom 2019 para todos nós!

Rodrigo Polesso: Com certeza! Vamos fazer assim, vamos aquecer com uma pergunta da comunidade que vem do Valdenício Santos. Ele pergunta: “Você indicaria uma quantidade ideal de ingestão de água por dia?” Quanto de água a gente precisa tomar por dia, hein? Acho que a gente já comentou isso, mas está cheio de gente por aí prescrevendo quantidades de água. E seria engraçado ver uma pergunta dessa, imagine assim numa aldeia, numa população tradicional ele tentando discutir quanto de água eles deveriam tomar por dia. Vamos ver… O que você acha dessa questão, dr. Souto? Tem um número que se aplica a todas as pessoas? O que você tende a achar sobre isso?

Dr. Souto: Não, não tem um número. Se a gente fizesse essa pergunta à maioria das pessoas… isso já está tão entranhado no senso comum que eu acho que a maioria das pessoas daria uma de duas respostas: uma resposta é 8 copos e a outra resposta é 2 litros.

Rodrigo Polesso: Não importa se você pesa 40 kg ou 200!

Dr. Souto: Ou se está 40° ou 15° lá fora. São números inventados que foram tirados do chapéu. Não, pessoal, não existe um ensaio clínico randomizado que tenha testado quantidades diferentes de água. Assim como não existe um que tenha testado quantidades diferentes de ar. Imagina que a pergunta é assim: quantos litros de oxigênio, quantos litros de ar a pessoa deve respirar por dia? Depende. Depende se eu estou sentado, se eu estou caminhando, se eu estou andando de bicicleta, se eu estou correndo. Por que a gente não controla essas outras coisas? Quantos batimentos cardíacos eu deveria ter por dia? Qual a frequência cardíaca que eu deveria ter? Depende. Eu estou sentado gravando um podcast ou eu estou subindo 9 andares pela escada? O corpo regula essas coisas. Se não regulasse nós todos estaríamos mortos. Aí alguém diz assim: “Ah, mas na hora que você chega a sentir sede é porque você já está desidratado.” Eu quero a referência bibliográfica. Mas eu quero a referência bibliográfica que não é a referência de uma opinião em português. Eu quero um artigo peer review publicado em revista de alto impacto e o desenho tem que ser um ensaio clínico randomizado. É isso que eu quero para poder me mostrar que essa afirmação é verdade. Porque dizer, qualquer um pode dizer qualquer coisa. E ter um título de nutricionista, de médico, de professor de educação física não é o que confere autoridade para uma informação. A gente sempre bate nessa tecla aqui, mas é bom salientar: o que importa é o nível de evidência. Se eu tiver um ensaio clínico de bom nível publicado em uma revista de bom nível, comparando um grupo que bebeu de acordo com a sede e um outro grupo que bebeu de acordo com uma fórmula específica e houve desfechos melhores em um grupo em relação ao outro. Aí pode ser. Na realidade o que nós temos é o contrário. Existe evidência e a pessoa que publicou isso e efetivamente mudou o conceito nesse sentido na área do esporte foi o famoso Tim Noakes, que mostrou que essa tara por beber quantidades grandes de líquidos, não esperar ter sede, acaba muitas vezes provocando complicações graves, a chamada hiponatremia. A pessoa bebe tanta água que dilui o sangue e acaba tendo níveis perigosamente baixos de sódio que pode levar a coma e pode levar até à morte. Talvez uma única exceção disso, uma única exceção dessa regra seja pacientes muito idosos, nos quais realmente esse controle natural do corpo pode falhar. Mas é porque o controle está falho. Naqueles de nós que temos o controle, ou seja, praticamente todo mundo que está ouvindo esse podcast, não precisa beber uma quantidade pré especificada de líquido. Se a pessoa tem Alzheimer e não se lembra, não conecta no cérebro a sensação de fome, a sensação de sede, uma pessoa dessas pode morrer de fome e de sede. Eu imagino que a maioria das pessoas que estão nos escutando no seu smartphone não estão nessa condição. E para essas pessoas, quando está tudo funcionando, a gente usa a sede como critério.

Rodrigo Polesso: Novamente a questão do bom senso. Se uma pessoa está com um problema, no caso do idoso com Alzheimer, uma condição de saúde grave e a pessoa não está comendo, não está bebendo… Isso é óbvio, a gente vai notar isso muito logo. A gente não precisa ficar pensando muito nisso, o bom senso toma conta.

Dr. Souto: Vou dar uma exceção, mais uma. Pacientes formadores de pedras nos rins, cálculos renais. Essas pessoas comprovadamente se beneficiam de beber mais líquido do que a sede manda. Mas aí nós estamos fazendo uma intervenção terapêutica. Nós estamos usando o líquido como remédio. A gente quer diluir a urina dessas pessoas para evitar que os sais presentes na urina cristalizem. Então nós queremos diluir a urina e a gente quer fazer essa urina ficar bem aguada. Mas aí temos um objetivo terapêutico que se aplica para aquelas pessoas que têm uma tendência, em geral genética, de formação de cálculos renais. Seria uma exceção. E nesses casos, normalmente o que a gente faz não é dar um número: 2 litros, tantos copos. A gente, na realidade mede a urina de 24 horas e calcula o volume de líquido que a pessoa precisa beber baseado nisso.

Rodrigo Polesso: Então para 99% da população é basicamente aquela regra antiga: siga a sede.

Dr. Souto: É, tipo: sentiu frio bota o casaco, sentiu calor tira o casaco, tá com falta de ar respira mais.

Rodrigo Polesso: Essa é uma boa que você falou! Quantos casacos você acha que seria ideal eu colocar? Se você tem que colocar um casaco é porque você já está com hipotermia.

Dr. Souto: Essa é uma boa comparação! Na hora que você sentiu vontade de botar um casaco você já está cm hipotermia grave!

Rodrigo Polesso: Exatamente!

Dr. Souto: Isso não é assim. A pessoa tem que estar sem o casaco exposta ao frio por um tempão. E ela está desesperada para botar o casaco muito antes da hipotermia. O corpo não é bobo, pessoal! O corpo evoluiu por milhões de anos para que as sensações previnam os problemas. Imagina no paleolítico como é que as pessoas iam se virar sem poder medir a osmolaridade plasmática para determinar quanto líquido vão beber? Sem termômetro para definir se precisa botar ou tirar o casaco? Sem um aparelho… um telefone Samsung que eu tenho que mede a quantidade de oxigênio no sangue no sensor que tem ali atrás para poder definir se eu preciso respirar mais ou menos. Poxa vida, o corpo parece que não é equipado com essas coisas.

Rodrigo Polesso: Não vamos ofender a mãe natureza, pelo amor de Deus! Esse foi o aquecimento aqui. O primeiro tópico de hoje é diabetes e low carb. A indústria e a teimosia de muitos não está conseguindo conter o aumento da procura de diabéticos por soluções mais naturais como uma estratégia alimentar low carb. O número de procuras e artigos relacionados à diabetes com low carb aumentou quase 10 vezes nos últimos 8 anos. Enquanto a maior procura é por pessoa com diabetes tipo 2, existe também um número crescente de estudos com resultados positivos de pessoas com diabetes tipo 1 seguindo uma estratégia mais low carb. Essas pessoas estão conseguindo um controle glicêmico excepcional com o uso dessa estratégia. Lembrando a importância de você fazer um acompanhamento profissional em qualquer mudança de estratégia de alimentação, principalmente se você tem qualquer condição. Saiu esse artigo no Diabetes Daily mencionando como a procura de pessoas diabéticas por estratégias low carb vem aumentando muito exponencialmente nos últimos anos. E apesar da aceitação dessa estratégia estar aumentando, está ficando vergonhoso já para as organizações continuar negando isso… Ainda assim, algumas organizações grandes, como a própria Associação Americana de Diabetes, ainda é cautelosa, bastante cautelosa quando fala sobre o assunto. Como ela disse com esse artigo. Ele disse, por exemplo, que o papel da dieta low carb em pacientes diabéticos não é claro. Como assim não é claro? É mais claro que o sol na cara! E dizem também que essas intervenções são somente de curto prazo, uma vez que não existe benefícios no longo prazo. Hein? Como assim? Por que que tem tanta resistência assim para a gente falar de low carb? Uma coisa que está comprovada há muitos anos, que ajuda diabéticos principalmente. E por que são tão resistentes assim essas organizações, como a Associação Americana de Diabetes, de aceitar isso de forma um pouco mais generosa, de braços abertos? Será que é porque se o pessoal parar de ser diabético a própria organização vai sumir da face da Terra e cair no esquecimento?

Dr. Souto: O engraçado é a mudança da narrativa. Antes isso era uma loucura, dieta da moda. Agora é assim: “Até pode funcionar, mas é difícil. Tá, tudo bem, funciona. Mas os estudos mostram que funciona só nos primeiros meses, porque as pessoas tendem a deixar de fazer.” A narrativa vai mudando à medida em que se torna insustentável dizer que não funciona ou que é só uma coisa da moda. E esse argumento eu já falei aqui, mas não custa falar de novo. Esse argumento de que só funciona no início porque as pessoas deixam de fazer, esse argumento serve para absolutamente qualquer coisa no que diz respeito a estilo de vida.

Rodrigo Polesso: Exato! Se você para de fazer, para de funcionar.

Dr. Souto: Que coisa, não é, Rodrigo? Para de fazer, para de funcionar… Que coisa incrível. Que absurdo essa low carb! Se você para de fazer, para de funcionar. Deixa eu contar um segredo para vocês que estão nos ouvindo: qualquer coisa que você para de fazer deixa de funcionar. Se você parar de tomar banho, você vai ficar com mau cheiro. Tem que tomar todos os dias. E não adianta se você tomar banho todos os dias, mas depois de 180 dias você começar a pular o banho, você vai começar a feder.

Rodrigo Polesso: Você está dizendo que o banho é uma solução paliativa, então?

Dr. Souto: Exatamente! Então o banho não cura o mau cheiro corporal. Ele tem que continuar a ser praticado. Se você para de fazer atividade física, você perde os ganhos que você teve. Você construiu massa magra, aumentou o tamanho do seu bíceps. Você para de praticar atividade física e você perde aquele bíceps. Significa que o exercício físico também é uma solução paliativa, Rodrigo? Eu diria mais, eu diria o seguinte: se você parar de cuidar do seu orçamento doméstico, vai chegar uma hora em que você vai entrar no negativo. Significa que cuidar do orçamento doméstico é uma solução paliativa? Eu imaginava… Eu sou a Associação Americana de Diabetes, então eu vou usar a analogia. Eu imaginava que se você ficasse pelo menos 6 meses cuidando do orçamento doméstico, você ficaria rico e nunca mais precisaria se preocupar com finanças. Mas aí veio esse estudo que jogou água fria e disse assim: o dia em que você começar a gastar mais do que você ganha o dinheiro começa a desaparecer da sua conta. Pois é! O dia em que o diabético que tinha ficado com os exames normais porque parou de comer carboidrato começar a comer pão, massa, doce, açúcar, ele vai adoecer outra vez. Quem diria!

Rodrigo Polesso: Eles falam mal do low carb sem ter nenhuma base de comparação de alguma outra coisa que funcione a longo prazo.

Dr. Souto: Exato! Esse é um detalhe muito importante! Qual é a alternativa para diabéticos?

Rodrigo Polesso: Não existe!

Dr. Souto: Não existe! Então assim, o celíaco melhora quando ele tira o pão. Se ele começar a comer pão ele piora de novo. Mas eu nunca vi a Sociedade Americana de Doenças Celíacas sugerir para as pessoas: olha, é melhor então nem tirar o pão, fiquem tomando remédio para diarreia e buscopan para cólica, porque a gente sabe que vocês são incapazes de aguentar não comer pão.

Rodrigo Polesso: Em nutrição muitas vezes a gente fala de um tópico e cria uma analogia. E todas as analogias que a gente cria em diferentes áreas são absolutamente ridículas. Mas parece que quando você fala em termos científicos na área de nutrição, não parece ser tão ridículo assim. Mas é legal fazer essas analogias para saber que é o mesmo raciocínio.

Dr. Souto: São tantas décadas de exposição ao ridículo dentro da nutrição, que na nutrição as coisas mais bizarras soam menos ridículas. Por isso que aquele título do editorial do Stephen Nissen eu achei tão sensacional. Ele diz assim: As diretrizes nutricionais são uma área livre de evidências. Porque é como se a ausência de evidência chamasse a atenção em todo o resto, mas quando chega na nutrição a ausência de evidências é quase que natural. Pode-se dizer qualquer asneira em nutrição, pode-se dizer a coisa mais bizarra em nutrição e ela soa plausível. Sim, porque quase tudo em nutrição é bizarro e não baseado em evidências, baseado em opiniões, em chutes. Os ensaios clínicos randomizados saem, mostram coisas e elas continuam não sendo adotadas na nutrição, porque as diretrizes são baseadas em opiniões, em senso comum. Desculpa o ???? 15:44 rent?? Aí, pessoal, mas às vezes precisa. O legal desse artigo da Diabetes Daily é chamar atenção. O título do artigo é: 2018, um ano-chave, um ano grande (paramount eles botaram em inglês aqui) para as dietas de baixo carboidrato e o diabetes. Do tipo a água mole tanto bateu na pedra dura que está começando a furar.

Rodrigo Polesso: Eu ia dizer que o ponto é justamente esse. Apesar da incompetência das organizações, essa idiocracia estúpida, as pessoas estão elas mesmas achando essa informação e correndo atrás desse conhecimento. As pessoas estão mudando a própria vida, correndo atrás e tomando as rédeas da própria saúde e questionando os profissionais se elas podem ou não experimentar isso. Enquanto essas associações que deveriam liderar o movimento são como um eco que está vindo depois.

Dr. Souto: Mais adiante no artigo eles salientam uma publicação sobre a qual a gente já falou aqui no podcast. Porque vocês sabem, não é? Quem ouve o podcast da Tribo Forte sempre sabe antes. É importante que fique claro para vocês: vocês sabiam antes. Mas eles comentam sobre a publicação que saiu na Pediatrics sobre diabetes tipo 1. E nessa publicação, que foi… É incrível isso que eu vou dizer para vocês! Mais uma vez, são aquelas coisas que só na nutrição a gente vê. O status quo da nutrição foi tão resistente, o pessoal do diabetes no que diz respeito à alimentação foi tão resistente à mudança, que quem fez essa mudança foi um grupo do Facebook chamado Type One Grit. Aliás, existe, pessoal, o Type One Grit Brasil: type1gritbrasil@gmail.com para quem for diabético tipo 1, para quem tiver um filho diabético tipo 1 e quiser se informar. Mas o Type One Grit original americano é um grupo de pacientes, pais de pacientes, médicos, nutricionistas de língua inglesa que começaram a manejar o diabetes tipo 1 com dieta de baixo carboidrato. Já que as diretrizes não adotam isso, as pessoas adotaram, porque, afinal, elas resolveram cuidar da própria vida. E aí eles fizeram um artigo científico publicando os resultados, se não me engano de cabeça 300 e poucas pessoas desse grupo. Aqui na reportagem da Diabetes Daily diz o seguinte: importante, para nosso conhecimento, até que nós saibamos, até o advento desta publicação nunca se havia ouvido falar deum grupo de pessoa com diabetes tipo 1 atingindo níveis de hemoglobina glicada normais na literatura científica. Então, quer dizer… Precisou o Facebook fazer um grupo de pessoas que fazem low carb com diabetes tipo 1 para se estabelecer na literatura científica que é possível atingir hemoglobina glicada em diabetes tipo 1 com menor risco de hipoglicemia. Repito: menor, menos hipoglicemia do que no manejo tradicional do diabetes. E vocês sabem por quê? Porque o que causa a hipoglicemia no diabetes é a insulina, não é a dieta. E quando uma pessoa faz uma dieta de alto carboidrato, ela precisa usar mais insulina. E é esse excesso de insulina que provoca hipoglicemia. Se a pessoa faz uma dieta low carb ela usa doses baixas de insulina. Diabetes tipo 1, lembrando sempre, tem que usar insulina. E como são doses baixas a chance de errar e a severidade das hipoglicemias são menores. Isso é tão óbvio que qualquer pessoa de qualquer formação que esteja nos ouvindo, não precisa ser da área da saúde, vai dizer assim: faz todo o sentido! É óbvio! E, no entanto, precisou um grupo de pais, filhos e profissionais se juntarem no Facebook para mostrar isso. E o que foi publicado na revista Pedriatrics foi o que? Um estudo observacional deste grupo de pessoas do Facebook. Mas é legal porque isso está salientado na reportagem de fim de ano da Diabetes Daily, dizendo: olha, pessoal, vamos se antenar, porque low carb está tomando conta da coisa. Eu vejo subliminarmente a mensagem de que se a gente não se atualizar as pessoas vão se tratar sozinhas.

Rodrigo Polesso: Se você esperar, pessoal, que as organizações tomem conta de você e se atualizem para depois te passar as diretrizes, você vai estar bem ferrado. Hoje com o acesso aberto à informação, aqui a Tribo Forte, por exemplo, você não tem desculpa a não ser procurar e ver como você pode adaptar essas coisas na sua vida, se for o caso. De preferência, óbvio, sempre com o auxílio de algum profissional. O segundo assunto aqui, deixa eu dar os parabéns para o caso de sucesso de hoje! Sempre tem um aqui para animar a galera que está querendo emagrecer, principalmente. A Eliane mandou a foto do antes e depois dela. Muita diferença! Ela escreveu: “Depois de dois anos eu continuo tendo uma vida magra. Eu estou muito definida e feliz demais com os meus resultados. Jamais conseguiria isso sem o Código.” Ela perdeu mais de 13 kg há dois anos. E isso é agora dois anos depois dela ter seguido o programa. Ou seja, aquela coisa da solução paliativa não existe, porque ela transformou isso num estilo de vida, que é justamente o que o programa… o objetivo do programa é esse: ensinar você não a perder peso, o peso é uma consequência que vai cair, mas ensinar como você transformar o teu estilo de vida para você manter pelo resto da vida e não precisar mais fazer dieta. Funciona se você continuar fazendo.

Dr. Souto: É que ela teve uma ideia revolucionária. A ideia revolucionária dela foi a seguinte: “Esse tal de Código, o que que acontece se eu continuar seguindo ele como estilo de vida para sempre?”

Rodrigo Polesso: Se eu parar, eu vou ficar curada do ganho de peso para sempre?

Dr. Souto: Exatamente! É como eu disse antes ali, se eu parar de cuidar da minha conta corrente, começar a gastar no cartão, comprar tudo que eu quero… será que eu vou ficar pobre?

Rodrigo Polesso: Exatamente! É ridículo assim. É isso, pessoal! A única forma de você manter um estilo de vida saudável pelo resto da vida é se isso for flexível, for bom de seguir e te faça se sentir bem. É a única forma de se tornar um estilo de vida de fato. E no Código eu ensino isso, tem artigos, tem passo a passo toda semana. Se você quer construir isso para você, eu sempre falo, entre em CódigoEmagrecerDeVez.com.br. Vamos lá, então para o segundo assunto. Low carb e LDL. Eu falo bastante que a minha opinião o colesterol mais alto no contexto de uma alimentação forte é um privilégio e não um problema. Mas as pessoas ainda continuam se preocupando e muitos médicos continuam receitando estatinas e outros medicamentos para pessoas plenamente saudáveis que têm o LDL só um pouco alterado. Foi publicada agora em dezembro uma nova metanálise de ensaios clínicos randomizados, ou seja, o nível mais alto de evidência que a gente pode ter, que avaliou justamente o impacto de uma alimentação low carb nos níveis de LDL. A conclusão da revisão foi a seguinte: grandes ensaios clínicos randomizados com duração de pelo menos 6 meses, com restrição de carboidratos, parecem ser superiores na melhora dos marcadores lipídicos quando comparado a dietas de baixa gordura. A revisão mostrou que não existiu diferença significativa no LDL das pessoas com a prática da low carb, ao passo que houve melhora tanto no HDL, quanto na questão dos triglicerídeos. Mas, na boa, pessoal, LDL é algo que tá muito fora de moda já! Isso nunca foi um marcador bom de risco cardíaco. A gente está já há décadas atrasado em assumir isso, e virar os nossos olhos para coisas mais importantes como marcador de síndrome metabólica no geral. Nosso corpo é constituído em grande parte por colesterol, como a gente sabe. Só faz sentido que a abundância dele seja algo esperado e não ruim. A gente vê na literatura que baixos níveis de colesterol se mostram mais perigosos do que níveis mais altos. E no contexto, isso que é importante, o contexto de uma alimentação saudável. Dos outros marcadores, o LDL, na minha opinião, é algo irrelevante de se olhar. Mas é legal ver essa metanálise, dr. Souto, mostrando essa questão do LDL se mantendo igual em uma dieta low carb ou dieta low fat. Mas eu acho que muita gente experiencia, na verdade, um aumento no LDL por causa justamente do aumento às vezes do consumo de gorduras saturadas, de gorduras naturais. E essa é uma reação normal que acaba acontecendo. Ainda mais em pessoas que vinham restringindo já o consumo de gorduras. Então, o corpo meio que reestabiliza os níveis de LDL. E, na minha opinião, como falei, isso é um privilégio, uma coisa boa que aconteça. Mas nem todo mundo vê dessa forma.

Dr. Souto: Eu não vou chegar ao extremo de dizer que quanto maior o LDL melhor, ou que ele é completamente irrelevante. Eu acho que ele é um marcador, se estiver muito elevado, ele agrega um pouco de risco. Mas, eu vou ler a conclusão e eu quero que o ouvinte preste atenção. “Grandes ensaios clínicos randomizados com pelo menos 6 meses de duração, com restrição de carboidratos parecem superiores em melhorar os marcadores lipídicos quando comparados com dietas low fat.” Então, marcadores lipídicos… nós temos que abandonar esse foco exclusivo em LDL. A gente já falou em outro podcast, é um exemplo que eu sempre dou, dou em consulta. Falar em LDL exclusivamente é como falar em peso sem falar em altura. Quer dizer, se houve um pequeno aumento do LDL, mas o HDL subiu bastante e os triglicerídeos baixaram, a pessoa perdeu peso, perdeu circunferência abdominal, a pressão arterial baixou, ela obviamente está melhor. É como se as pessoas botassem o proverbial óculos com lentes verdes, ou lentes vermelhas. Se eu boto o óculos com lente vermelha, tudo o que eu enxergo é vermelho. E se tiver alguma coisa verde, eu vou enxergar preto. Eu não consigo ver o verde quando os meus óculos são vermelhos. Se eu tenho meus óculos de LDL colocados eu só consigo ver o que acontece com o LDL. O que acontece com o resto da saúde do indivíduo eu fico cego para aquilo. E por isso, muito adequadamente os autores escreveram dessa forma a sua conclusão. “A restrição de carboidratos pareceu superior em melhorar os marcadores lipídicos.” Assim, no plural, e não o LDL. “As diretrizes dietéticas devem considerar a restrição de carboidratos como estratégia alternativa para prevenção ou manejo da dislipidemia para populações com risco cardiometabólico.” Porque dislipidemia, pessoal, não é apenas LDL alto. Porque lipídeos envolve o grupo todo. Ter triglicerídeos altos e HDL baixo é uma dislipidemia, que nada conserta tão bem quanto low carb. E digo mais, é hoje a grande causa de doença. A síndrome metabólica é a grande causa de doença cardiovascular, não é o LDL elevado.

Rodrigo Polesso: Uma pergunta, nesse contexto que a gente está falando, de uma pessoa que melhorou todos os marcadores: triglicerídeos, perdeu peso, aumentou o HDL, a pressão caiu, a circunferência caiu. Uma pessoa dessa que tem um LDL alto, seja lá genético, mas tenha um LDL alto, nesse contexto de todos os marcadores, existe algum estudo que você conheça que mostre esse LDL nesse contexto associado a um maior risco cardíaco?

Dr. Souto: A gente não tem coortes de pessoas assim, porque os grandes estudos, as grandes coortes nas quais se baseiam as calculadoras de risco são de pessoas, em geral, norte-americanas ou europeias, consumindo a dieta padrão daqueles países, que é uma dieta bem rica em carboidratos refinados. Mas, para aqueles que estão nos ouvindo que quiserem fazer um experimento interessante, dá para colocar no Google… vou colocar aqui em tempo real, bota: MESA calculator. E aí a pessoa vai descobrir uma página. MESA é o The Multi-Ethnic Study of Atherosclerosis, Estudo Multi-étnico da Aterosclerose. E aí tem uma das calculadoras, que é a que interessa, que se chama calculadora de 10 anos de risco cardiovascular MESA. E ali a pessoa vai colocar gênero, idade, se tiver escore de cálcio coronariano preenche, se não tiver, se nunca fez, deixa em branco, raça ou etnia, se é diabético sim ou não, se fuma sim ou não, se tem história em parentes de primeiro grau (pais, irmãos ou filhos) de ataque cardíaco, colesterol total, HDL, pressão arterial sistólica, se usa remédios para abaixar o colesterol, se é hipertenso. Chamou a atenção de vocês qual é a coisa que não pergunta aqui?

Rodrigo Polesso: O LDL, mas ele vai assumir ali com o total menos o HDL.

Dr. Souto: Não, não. Porque não tem triglicerídeos. Não tem como saber o LDL!

Rodrigo Polesso: Ahh, ele não pediu os triglicerídeos?

Dr. Souto: Não pediu triglicerídeos. Então realmente o que importa é a proporção do total para o HDL, é isso o que importa para a estimativa de risco. Mas, enfim, a pessoa pega e preenche isso aqui. Bota os seus dados e vai calcular o seu risco de 10 anos. E depois comece a mudar as variáveis, comece a brincar com a calculadora e veja qual é realmente a importância relativa do colesterol total e qual é a importância relativa das outras variáveis e vocês vão ver que eu e o Rodrigo não estamos mentindo.

Rodrigo Polesso: Principalmente o Rodrigo ao falar que é irrelevante!

Dr. Souto: Não é irrelevante, se eu botar o colesterol bem alto…

Rodrigo Polesso: LDL!

Dr. Souto: Não, o total. Então, se eu pegar e deixar tudo igual e colocar o colesterol total de 340. Eu deixo tudo igual e baixo esse total para 220, sim, tem uma pequena diferença de risco em 10 anos. Tipo assim, 1%.

Rodrigo Polesso: Nessa calculadora?

Dr. Souto: É. O que eu quero dizer é que na vida é assim. Existem vários fatores de risco, cada um deles às vezes tem uma pequena contribuição, alguns tem uma contribuição muito grande. Seguramente obesidade, síndrome metabólica, diabetes, tabagismo, sedentarismo, tudo isso tem um peso mais importante. Agora, as pessoas se apavoram de forma desproporcional com o LDL. É desproporcional. Não é que o LDL não tenha nenhum impacto no risco. Qualquer calculadora de risco mostra um pequeno impacto. Mas, veja bem, é um pequeno impacto. E aí uma coisa que eu também já falei aqui no podcast: imaginemos por um momento, porque eu acho que o que eu vou dizer agora é verdade, mas imaginemos, vamos fazer um experimento mental, de que a única forma de melhorar todo o outro conjunto de marcadores de risco seja às custas de aumentar um pouco o LDL, ou o colesterol total. Eu faria isso sem culpa e sem dúvida. Às vezes, como você disse, a gente tem que vir com uma analogia fora do mundo da nutrição para ficar mais claro. Suponhamos o seguinte, que por algum motivo eu tivesse que escolher um carro entre duas opções, uma opção tem cinto de segurança, mas não tem airbag, não tem freio ABS, os pneus estão carecas, mas ele tem cinto de segurança. E o outro não tem cinto de segurança, mas ele tem aqueles 6 airbags que cercam o sujeito, ele tem freio ABS, ele tem controle de tração, ele tem pneus novos e ele tem aquele mecanismo eletrônico que se você dormir na direção ele impede que o carro vá para o lado e detecta se tem um obstáculo na frente e freia sozinho. Mas ele não tem cinto de segurança. Se eu conseguisse pegar esse carro super seguro que eu descrevi e colocar um cinto de segurança ali, ele ficaria um pouco mais seguro? Ficaria. Mas digamos que eu seja obrigado a escolher. Eu vou escolher o carro sem cinto. Porque ele tem outros fatores de segurança que tomados no seu conjunto tornam ele mais seguro. Então, realmente talvez no mundo da nutrição seja impossível que todos os marcadores se movam na mesma direção.

Rodrigo Polesso: Isso que eu ia dizer. Tá, tudo bem, eu estou puxando a minha opinião no extremismo aqui, mas só para diversão mesmo. A gente fica assumindo nessa conversa que o LDL subir um pouco nesse contexto é uma coisa ruim, quando, na verdade, a gente não sabe. Mas pode ser que para o resto possa baixar, o LDL tenha que se ajustar um pouco para cima. A gente não sabe disso.

Dr. Souto: E agora eu vou te ajudar no teu argumento. Veja que nós estamos falando só em doença cardiovascular. Num podcast passado recente eu salientei uma coisa assim: não se morre só do coração. O que importa não é a mortalidade causa específica. O que importa é a mortalidade total. E bem, para essa o colesterol parece ser irrelevante ou inversamente proporcional. E aí eu vou concordar com você, Rodrigo. Especialmente depois dos 50 e ainda mais especialmente depois dos 60 anos de idade os estudos todos parecem indicar que ter colesterol mais alto está associado com maior longevidade, com viver mais. Talvez aumente um pouco o risco de eventos cardiovasculares não fatais. Mas isso é às custas da pessoa estar tendo menos problemas outros, menos câncer, menos Alzheimer. E aí? Eu faria a troca qualquer dia! Eu prefiro muito mais o cardiovascular do que câncer ou Alzheimer. Mas pode ser que seja só eu.

Rodrigo Polesso: Mas é bom a gente tratar desse assunto. Porque as pessoas podem achar que elas estão comendo mais gordura agora, então vai piorar o perfil lipídico e está aí uma ótima metanálise mostrando justamente que esse não é o caso. Então, a gente está protegido por evidência nesse caso. A gente não precisa ter medo, acho que esse é o ponto principal. E falando em LDL, em gordura, em low carb, você pode compartilhar o que você degustou hoje no café da manhã, o que você vai comer agora no almoço.

Dr. Souto: Hoje é feriado, porque a gente trabalha no feriado para manter vocês bem informados. Eu acordei mais tarde e para ser rapidinho, eu fiz aquelas coisas assim… Veja bem, eu sou muito da comida de verdade e tal, mas às vezes a gente tem que ter uma coisinha mais prática. Tinha um pãozinho low carb que já estava pronto na geladeira, peguei queijo fatiado que eu já tinha na geladeira e eu fiz uma grande heresia, Rodrigo. Tomei café solúvel.

Rodrigo Polesso: Ai, que heresia!

Dr. Souto: Porque aí eu podia preparar o café com uma mão, enquanto eu já estava ligando aqui o computador para a gente fazer. A gente não precisa ter uma rejeição total ao mundo moderno. Não preciso ir necessariamente lá na rua e caçar um animal para comer comida de verdade. Não! É um queijo fatiado, um pãozinho low carb, um café solúvel. Às vezes a vida é corrida e a gente faz isso. Tem uma pessoa que eu conheço e que está nos ouvindo aí que sempre fala isso. E é um argumento que eu acho correto. Se a gente tiver a rejeição de toda modernidade, a gente vai estar alienando muitas pessoas que estão nos ouvindo. Porque, imagina, a pessoa trabalha cedo, tem filho pequeno, às vezes precisa de umas coisas mais práticas. Eu tenho um café em grão ali maravilhoso, que é moído na hora, feito um café expresso que não tem comparação. Mas aí talvez não desse tempo da gente gravar o episódio.

Rodrigo Polesso: Exatamente! E outra, você falou bem certo, tem alternativas práticas de coisas que são ok. Não é porque você tinha que começar a gravar o podcast logo que você foi lá em baixo e comprou um donut.

Dr. Souto: Isso! Então, olha só, queijo é low carb. Não é um queijo super maravilhoso gourmet. Não. Queijo fatiado. Mas era queijo de verdade, não é esse cheddar brasileiro que é um troço artificial. Queijo. Segundo, café solúvel, para quem não sabe, é simplesmente um café passado na indústria que é desidratado a vácuo de modo que a água sai e ele forma aqueles grânulos. Mas aquilo ali é café. O único componente ali é café. Não existe nem conservante, nem coisa nenhuma. Café solúvel é café. E o pãozinho low carb eu comprei de um fornecedor daqui de Porto Alegre que é uma pessoa da minha confiança.

Rodrigo Polesso: Isso aí, alternativas práticas. Não tem desculpa, não. Eu já almocei. Eu comi coraçãozinho de galinha, barato pra caramba! E dois ovos junto no prato. Então, foram 350 gramas de coraçãozinho de galinha, bastante coraçãozinho de galinha. Eu adoro! Feito no óleo de coco e também esses dois ovos. Um prato extremamente barato, pessoal. Não tem desculpa. Ahh, low carb é caro! Não, não é caro não. Caro é não fazer, na minha opinião. Mas, enfim, é isso aí!

Dr. Souto: E eu tenho na geladeira ali, agora virou mania minha, eu sempre tenho, uma conserva de ovinhos de codorna.

Rodrigo Polesso: Ovo de codorna, olha só que maravilha!

Dr. Souto: É a coisa mais prática que tem, porque está em conserva, já está descascado. Até salgado já é! É só cravar um garfo e comer.

Rodrigo Polesso: Mais prático que isso não tem, né?

Dr. Souto: Mais prático que isso não tem. É como abrir um saco de biscoito recheado e comer. Só que esse é saudável.

Rodrigo Polesso: É isso aí, pessoal! Espero que tenha inspirado vocês com o podcast de hoje e também com as nossas ideias de refeições. Se você quer seguira gente, nosso dia-a-dia, entre no Instagram e siga o dr. Souto no @jcsouto e Rodrigo Polesso @rodrigopolesso e a gente vai mantendo contato como sempre.

Dr. Souto: E não esqueçam do @ablc.org.br.

Rodrigo Polesso: Certo! E no mais é isso aí. A gente se fala na semana que vem com certeza sem falta aqui. Um grande abraço para todo mundo. Obrigado, dr. Souto, a gente se fala até lá.

Dr. Souto: Um grande abraço, até a próxima!