TRIBO FORTE #151 – A NOVA DIETA DA SAÚDE PLANETÁRIA (UMA OVA…)

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Neste podcast:

  • Falamos sobre um assunto recente, a tal da “dieta da saúde planetária”…
  • Patrocínios por trás dessa tal dieta..

Escute e passe adiante!!🙂

Saúde é importante!

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🙂

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Ouça o Episódio De Hoje:

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Caso de Sucesso do Dia

maria sucesso

 

 

Referências

Artigo no The Lancet

Artigo no G1

Artigo da ABLC.org Sobre o EAT

 

Transcrição do Episódio

Rodrigo Polesso: Olá, olá! Bom dia para você. Bem-vindo aqui ao episódio número 151 do podcast da Tribo Forte. Como eu sempre falo, a sua dose semanal de saúde, estilo de vida saudável, sobriedade sobre nutrição, não é verdade? A gente está aqui mais uma vez. O assunto de hoje é bomba. O assunto de hoje é uma coisa nova. O assunto de hoje é uma coisa que caiu na graça da mídia internacional. E é algo que você vai ouvir bastante pela frente provavelmente… diz Nostradamus, não é verdade? Esse tipo de coisa tende a ganhar espaço e a gente não sabe porque. É a nova dieta da saúde planetária. É verdade, é verdade. O ser humano agora criou uma nova dieta que julga ser a melhor para a saúde do planeta. Não só do planeta, mas também dos seres humanos que aqui vivem. Que coisa incrível. Então, a gente precisa divulgar esse tipo de informação. Nesse episódio a gente vai contar um pouco mais para você o que que é essa tal da dieta da saúde planetária, se ela tem algum fundo, se você precisa prestar atenção nela ou talvez descartar. O que que você acha que vai acontecer? Bom, você vai já saber. Deixa eu dar as boas-vindas ao Dr. Souto. Dr. Souto, tudo bem por aí?

Dr. Souto: Tudo bem, Rodrigo. Bom dia. Bom dia aos ouvintes.

Rodrigo Polesso: Bom dia a todo mundo. E vamos lá. Vamos aquecer, então. Vamos aquecer. Para aquecer, tem uma pergunta da comunidade aqui, antes de te contar a real sobre essa dieta da saúde planetária. A pergunta de hoje vem do Tiago Vieira. Ele fala o seguinte. “Sou seguidor a muito tempo. Desde agosto tenho feito uma alimentação forte focada em redução de carboidratos e perdi 13 quilos. Tenho mais disposição. Apesar de nesse tempo, durante um mês e meio, eu tenha saído um pouco da alimentação. A minha questão é que no começo da dieta…” No caso, eu acho que ele quis dizer estilo de vida aqui, mas tudo bem. “Fiz um exame de sangue no qual meu HDL era de 52 e mais ou menos 300 de colesterol total. Porém, recentemente eu fiz outro exame em que o HDL foi para 43, permanecendo a mesma quantidade de colesterol total. Os outros índices estão normais. Teria alguma explicação?” Dr. Souto, ele começou a fazer a modificação, caiu o HDL, subiu um pouco o LDL e ele está perguntando se tem alguma explicação. Claro, a gente não sabe o que ele está fazendo de fato, mas como que a gente pode tentar responder ele, o Tiago?

Dr. Souto: Então, como sempre vamos falar em tese. A gente não pode falar de um caso específico. Eu não tenho os exames dele, não é meu paciente.

Rodrigo Polesso: Uma resposta que possa ajudar todo mundo.

Dr. Souto: Uma resposta que possa ajudar todo mundo. Numa alimentação com restrição de carboidratos a regra, a norma, o habitual é que o HDL suba. É o que se espera, é o que se vê na maioria dos casos, é o que os ensaios clínicos randomizados mostram. Uma vez eu publiquei uma postagem no meu blog cujo título era mais ou menos assim: O problema das médias. E o que aquele estudo mostrava era o seguinte. Quando nós vemos um estudo qualquer… E nós temos lá um grupo que fez uma dieta low carb, uma dieta com restrição de carboidratos teve uma elevação média de 25% no seu HDL, enquanto que o grupo que fez uma dieta low fat teve uma queda no seu HDL de 10%. Nós estamos falando das médias dos grupos, mas por trás dessa média existe uma substancial variação individual. Então, de vez em quando algum estudo publica dos dados individuais como gráficos nos quais nós vemos cada pontinho como sendo uma pessoa e um tracinho que marca a média. E aí nós podemos ver assim que de vez em quando alguma pessoa tem uma variação diferente daquilo que a gente espera. Então, essa é uma explicação possível. Outra explicação possível é que os lipídeos no sangue variam significativamente de um dia para outro. Então, quando a pessoa diz assim… O meu HDL é 55… Não, ele estava 55 na manhã do dia 23 de janeiro. Ele poderia estar 50 na manhã seguinte, ele poderia estar 48 na véspera. Então, existe uma flutuação. E de vez em quando uma única noite mal dormida pode provocar um quadro de resistência à insulina na manhã seguinte com o HDL mais baixo, triglicerídeos mais altos, uma glicemia de jejum mais elevada. Isso pode ocorrer em uma única noite. Uma pessoa pode ter tido um consumo maior de álcool ou de carboidratos até 3 dias que antecederam o exame e isso vai se refletir em provas de função hepática como TGO, TGP, gama GT, mas também em triglicerídeos. E triglicerídeos têm uma relação recíproca com HDL. Quer dizer, quando os triglicerídeos sobem por algum motivo, o HDL cai. Então, eu quero dizer assim… Quando uma determinada mensuração laboratorial parece meio inexplicável, meio estranha, meio incompatível com o resto, a gente tem que pensar se aconteceu uma coisa dessas ou ainda se o exame se está certo, porque acontece, né? Acontece do exame dar errado. Errado não seria exatamente o termo, porque “errado” implica que alguém no laboratório de análises clínicas lá fez algo errado. Até pode acontecer. Já aconteceu com paciente meu de dar um resultado incompatível, o paciente ir cobrar do laboratório e descobrir que tinham trocado os resultados. Mas isso é incomum. O mais comum é o quê? Existe uma variabilidade biológica, que foi essa que a gente conversou e tem uma variabilidade analítica. Variabilidade analítica sabe o que que é? É o seguinte. Vamos dizer que eu tire uma amostra de sangue, um tubinho de sangue e eu pegue aquele tubinho de sangue e divida em dois. E eu digo falsamente para o laboratório que um é o sangue do João e o outro é o sangue do Pedro, mas na realidade é o sangue do Polesso que eu tirei numa única coleta. Vai vir dois resultados diferentes. Por quê?  Porque o laboratório mente, inventa? Não. Porque existe uma variabilidade analítica que é muito maior do que as pessoas imaginam. As pessoas imaginam que quando vem o resultado ali assim… O exame deu 47,8… Então elas imaginam… Bom, o troço tem uma precisão de 1 décimo. Não! Aquilo ali é assim… Não é raro que a variabilidade analítica seja assim da ordem ed 15%. Um valor de 100 miligramas por decilitro pode ser 85 até 115. Então, assim… Eu estava fazendo dieta X e meu exame era 100. Aí eu fiz a dieta Y e agora está 115. Dá para entender, pessoal, que pode não ter nem mudado? Quem testa a glicose com glicosímetro em casa experimenta isso em tempo real. Pica o dedo, tira uma gota, mede a glicose. Aí pica o dedo, tira uma segunda gota, bota uma outra fitinha e mede a glicose de novo, 30 segundos depois. Às vezes o resultado dá bem diferente. Então, existe a ilusão da precisão. Então, quando a gente analisa um painel de exames, a gente analisa um conjunto. Vamos imaginar… Agora eu vou supor… Que nosso ouvinte tenha tido… Ele perdeu 13 quilos. Daqui a pouco a hemoglobina glicada dele caiu. Daqui a pouco a insulina dele caiu. Daqui a pouco os triglicerídeos caíram e o HDL dele caiu. Ora, é incompatível isso. É evidente que o HDL subiu quando a gente vê o conjunto dos exames. Então, eu sei que o problema foi o laboratório e eu vou repetir o exame. Mas se o HDL dele tivesse caído, os triglicerídeos tivessem subido, glicose e a hemoglobina glicada tivesse subido… Bom, eu teria que entender o que estava acontecendo com esse indivíduo, se há algum equívoco na alimentação dele, ou se foi álcool, se é uma hepatite… Enfim, o que que está acontecendo. Vocês entenderam? A gente avalia o conjunto. Um estudo, um exame serve para corroborar o outro. Quando todos vão num sentido e um vai num sentido incompatível, é mais provável que haja um erro laboratorial do que realmente aquilo tenha acontecido. Então, infelizmente não é tão simples assim avaliar exames.

Rodrigo Polesso: Sim. Acho que você falou muito bem. Tenho nada a adicionar. Tendo todas essas perguntas que a gente pode fazer, a gente pode começar a ganhar um pouco mais de tranquilidade em imaginar que tem vários pontos falhos que podem explicar e não é justamente a intervenção dietética que seja necessariamente a causa do problema. Acho que isso ajuda uma grande gama de pessoas a entender melhor. Bom, vamos lá. Eu fiz um apanhadão geral aqui, pessoal, para colocar vocês no mesmo passo que a gente está sobre essa questão da dieta planetária. Segure as pontas comigo. Eu vou começar aqui para você entender no final. A gente vai discutir um pouco mais sobre isso. Mas para vocês entenderem o que que é essa história toda, eu fiz esse apanhadão. Então, vamos lá. Saiu no Brasil e na mídia internacional um novo report com a dita dieta para a saúde planetária que promete salvar a vida… Salvar vidas também e salvar o meio-ambiente. Mais uma vez nós, sábios seres humanos, achando que somos mais espertos do que a natureza criando diretrizes e estratégias alimentares baseadas em alimentos que naturalmente nunca sustentarem a vida do planeta Terra, para começar. Mas enfim, a gente acha que a gente é mais esperto que o próprio balanço da natureza. Enfim, um objetivo maravilhoso de salvar o meio-ambiente e pessoas, mas com uma estratégia terrível. Este relatório foi publicado agora recentemente no prestigioso jornal The Lancet. As maiores mudanças estão, claro, em cortar drasticamente o consumo de alimentos mais nutritivos e saudáveis do planeta Terra, alimentos de fonte animal, principalmente a coitadinha que sofre tanto, a carne. Como diz o artigo que saiu no G1, se você come carne todos os dias, então esta é a primeira questão. No caso da carne vermelha, significa um hambúrguer por semana ou um bife grande por mês. Esta é a sua cota. E aí, todo mundo animado? Pois é. Em paralelo o artigo continua, você pode comer algumas porções de peixe e frango por semana, mas as verduras e legumes são a fonte do restante de proteínas que seu corpo precisa. Eu acho que eles esqueceram de avisar o redator do artigo que folhas e legumes não são fonte de proteína. Mas está lá no G1 escrito, pessoal. Você lê e acredita. Vamos lá. Bom, esse reporte demorou 3 anos para ser elaborado pela The EAT-Lancet Commission, que reuniu um grupo de 37 pessoas de 16 países diferentes que formam o EAT Forum. Segundo eles, eles representam a plataforma global baseada em ciência para a transformação do sistema alimentar. Essa comissão é extremamente bem patrocinada e virá com força total divulgando essas ideias nas próximas semanas e meses, por isso que eu falei que vocês vão escutar mais sobre isso. O relatório já foi destacado na BBC, na revista Time, no jornal The Guardian e outras. Então, como é a tal da dieta da saúde planetária que é recomendada para todo mundo? Para o planeta inteiro. Segundo o relatório, a dieta consiste em… 50 gramas de oleaginosas, ou seja, nozes, amêndoas, castanhas, por dia. Ok. 75 gramas de feijão ou grão de bico ou lentilha ou outro tipo de alimento dessa forma por dia. 28 gramas de peixe por dia. Ovos… 1 por semana. Carne vermelha, 14 gramas por dia e 29 gramas de frango por dia, o equivalente a uma almôndega. E no caso 14 gramas por dia de carne vermelha significa um bife grande por mês. Carboidratos como pão e arroz, 232 gramas por dia e 50 gramas de tubérculos como batata. Laticínios o equivalente a um copo de leite por dia e vegetais 300 gramas por dia e frutas 200 gramas. Em resumo, 14% das calorias viriam de proteínas, sendo que boa parte dessas proteínas seriam de má qualidade e não completas, vindo de outros alimentos que não a carne e ovos. 35% de gorduras nessa dieta e 51% de carboidratos. Alguma semelhança com os hábitos atuais da população, pessoal? Pois é. Basicamente… Óbvio que eles não iriam sugerir Coca-Cola e processados, isso todo mundo já sabe. Basicamente, eles estão sugerindo que nós comecemos… Ou melhor, continuemos a nos entupir dos alimentos menos nutritivos da face da Terra, ou seja, sentando o pé em carboidratos de todos os tipos e praticamente virando vegetarianos. Agora, óbvio que tem um, ao menos… Um básico conhecimento… Quem tem pelo menos um básico conhecimento da ciência nutricional vigente sabe que essa é uma terrível ideia para a saúde e também para o planeta. Por exemplo, a Nutrition Coalition na Nina Teicholz respondeu dizendo que essa ideia reportada de reduzir a carne vermelha é ruim para a saúde e não tem fundamento científico, coisa que a gente já sabe, sendo somente baseada em fracos estudos epidemiológicos, os quais nós sempre instruímos aqui nos podcasts da Tribo Forte. A PhD Zoë Harcombe, uma pessoa que a gente comentou já algumas vezes aqui, fez uma análise nutricional da tal dieta planetária e descobriu que ela é bastante deficiente em nutrientes importantes para a saúde humana como a vitamina B12, retinol, vitamina D, vitamina K2, sódio, potássio e cálcio. Também deficiente em Ômega-3 e problemática no excesso de Ômega-6. Agora, vamos ver para vocês entenderem um pouco mais aqui, pessoal, quem está por trás dessa organização, o EAT-Lancet. Para começo de história, para vocês entender, a fundadora da comissão EAT é a norueguesa Gunhild Stordalen, que é vegana e esposa de um bilionário norueguês. Muitos dos comissionados das pessoas que fazem parte da organização já há anos defendem uma dieta vegetariana e propagam a falsa ideia do mal causado por alimentos de origem animal, ambas as coisas, claro, sem base científica de qualidade alguma, como você já deve saber. Mas, é pior ainda. O professor Martin Cohen da Agência Européia de Alimentos expôs a grande influência de dinheiro da indústria da soja e também de bilionários veganos como no caso dela por trás da comissão EAT-Lancet. Um dos autores líderes do report é o famigerado Walter Willett, de Harvard.

Dr. Souto: Está em todas.

Rodrigo Polesso: É incrível. Que já há anos vem publicando livros propagando vegetarianismo e vendendo produtos vegetarianos. Aliás, ele tem uma organização junto com o outro infame David Katz. Esse é pior ainda, eu acho. Outro que propaga vegetarianismo com ciência muito fraca. Nenhum especialista em agropecuária foi incluso na comissão que tem como objetivo salvar o planeta. Ninguém que entenda do fato de que pecuária sustentável é de fato uma das formas naturais de se restabelecer o equilíbrio natural tanto de pastagens na natureza quanto de carbono na atmosfera. Ninguém nesse sentido foi convidado. A comissão EAT tem lição com a gigante alimentícia Barilla, a maior fabricante de macarrão do mundo, que inclusive publicou um livro dizendo que o caminho para a saúde das pessoas do planeta é basear a alimentação e grãos, macarrão, legumes e folhas. Bom, e tem mais, se você quer pesquisar isso aí. Essa comissão está banhada em interesses políticos e monetários da indústria. Tudo menos mentes capazes, independentes e cientificamente competentes para ajudar. É uma sujeira só. Moral da história. Salve-se quem puder, né, pessoal? Mais uma vez, se você resolver contar com as diretrizes alimentares criadas pelos governos e essas instituições, você vai estar frito e em óleo vegetal. Tome as rédeas você da sua própria saúde, como eu sempre falo. Esse relatório EAT-Lancet é mais um exemplo de interesses tendenciosos e dinheiro da indústria e religião nutricional tentando criar aí e divulgar um lobo disfarçado de cordeiro a todo mundo. Então, Dr. Souto, acho que tem muitos aspectos dessa iniciativa que gente pode atacar. A gente pode atacar o próprio bias dessas pessoas serem e já terem crenças veganas ou de estarem banhadas em interesses políticos de empresas que propagam o consumo de grãos. A gente pode atacar a parte científica que embasou toda essa dieta nova. A parte científica basicamente não existe de tão fraca que é. Então, tem várias fachadas que a gente pode atacar, mas eu acho que o cerne disso é que, realmente, é uma coisa… É um castelo construído numa base de areia que só vem, novamente, para prejudicar a população bem intencionada com uma diretriz para aplicar para o planeta inteiro, como se todo mundo fosse igual. Bom, enfim. O que a gente tem a dizer sobre isso? A mais do que isso.

Dr. Souto: É um assunto grande. É um assunto importante. Mas o principal, que eu acho que nossos ouvintes têm que entender é assim. Está havendo uma grande ofensiva do campo vegetariano, vamos dizer assim. E essa ofensiva é uma ofensiva que vira e está vindo por vários lados e por vários ângulos ao mesmo tempo. Talvez seja um pouco de pessimismo do que eu vou dizer, mas acho que tempos difíceis virão pela frente no sentido de que talvez a gente consiga sim imaginar um mundo daqui uns anos em que… Para ir num restaurante e comer carne, ele vai ter que ser um restaurante que só pessoas que comem carne vão, como na época que existia restaurantes com fumódromo, onde só os fumantes iam naquela área para não incomodar os outros… Porque as outras pessoas vão olhar você comendo carne e vão achar que você é um troglodita.

Rodrigo Polesso: Uma segregação.

Dr. Souto: O que nós estamos vendo é um ataque em grande escala. Tem um texto muito bom da Georgia Ede. A gente já falou de textos dela outras vezes. Ela é muito boa. A Associação Brasileira Low Carb traduziu esse texto. Ele está disponível. Nós vamos botar o link depois no episódio. No início tem uma introduçãozinha, um parágrafo que resume isso que o Rodrigo falou que é assim. No último dia 17 foi lançado uma grande operação mundial de marketing e de mídia, o EAT-Lancet. O EAT-Lancet é uma organização não-governamental criada por Gunhild Stordalen, uma bilionária sueca vegana, com uma clara agenda de demonização do consumo da carne. A EAT congregou 37 cientistas de vários países. O Rodrigo já falou, o líder deles é o Walter Willett, que é o chefe da Escola de Saúde Pública de Harvard e que publica tudo contra carne há muitos anos. Todos com forte viés vegetariano. Reuniu fundos de gigantes tais como a Cargill, Nestlé, Pepsico, Kellogg’s. E, curiosamente, pessoal, todo esse pessoal, todas essas empresas têm muito a lucrar com essa ideia. Vocês já pensaram nisso? E agregou o apoio político e financeiro de gigantes do Vale do Silício, incluindo o Google e a Bill Gates Foundation. Como praticamente tudo o que as pessoas consomem em termos de mídia, de informação, passa por isso… Passa por Google, passa por Microsoft… Por isso que eu digo… Eu não estou muito otimista. Eu acho que o ataque agora foi muito organizado. Faz três anos que eles estão preparando isso. Isso foi semeado em toda imprensa. Houve o chamado embargo do artigo do Lancet. Quer dizer… A imprensa… Os principais órgãos de imprensa do mundo… New York Times, BBC, Washington Post, Guardian… Todos receberam antes as informações para deixar os seus artigos prontos para todos no dia 17 lançarem ao mesmo isso na imprensa mundial. E esse embargo foi combinado com todo mundo. Ninguém falava no assunto antes, que era para ser surpresa e sair no Lancet e na imprensa mundial ao mesmo tempo. Vocês entendem o tamanho do poder financeiro e de influência que está por trás disso? Existe uma combinação… Esse grupo de pessoas que está por trás dessa EAT Foundation, além de conter muitos bilionários e empresas muito poderosas, esse grupo tem pessoas que são influentes na Organização Mundial de Saúde e na ONU. Então, nós estamos vendo uma coisa muito grande. O que eles misturaram nesse estudo aí foi a ideia de que o vegetarianismo, o veganismo será a melhor opção para a saúde humana, o que é altamente questionável.

Rodrigo Polesso: Até o Walter Willett, na verdade, falou… Apesar de ele ter uma ideia totalmente errada, ele falou… Se fosse para salvar o meio-ambiente só, eu diria para ser todo mundo vegano… O que é uma ideia falsa. Mas ele mesmo falou que ele não acredita que o veganismo ainda seja a melhor solução saudável para seres humanos.

Dr. Souto: Pois então. Mas o estudo, através de uma série de coisas enviesadas, basicamente só citando só estudos observacionais epidemiológicos… Aqueles que não estabelecem causa e efeito… Porque não custa repetir. Vai que alguém só começou a ouvir a gente semana passada. O tipo de estudo que observa o que as pessoas comem e depois vê os desfechos, ao invés de ser um experimento científico, é só um estudo observacional. Esse tipo de estudo tem vieses. Então, hoje em dia, com esse tipo de influência dizendo que comer carne faz mal… As pessoas que se preocupam com a saúde fazem de tudo para ter uma saúde melhor, acabam evitando a carne. Então, quando a gente olha um estudo observacional e vê que pessoas que evitaram a carne têm um desfecho de saúde bom, a gente pode estar simplesmente vendo as pessoas que são os escoteiros do grupo, aqueles que se cuidam mais, que praticam atividade física, cuidam do peso, não fumam, não bebem e a carne não tem nada que ver com isso, é só um marcador. Mas enfim… O que eu quero dizer para as pessoas é… Isso está se tornando uma espécie de novo pensamento único. E isso foi linkado à história do aquecimento global. Alguns anos atrás foi feito um estudo na ONU e esse estudo acusou a pecuária de ser um grande contribuinte para o aquecimento global. Posteriormente, se mostrou que isso era falso, que o estudo tinha um erro fundamental… Porque o estudo pegou toda a contribuição sistêmica de produção de gases do efeito estufa da pecuária, ou seja, desde a produção da soja que nos Estados Unidos é utilizada para fazer a ração para alimentar o gado

Rodrigo Polesso: E contou tudo isso, né?

Dr. Souto: É. E o fertilizante que é produzido com petróleo para fertilizar a soja. Veja bem, gado normal não come soja, come grama. Não tem nada disso. Esse é um problema norte-americano. Aqui no Rio Grande do Sul gado come capim. Mas, ok. O transporte para levar o gado até o abatedouro, sabe? Ele contaram tudo, tudo, tudo. Mas quando comparar quando as emissões dos veículos, por exemplo, eles compararam só com a emissão dos veículos, ao invés de ter feito o que eles tinham que ter feito, que é todo o gasto energético que é feito para minerar o ferro que vai dar origem ao aço que vai ser usado para fazer o carro, o transporte deste aço. Entendeu? Eles não fizeram isso. Eles mediram as emissões dos veículos. Bom, então era para ter medido (desculpa a linguagem) só o peido do gado, entendeu? Só as emissões do gado.

Rodrigo Polesso: Mas de fato eles se referiram exatamente ao pedido do gado como sendo a maior causa.

Dr. Souto: É. Então, assim, o que que acontece? O gado come a grama. Essa grama tirou o CO2 da atmosfera e formou grama. Aí o gado come a grama e libera o CO2 para a atmosfera. E aí, a grama que foi comida cresce de novo e capta o CO2 da atmosfera. É um ciclo. Não está se criando CO2 novo. O gado não cria CO2 novo. Sabe que é que cria CO2 novo? É quando a gente tira o petróleo das profundezas da Terra, porque aquele é um CO2 que está sequestrado há 200 milhões de anos e é para ficar lá. Então, gado não cria CO2 novo. “Ah, mas aí o gado que come ração com a soja… E a soja é feita em monocultura e fertilizada…” Bom, aí vocês estão falando o quê? Da forma errada de criar gado.

Rodrigo Polesso: Todo mundo é contra a forma errada. Tudo isso a gente concorda.

Dr. Souto: Exato. Então, assim, nós concordamos que o gado deveria ser criado a pasto. Nós concordamos que a mono… Agora, a monocultura para este grupo de pessoas aqui só é ruim quando é para fazer ração para o gado. Agora a monocultura para fazer o tofu… Aí não cria CO2? Aí não tem problema do fertilizante oriundo do petróleo? Então, ele é um texto na realidade ideológico. Ele é escrito por organizações e pessoas que já se convenceram de uma forma quase religiosa de que o caminho para a humanidade… A verdade, a vida, o evangelho é o vegetarianismo. Então, vamos tentar fazer todas as ações de marketing possíveis e vamos fazer um relatório científico que nós vamos escolher a dedo 37 que já concordam conosco para um relatório que mostra que é bom para o ambiente e bom para as pessoas. A reportagem sobre o estudo fala sobre 14 gramas de carne, mas na realidade o estudo fala em 0 a 14, mas sugerem que a média seja 7 gramas de carne. Eu li tweet esses dias e achei sensacional. Quando eu passo fio dental no meu dente de vez em quando sai uma coisa na pia que pesa 7 gramas de carne.

Rodrigo Polesso: Boa. Eles só falaram de 7 a 14 gramas de carne para não dizer que era sem carne e ficar óbvio que era uma iniciativa vegetariana.

Dr. Souto: É claro! Tanto que eles botam 0 a 14. O peixe é 0 a 28. Então… Nesse texto da Vitoria Ede… Depois vocês podem ler, ele é um texto longo… Desculpa, da Georgia Ede. Nesse texto, ela lá pelas tantas comenta assim… Ômega 3 é importante. Mas aí eles dizem… Mas as pessoas podem obter Ômega 3 de coisas como linhaça, canola. Só que esse Ômega 3 que tem nessas plantas é Ômega 3 de cadeia curta, chamado ácido alfa-linoleico, o ALA. E esse não é o que o corpo precisa. O corpo precisa converter ele em DHA e EPA. Só que nosso corpo praticamente não consegue fazer isso. Então, quando eles dizem… Ah, mas peixe é uma boa fonte… Bom, se eles estão admitindo que precisa do peixe, porque eles botam que peixe pode ser consumido de 0 a 28 gramas? Bom, se a pessoa consumir 0 peixe… Ela vai ser deficiente em EPA e DHA. Então, sabe, é cheio de incongruências o relatório, mas basicamente é uma forma esperta sabendo que a maioria das pessoas não conhece o assunto, não vai ler o estudo original mesmo, e vai entender… O certo é isso aí. Comer o mínimo possível de animais e isso vai salvar não só a saúde das pessoas, mas também o planeta. Bom, que é que está patrocinando isso aí? O Rodrigo já falou para vocês. Até vou na parte do texto da Georgia Ede onde ela diz isso aqui. A fundação EAT que colaborou com o Lancet para produzir o relatório foi fundada pela bilionária norueguesa e ativista dos direitos dos animais Gunhild Stordalen. A EAT recentemente ajudou a lançar o Fresh, que é um acrônimo que significa Reforma de Alimentos para a Sustentabilidade e Saúde. Bom bonito o nome, né? Uma parceria global de cerca de 40 empresas, incluindo Barilla, que é a maior produtora de macarrão, Unilever, que fabrica carnes fake, né? Carnes artificiais, carnes vegetais.

Rodrigo Polesso: Todo tipo de coisa.

Dr. Souto: Salsichas feitas de vegetais. Hambúrgueres feitos de vegetais. E fabrica óleos vegetais. Kellogg’s, que fabrica cereais. Pepsi que fabrica bebidas açucaradas. E um detalhe muito interessante! Dentro das coisas que eles permitem nessa dieta, eles permitem mais açúcar do que carne.

Rodrigo Polesso: Essa é boa.

Dr. Souto: Então, assim… Se alguém acha que essas empresas tiveram alguma influência, nisso, pensem nisso. Carne não pode comer, mas açúcar pode.

Rodrigo Polesso: Exatamente.

Dr. Souto: Falando de açúcar adicionado. Eles permitem açúcar adicionado. Eu não estou com os números na frente aqui, mas acho que é… Não sei se 20 e poucos gramas de açúcar adicionado, um negócio assim. É mais do que carne.

Rodrigo Polesso: Mais do que carne. Eu sei que o pessoal provavelmente vai comentar, ainda pegando o link daquele assunto da pecuária e do dióxido de carbono. Muita gente comenta, porque o pessoal assiste muito Netflix hoje. Então, muita gente deve ter assistido aquele documentário Cowspiracy lá na Netflix. Se você assistir esse documentário com olhares críticos, você vai entender como é possível você passar uma mensagem, como é possível você orquestrar um argumento de forma inteligente, bem produzida para você passar uma mensagem. Esse Cowspiracy foi feito… Um documentário feito por vegetarianos e veganos para passar a mensagem do vegetarianismo e do veganismo de forma disfarçada de ciência, pessoal. Assim como o What The Health, que também está lá no Netflix, que a gente já fez um podcast inteiro sobre isso. Você pode procurar What The Health na Tribo Forte e você vai achar. É a mesma coisa. Um documentário feito por veganos e vegetarianos de forma a passar essa mesma mensagem disfarçada de ciência para as pessoas. Então, se você ver com os olhos críticos, você vai entender, por exemplo, que eles usam estudos como esse que o Dr. Souto falou falando que o pedido da vaca causa o efeito estufa. Uma vez que não foi calculado exatamente o pedido da vaca em si, mas calculado tudo de forma errônea, e comparado a simplesmente o pedido do carro, sem comparar de forma justa as duas coisas. Má ciência tentando enganar as pessoas e passar uma filosofia, instruir a população em massa sobre uma crença que eles têm e não realmente persuadir as pessoas de forma justa e íntegra, na minha opinião.

Dr. Souto: Só que o problema é que essa crença, essa filosofia está sendo abraçada por gente com muito dinheiro. Porque assim… Hoje em dia, quem é que realmente tem o poder econômico, quem é que manda no mundo? É o Vale do Silício. Então, se a gente convence o Facebook, o Google, a Microsoft… E esses são donos de conglomerados de mídia… Se a gente convence essas empresas, essas pessoas, os seus CEOs, os seus think tanks, como a gente chama… Se a gente convence essas pessoas de alguma coisa, bom, significa que o mundo vai ser influenciado e caminhar para aquilo lá. Ou seja, se vocês achavam assim que já era difícil antes, acho que vai ficar pior.

Rodrigo Polesso: Eu acabei de ver no Twitter. Tem gente que é muito bom, mas não ganha essa exposição toda… Que estava falando já, o Frederic Leroy. Ele estava falando dessa questão do EAT meses antes de ser publicado esse relatório. Ele vinha falando… Pessoal, vai vir janeiro e vocês vão ver. E durante todos os meses antes ele vinha publicando o background, toda essa influência do dinheiro, todas essas coisas envolvidas nessa publicação. Uma das coisas que ele postou aqui… Eu estava falando em… Você acabou de falar que tem muita gente importante por trás dessa crença do veganismo e vegetarianismo. Um screenshot que colocou aqui é um príncipe saudita que está numa missão de veganizar o oriente médio. Então, você vê só… É um príncipe saudita. Lá não é muito assim… Ah, vamos ter democracia. Não, se ele decidir colocar a lei, ferrou, pessoal. Não é democracia.

Dr. Souto: O ex-presidente Bill Clinton também é vegetariano. Também a Clinton Foundation está apoiando a EAT. Então, assim, é muita gente importante, muita gente poderosa. E como as pessoas praticamente comem e digerem tudo o que elas veem na mídia, então é assim… Quando algum de vocês que está nos ouvindo falar alguma coisa, a pessoa vai dizer… Tu que está certo e a Rede Globo está errada, o New York Times está errado, a BBC está errada, a ONU está errada, a Organização Mundial da Saúde está errada? Nós chegamos num ponto de pensamento único. Então, a única coisa que eu consigo tirar de bom de tudo isso é que eu acho que a carne vai baratear.

Rodrigo Polesso: Por causa da demanda, né?

Dr. Souto: É, por causa da demanda. Vai ter um monte de gente comendo ração, engordando que nem o gado, né? Porque gado e porco engordam comendo grãos, né? Um dos apoiadores da EAT-Lancet é a Novonordisk que a maior fabricante de… insulina! Olha que interessante, pessoal. Por que o fabricante de insulina está patrocinando um negócio para uma dieta que vai melhorar a saúde do mundo e evitar o aquecimento global? É o maior fabricante de insulina do mundo.

Rodrigo Polesso: Então bem intencionados, né?

Dr. Souto: É isso aí, bem intencionados.

Rodrigo Polesso: Então, pessoal, vocês sacaram qual é a história. Vocês vão ouvir falar provavelmente muito sobre essa questão. E quando ouvirem falar, levantem a orelha do senso crítico, porque tem muita sujeira envolvida nisso. A gente não consegue exaurir todas as questões aqui nesse podcast. Você pode se aprofundar, pesquisar por aí, enfim, fazer seu próprio trabalho. Mas a gente já avisa para você que é um lobo vestido de cordeiro, pessoal. Então, muito cuidado, ok? Muito cuidado, porque eles vão vir com força e de força orquestrada.

Dr. Souto: Se vocês quiserem ler esse bom artigo, deem uma olhadinha lá em ablc.org.br e cliquem lá em cima em publicações. Está aberto ao público.

Rodrigo Polesso: Perfeito. Façam isso que vocês vão ver o tamanho da sujeira e vão entender que sim, pessoal. É possível que toda a mídia grande esteja errada em muitos aspectos. É possível que a gente esteja sendo enganado sim. É possível. Bom, olha só… Caso de sucesso de hoje. Quem mandou para a gente foi a Maria. A Maria perdeu 16,7 quilos. “Hoje, 1 ano depois de fazer minha transformação alimentar, eu peso 73. Eu estou com todos meus exames impecáveis, a minha autoestima mudou completamente e me considero 100% saudável.”

Dr. Souto: Mas o que ela fez? Ela parou de comer carne?

Rodrigo Polesso: Parabéns para a Maria. Com certeza não. Provavelmente o oposto disso, na verdade. O que ela fez foi aumentar a densidade nutricional da sua dieta. E como é que ela fez isso? Consumindo os alimentos mais nutritivos, que coincidentemente são os alimentos de fonte animal, né, pessoal? Pelo amor de Deus. Isso é fato, não é nem especulação. A Maria seguiu o programa Código Emagrecer de Vez. …Que instruiu você a fazer isso… Se seu objetivo é emagrecimento passo a passo. Então, chega lá. Dá uma olhada no CodigoEmagrecerDeVez.com.br para você ver se pode aplicar para você também o seu objetivo, pessoal. Tem tantos… Outra coisa que eu lembrei de falar… Você falou de uma ofensiva vegana, uma ofensiva vegetariana. É que existe também um movimento crescente, pessoal, de ex-veganos. O ex-vegano não é uma pessoa, pelo o que eu tenho visto, que tipicamente está arrependida de ter virado ex-vegano. É uma pessoa que vira completamente a casaca, veementemente contra o veganismo. É uma pessoa que vem e começa… Joga na tela tudo o que ela estava passando, todas aquelas frustrações que ela estava passando durante o veganismo. Por exemplo, agora… Se você é vegano e está ofendido, tudo bem. Tenho direito a minha opinião. Mas muitas pessoas estão com problemas de saúde, estão obesas, sei lá e resolvem ser veganos. E aí obtêm uma melhora de curto prazo, mas alguns meses depois você começa a ter problemas que você nem sabia que tinha antes. Problemas intestinais, problemas de pele. Aí você vai procurar onde? Vai procurar na sua esfera de veganismo por soluções. O que você vai encontrar em fóruns e etc.? As pessoas vão te dizer… Não, relaxa, isso é detox. É seu corpo se detoxificando. Todos esses problemas de acne, pele, intestino irritável… Enfim… Prisão de ventre… Todos esses problemas… Cansaço… Neblina mental… Tudo isso é detox. Messes depois, pessoal. Então, você se engana, se engana, se engana. Se esforça. Continua comendo carne de soja. Coisas que imitam salsicha, frango. Coisas que imitam hambúrguer. E se força se martiriza. Até que chega num ponto, numa situação que ou você muda ou você morre. Aí você muda. Você para de ser vegano, retorna a consumir os alimentos mais nutritivos da face da Terra e nova uma verdadeira mudança e melhora em todos esses sintomas. Aí você começa a atacar de fato esse xiitismo que você mesmo estava seguindo antes. Então, existe um movimento que eu tenho visto de ex-veganos. Agora tem tempo suficiente, à medida que vai crescendo a popularização dessa filosofia… Mais pessoas tentam, mas mais pessoas acabam percebendo que ao longo prazo parece não ser uma boa ideia mesmo. De forma geral claro, tem sempre exceções. Enfim… Não quer falar sobre veganismo não, né, Dr. Souto?

Dr. Souto: Eu tenho medo.

Rodrigo Polesso: Não precisa ter medo, eles não… Não vou falar porque vai piorar. Vou começar a ofender as pessoas de fato.

Dr. Souto: Deixa assim.

Rodrigo Polesso: Deixa assim. Beleza, pessoal. Olha só. Vamos falar o que a gente comeu na última refeição de hoje. Bom, eu vou começar aqui então. Eu acabei de ter o almoço em homenagem ao estudo EAT, da nova saúde planetária. Eu resolvi comer 400 gramas de carne no almoço, sendo 200 gramas de tilápia fresca, na verdade. Tilápia fresca aqui da Costa Rica. E 200 gramas de fígado de boi local também. Ou seja, minha cota provavelmente anual já acabou de carne. Mas, enfim, porque minha preocupação é com o ambiente, é em patrocinar as pessoas que criam gado e peixe de forma correta. É com a minha saúde. Eu resolvi decididamente fazer o oposto do que essa saúde planetária recomenda. Enfim, Dr. Souto, o que você comeu na última refeição? Você aderiu ou não à saúde planetária?

Dr. Souto: Eu não aderi à saúde planetária. Eu comi uns quatro bifes hoje no almoço.

Rodrigo Polesso: Ferrou então o ano inteiro também.

Dr. Souto: Mas eu comi também um pouco de moranga. Acho que moranga aí já ajuda o planeta, não ajuda?

Rodrigo Polesso: Aí já é aprovado.

Dr. Souto: Aí já é aprovado. Comi isso aí. Acho que tinha uma abobrinha também temperada, uma coisa assim, que também imagino que ajude o planeta, ao contrário do bife.

Rodrigo Polesso: Ao contrário do bife. Pessoal, é isso. A gente nasce com o instinto já pelas coisas que ajudam nossa saúde. O bebezinho não faz cara feia para o brócoli por acaso, pessoal. A natureza sabe o que faz ao longo de milhões de anos. Milhões de anos. A gente tem que parar de tentar ser mais esperto que milhões de anos de evolução natural. Enfim, a gente podia ficar a noite inteira aqui conversando sobre isso. Bom, é isso, pessoal. É esse o assunto de hoje. Passe à frente se alguém começar a falar de dieta de saúde planetária. Passe isso aqui à frente. Faça sua própria pesquisa. Levante seu senso crítico. Senso crítico inteligente como a gente sempre fala aqui. E siga a gente no Instagram. Me siga lá no @rodrigopolesso. O Dr. Souto no @jcsouto. E ABLC no @ablc.org.br. Faça parte da Tribo Forte também. Entra lá em TriboForte.com.br. Enfim, tem muitas ferramentas que você pode se munir para se proteger e fazer parte do que realmente faz sentido. Tire as suas próprias conclusões. Obrigado pela sua audiência, pessoal. Semana que vem a gente está aqui novamente. Dr. Souto, obrigado por esse papo também. E claro, a gente se fala semana que vem.

Dr. Souto: Obrigado. Um abraço e até semana que vem.

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