TRIBO FORTE #156 – PERGUNTAS & RESPOSTAS 10

Bem vindo(a) hoje a mais um episódio do podcast oficial da Tribo Forte!

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Neste podcast especial:

  • Perguntas da comunidade respondidas por Rodrigo Polesso e Dr. Souto.

Escute e passe adiante!!🙂

Saúde é importante!

OBS: O podcast está disponível no iTunes, no Spotify e também no emagrecerdevez.com e triboforte.com.br

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🙂

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Ouça o Episódio De Hoje:

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Caso de Sucesso do Dia

Fabio

 

 

Transcrição do Episódio

Rodrigo Polesso: Olá para você! Bem-vindo a mais um podcast da Tribo Forte. Esse é o episódio número 156. Quem vos fala é Rodrigo Polesso e hoje a gente vai ter um podcast especial de perguntas e respostas da comunidade. É o show de diversidade, como a gente tem aqui de vez em quando e o pessoal gosta bastante. Dr. Souto, bem-vindo a este podcast, nosso bate-bola nutricional. Tudo bem por aí?

Dr. Souto: Tudo! Tudo bom, boa tarde. Boa tarde aos ouvintes.

Rodrigo Polesso: É isso aí, pessoal! Passe a palavra adiante sobre esse podcast, por sinal. Você pode escutar o podcast no Itunes, pode escutar no Spotify. Você pode ler a transcrição de todos os podcasts, é só entrar no EmagrecerDeVez.com.br. Você pode, inclusive, pesquisar o que já foi dito em podcasts. É só você digitar na busca, você vai procurar em todas as transcrições já feitas. É uma base riquíssima de informação. Então, passe adiante isso aí! A gente está aqui há mais de 50… 156 podcasts compartilhando semanalmente aqui o que a gente tem de melhor para te ajudar a viver melhor e na melhor forma física. Tudo gratuitamente para você. Ok! Primeira pergunta, quem mandou para a gente foi… Eu nem lembro das perguntas, vai ser novidade para mim também. A primeira pergunta vem do Thomas Jéferson, olha que nome interessante, Thomas Jéferson! Ele perguntou: “Quando começo o jejum intermitente às 20 horas, quando acordo de manhã eu acordo cheio, como se eu tivesse comido a noite inteira. Isso é normal?” Dr. Souto, o que você diria para um cara desse?

Dr. Souto: Quando ele começa o jejum intermitente às 20 horas, então, eu imagino que ele tenha sua última refeição às 20 horas. É isso será?

Rodrigo Polesso: Eu acho que sim, pelo que eu entendi.

Dr. Souto: Eu não sei se isso é uma queixa ou uma vantagem, não é?

Rodrigo Polesso: Eu acho que nesse caso é uma queixa.

Dr. Souto: Porque, se a pessoa janta, acorda sem fome, é só pular o café da manhã que essa sensação de estar cheio deve mudar.

Rodrigo Polesso: Vamos responder sendo bom ou ruim. Se ele se sente em vez de cheio, satisfeito quando acorda e acha estranho que talvez não tenha vontade de comer no café da manhã. Ou talvez se ele se sente estufado ainda de manhã quando ele acorda, que eu acho que é bem mais raro de acontecer, mas enfim…

Dr. Souto: Eu diria o seguinte, dentro desses estudos sobre time restricted feeding, quer dizer, alimentação restrita no tempo, janelas alimentares mais curtas, que é um assunto que meio que se sobrepõe ao jejum intermitente, não deixa de ser uma forma de jejum intermitente. Os estudos têm apontado que pode eventualmente ser melhor pular a janta e comer de manhã e comer no almoço, do que pular o café da manhã e comer no almoço e na janta. Para este nosso ouvinte talvez isso se aplique ainda mais. Se ele realmente tem uma sensação de que não digere direito de noite, de que talvez o estômago leve muitas horas para esvaziar quando ele come de noite, quem sabe ele tenta modificar o método que ele está fazendo de jejum intermitente e consumir bem pouquinho alimento de noite, ou então comer bem cedo. Sabe que é uma coisa… O Rodrigo que viaja bastante vai confirmar o que eu vou falar para vocês, mas é uma característica dos países latinos jantar tarde.

Rodrigo Polesso: É verdade.

Dr. Souto: Então, assim, para nós não é raro comer às 21 horas, ou até mais tarde do que isso. As pessoas jantam fora às 9 e meia da noite, 10 horas. Enquanto que nos Estados Unidos, no Canadá, nos países não latinos, a janta é uma coisa que acontece muitas vezes às 6 da tarde. As pessoas marcam para jantar fora nesse tipo de horário, às 6:30… 19 horas.

Rodrigo Polesso: 17:30 até, na Noruega.

Dr. Souto: Então, pode ser que esse nosso ouvinte… O ritmo circadiano do corpo dele funcione melhor se ele fizer uma janta bem cedo, ou mesmo se ele não jantar, se ele achar que isso funciona, se ele não tiver muito apetite à noite. Porque isso não é religião. Então a gente não precisa dizer assim: já que vai fazer um jejum intermitente não pode tomar nada a não ser água de noite! Não. Faz um bom almoço e de noite come uma coisinha pouca. Come umas nuts, come umas azeitonas, uns pepininhos só para não ficar zerado e não ir dormir com fome. Mas essa pouquinha coisa pode ser que não dê essa sensação nele de manhã. É difícil a gente fazer um diagnóstico à distância assim, mas eu acho que não custa tentar.

Rodrigo Polesso: Não custa tentar. E outra, especulando, porque a pergunta não está muito clara se você se sente cheio no sentido negativo (estufado, como se tivesse comido a noite inteira como você falou), o óbvio é você pensar: o que eu estou comendo à noite? Talvez você está comendo alguma coisa que está te fazendo mal, que está te inchando, está te atrapalhando o organismo em toda janta, e você acorda sempre ruim. Então, tem que olhar nas constantes do seu dia a dia e nas variáveis para tentar ver o que está acontecendo, o que pode te dar uma dica do que está acontecendo. E outra, se você acabar de comer às 20 horas e fazer o café da manhã às 7 horas, nem conta como jejum intermitente. Esse é outro ponto também. O mínimo seria de 12 horas, pelo menos. Seria o mínimo para se chamar de jejum intermitente. E na minha opinião não contaria também, teria que ser mais. Porque o esperado é que você jante às 20 h e vá comer o café da manhã às 8 h? A galera come às 20 h, 21 h e vai tomar o café da manhã às 6 h, 7 h… É menos de 12 horas. Mas, enfim, são várias as coisas que a gente podia discutir sobre esse assunto. A próxima pergunta é da Marisa Maciel. Ela perguntou: “Posso fazer ginástica…” Fazia tempo que eu não ouvia essa! “Posso fazer ginástica sem o café da manhã? Faço e me sinto bem. Mas ficam me dizendo que eu estou queimando minha massa magra. É verdade?” Bom, o que eu vou dizer para essa mulher aqui, dr. Souto? Se você se sente bem é um sinal do teu corpo que está tudo joia. Porque se não fosse bom para o seu corpo você se sentiria mal. Então vamos acreditar e confiar mais no nosso corpo do que em amiguinho por aí que não sabe o que diz. Outra coisa, o que queima massa magra é falta de exercício, é má nutrição. Não é você não comer o café da manhã hoje e acordar e acordar amanhã com a metade dos músculos! A natureza não é burra! O que faz você perder massa magra é a falta de uso dessa massa magra e a falta de uma dieta nutritiva, no caso por exemplo, quantidade suficiente de proteína. Mas é muito raro as pessoas não comerem uma quantidade suficiente de proteína para manter pelo menos a massa magra, se essa massa magra está ativa. Então, não é um café da manhã que vai salvar a sua massa magra. Por sinal, tem estudos em jejum bastante prolongados em dias sem se alimentar, que mostram que a perda de massa magra é praticamente inexistente mesmo você não comendo por dias. E se você se exercitar durante esse período, isso é melhor ainda para a situação. Então, dr. Souto, não sei que input você tem para a nossa amiga, para tentar ajudar na dúvida dela.

Dr. Souto: É que quem diz isso está baseando isso em nada… Baseando isso em senso comum. E o problema é o seguinte, se fosse para se basear em senso comum, não precisava ter feito um curso superior. Porque senso comum todo mundo tem. Senso comum é basicamente uma média do pensamento coletivo. Então é de se esperar que, sei lá, profissionais de educação física ou nutricionistas se baseiem em ensaios clínicos randomizados, no PubMed. E lá é o que o Rodrigo falou. Quer dizer, desde que a pessoa tenha um consumo adequado de proteína dentro das 24 horas, não só a pessoa não perde massa magra, como pode ganhar. Hoje em dia a discussão é se… Porque até pouco tempo atrás se dizia, e o pessoal diz ainda, que precisa consumir proteína dentro de uma janela de uma hora antes até uma hora depois da atividade física para poder aproveitar melhor aquilo lá. E tem metanálise mostrando que isso aí já caiu por terra. Desde que o consumo de proteína seja adequado dentro das 24 horas, está bem. Ou seja, se a pessoa não comer antes, for lá treinar em jejum, mas durante o resto do dia comer, o corpo se vira. Caso contrário seria difícil explicar como a nossa espécie conseguiu se virar durante o paleolítico no período que não tinha supermercado, não tinha whey protein, não tinha nada disso e as pessoas saíam para fazer exercício, para procurar comida e para caçar quando elas estavam de estômago vazio e não de estômago cheio.

Rodrigo Polesso: Exatamente!

Dr. Souto: E se elas queimassem todo o seu músculo, como elas iam poder lançar uma lança, ou correr, ou atirar uma flecha? Então, a coisa é irracional em princípio só pensando. Mas como a gente não pode só pensar, a gente também tem que ver como as coisas são na realidade, a gente vai no PubMed e vê os ensaios clínicos. Então, havendo proteína o suficiente dentro das 24 horas e o músculo sendo treinado, não, não se perde. Inclusive, pode-se ganhar massa magra.

Rodrigo Polesso: Feito! É isso mesmo! A próxima pergunta eu coloquei aqui porque tem muitas variações dela, o pessoal posta muito lá no YouTube essa pergunta para mim. Quem vem é a Jô Alves. Ela pergunta: “Bom dia, gostaria de saber se o cuscuz engorda. Obrigada.” Variações dessa pergunta que eu vejo direto é: Rodrigo, pode cuscuz? Eu falo de arroz e o pessoal: mas e o cuscuz, pode? Pessoal, cuscuz é trigo, tá? É 100% amido, é a mesma coisa do trigo. Tem cuscuz de outras coisas, mas essas outras coisas são amido também. Então, tudo o que se aplica a amido, que é alta energia, baixa quantidade nutricional, se aplica a isso também. Ou seja, não vai te ajudar a emagrecer, necessariamente. Você pode emagrecer comendo? Claro, desde que você coma menos do que o teu corpo precisa de densidade calórica por dia. Mas o cuscuz é fraquíssimo em nutrientes e é basicamente fonte de energia. É basicamente isso. Cuscuz é isso, não é porque o nome é cuscuz que vai se tornar mágico. Inclui no mesmo saco do arroz e da batata, com um ponto um pouco negativo por ser derivado do trigo. Não sei, dr. Souto se tem gente que pergunta para você sobre o cuscuz. Acontece bastante comigo.

Dr. Souto: Eu acho que essa pergunta para mim não é tão frequente. Mas eu estava pensando enquanto você estava falando, que no fundo isso está dentro daquela categoria das pessoas acharem que determinada coisa pode fazer bem se ela for do bem e fazer mal se ela for do mal. Lembra aquele episódio que a gente falou do composto TMAO, que quando está na carne vermelha eles acham que faz mal, mas quando está no vegetal eles acham que faz bem. O TMAO é sempre o mesmo TMAO. Se ele faz mal, ele faz mal. Se ele faz bem, ele faz bem. Então o trigo é trigo e o amido é amido. Se o amido está no cuscuz, se o amido está na polenta, se o amido está no pão, se o amido está na batata, se o amido está na aveia, é o mesmo amido. Então, se você, na sua estratégia alimentar, optou por uma alimentação nutricionalmente densa, baixa em carboidratos, que vai dar saciedade, vai permitir manutenção ou redução do peso sem esforço. Bem, se você fez essa opção, comer pão ou cuzcuz dá na mesma. É como o Rodrigo disse, não é porque agora ele não está sendo chamado de pão e está sendo chamado de cuscuz, que o amido que antes prejudicava agora não prejudica. Se é amido, é amido. Se você quer evitar carboidratos na sua dieta não adiante trocar o nome dele.

Rodrigo Polesso: É igual aquele… Acontece muito isso com o açúcar também. Ah, o açúcar branco todo mundo sabe que faz mal, mas se for o açúcar demerara, ou se for açúcar de fada, açúcar, sei lá, de camundongo do nordeste… Se o nome for mágico, exótico e diferente, agora o açúcar faz bem. Pessoal, vamos ganhar sobriedade!

Dr. Souto: É isso aí!

Rodrigo Polesso: Beleza, tem mais duas perguntas aqui. Deixa eu ver se coloquei uma que eu estava pensando… Coloquei! A última pergunta você vai gostar, dr. Souto. É boa. É um novo alimento que vai resolver tudo. Nosso podcast vai se tornar deprecated depois disso aí. Nosso podcast vai ser não mais necessário depois que as pessoas descobrirem esse super alimento. Mas eu já faço essa pergunta. Antes disso, aquele breakzinho que a gente tem em todo episódio para contar e divulgar casos de sucesso que as pessoas mandam para a gente voluntariamente. Quem mandou foi o Fábio Martins, ele falou: “Hoje completei 1 mês e 27 dias que comecei a me alimentar direito seguindo as dicas. Já emagreci 15 kg. Hoje sou grato a ele por me devolver minha autoestima.” Olha só, pessoal, 1 mês e 27 dias e ele emagreceu 15 kg seguindo a alimentação forte! Meus parabéns! Resultado rápido quando você para de intoxicar o corpo e começa a satisfazer o seu paladar com alimentos verdadeiramente saborosos e nutritivos, o que infelizmente não inclui o cuscuz. Mas tudo bem, porque inclui outras coisas como bacon, churrasco. Então é uma troca bastante justa. Se você quer aprender passo a passo a fazer isso também, entre aí no Programa Código Emagrecer de Vez acessando o site CodigoEmagrecerDeVez.com.br. Vamos lá! Deixa eu ver qual é a próxima pergunta aqui. Quem mandou para a gente foi a Aline Tavares. Ela escreveu: “Conheci o jejum intermitente com o seu canal e o meu peso inicial era 76 kg. Em 2 meses eu pulei para 68 kg sem passar fome. Agora quero apenas mantê-lo. Como eu faço?” Então, eu coloquei essa pergunta pelo seguinte, as pessoas são acostumadas a pensar no paradigma das dietas. Que dieta é um esforço intermitente que a gente faz na nossa vida. Dieta é uma coisa que a gente faz que tem um começo, com muito amargor e antecipação, a gente sabe. E depois tem um fim, que hopefully não é tão longe do começo. Então as pessoas já começam uma intervenção alimentar achando que vai ter um fim para elas poderem retomar o estilo de vida delas normal. É inerente desse paradigma o sofrimento. E só funciona, quer dizer, a dieta justamente não funciona porque não é sustentável a longo prazo, porque é sofrida, porque não é uma coisa normal, não é uma coisa que você consiga levar como estilo de vida. Então ela seguiu o jejum intermitente, não sei como ela fez, ela perdeu o peso que quis perder e agora quer manter. Na verdade, quando você segue o estilo de vida correto você ajusta, vai atingir o peso normal e vai manter esse peso sem esforço nenhum, meramente continuando a fazer o que você tem feito para perder esse peso e retomar a melhor forma da sua vida. Não tem porque você voltar a se intoxicar novamente. Você não vai sentir também necessidade de parar isso aí, porque isso te faz sentir bem e isso é uma forma fácil de seguir no dia a dia. Então, basicamente o problema das dietas, novamente aqui e respondendo para ela, se o que você fez para chegar nesse peso foi uma coisa prazerosa, correta, feita de forma correta, você simplesmente pode manter isso que o seu peso não vai voltar. Não é verdade? Você não precisa voltar a comer brownie agora para manter o peso e você não vai continuar emagrecendo eternamente. Tem gente que tem medo disso também.  Você não vai. Respeite seu corpo. Respeite a sua fome. Quando o metabolismo está funcionando, o sistema hormonal está funcionando, o seus sensores de saciedade funcionam corretamente também. É só voltar a prestar atenção neles como sempre foi ao longo dos milhões de anos de evolução. Dr. Souto, o que você tem a dizer?

Dr. Souto: Eu acho que você fez uma série de boas colocações. Realmente, o mindset das pessoas tende a ser isso de que tem haver sofrimento. E esses é um dos motivos da incredulidade de muitas pessoas no que diz respeito a uma alimentação forte, uma alimentação low carb…

Rodrigo Polesso: Muito fácil, não é possível que funcione…

Dr. Souto: É muito fácil, não pode ser verdade. Então, a pessoa pensa… Se eu não estou passando fome, se eu não estou sofrendo, se eu não sinto aquela dor no estômago de fome… Como é que eu vou colher os resultados disso? E isso está na cultura. Basta ver esses reality shows tipo Biggest Loser onde as pessoas choram na televisão porque estão com fome e não podem comer… E têm que fazer uma quantidade insana de exercício… Quando a pessoa está cansada, fica um treinador gritando… “Seu maricas! Faz mais!” Então, assim… E aí no fundo a pessoa pega, come comida gostosas, segue aquelas receitas deliciosas que tem ali na Tribo Forte e perde peso. Então, acho que isso aí foi bem colocado. A outra coisa que você falou que é na mosca é assim… Não corre-se o risco de perder peso indefinidamente até sumir. O corpo entra simplesmente num outro ponto de equilíbrio. A comparação que eu gosto de fazer é com a situação da temperatura da febre. Quando a pessoa tem uma gripe, por exemplo, e fica lá com uma febre de 38, 39 graus, essa febre não vai subir até os 50 graus e a pessoa vai morrer. Ela está num setpoint mais alto, que é o da febre, que não é correto, não é saudável… Estar ali 38, 39. Quando a infecção melhora, a pessoa toma um analgésico, o contrário também não acontece. Ela não corre o risco de daí baixar para 33, 30, 29 graus. A febre baixa até a temperatura normal, 37, 36,5 e para de baixar. Então, quando a gente faz uma alimentação correta, a gente perde peso, mas chega uma hora que para, mesmo que a alimentação não mude, que a pessoa continue fazendo seu low carb, sua alimentação forte. Mas eu entendo a pergunta. De repente existe um questionamento do ponto de vista estético. Olha… Eu perdi peso e eu não quero ficar magra demais. Eu estou achando, sei lá, que estou com o rosto muito fino… Ou às vezes a gente ouve isso das pessoas mais velhas que dizem assim… Se eu perder mais peso do que isso vai ficar pele sobrando e u não quero. Bom… Aí é um bom problema de se ter, porque a gente pode acrescentar alguns alimentos que tendem a aumentar esse setpoint. Normalmente vão ser carboidratos, mas que a gente escolha carboidratos saudáveis. Então, pode comer um pouco mais de fruta. Pode comer um pouco mais de raizes. O que eu concordo em gênero, número e grau é o seguinte. Não vamos reintroduzir farinha e açúcar, né? Sim, você vai engordar de novo se você comer churros. Mas aí o que vai acontecer? Vai passar do ponto, vai ter a compulsão… Porque esses alimentos que misturam farináceos, açúcar e gordura e tal são alimentos que a gente perde o controle. Eles têm densidade nutricional péssima, fazem mal para a sua saúde. Então, se a pessoa está afim de aumentar 1, 2 quilos ali… Começa a reintroduzir devagarinho quem sabe uma batata, quem sabe uma fruta, quem sabe uma banana. Aí naturalmente a tendência é ganhar um pouco de peso ou parar de perder. Então, é um problema bom de ter.

Rodrigo Polesso: É bom de ter. Ou ela pode introduzir esse alimento que eu vou falar em seguida. Isso já resolveria todo o problema. Dela e de todo o resto do planeta.

Dr. Souto: E tornaria o podcast irrelevante, é isso?

Rodrigo Polesso: Irrelevante. Já vou adiantar, é mais um superalimento. Eu já ouvi falar nisso aí. Não é coisa de hoje não, mas fazia tempo que eu não via. O cara me perguntou. Quem perguntou foi o Denis. Ele falou, “Rodrigo, eu tenho visto muita gente dizendo que o pólen é um superalimento com todos os aminoácidos, minerais e vitaminas em sua composição. Eu pesquisei artigos sobre o tema, mas não encontrei grande coisa. Qual é a sua opinião?” A minha opinião é que nós não somos abelhas. A minha opinião é basicamente essa. Eu nunca vi alguém em vez de comer Sucrilhos no café da manhã pegar leite com pólen. Agora, tirando isso, pessoal, eu já vi. Tem pólen para vender sim. Fora do Brasil tem mais do que no Brasil… Polén para vender no Whole Foods. O pessoal coloca por cima de iogurte e etc. Fica uma crocância. Eu já comprei no passado, vou dizer para vocês. Não porque é um superalimento. Comprei porque falei, “Caramba! Pólen?” Inclusive eu comprei porque minha namorada estava com problema de alergia sazonal…

Dr. Souto: E você queria matar ela… Você estava com raiva dela, é isso? Ela tem alergia e você compra pólen e dá para ela.

Rodrigo Polesso: Foi até… Enfim… Mas a ideia era assim… Homeopatia, entendeu? Você coloca um pouquinho antes da primavera chegar… De pólen assim, mastiga um pouco… Para ver se você cria alguma coisa. Mas não adiantou merda nenhuma. Só para adiantar para vocês. Mas essa questão de superalimentos é ridícula. Convenhamos. É que nem aquela história, Dr. Souto, da geléia real. É a mesma coisa do pólen. Agora vamos começar a comer pó de pólen em vez de Whey Protein ou churrasco porque pólen contém todos os aminoácidos. Que beleza! Então os veganos se debruçar nesse alimento. Pessoal, pelo amor de Deus. Dr. Souto, o que você quer dizer sobre os abelhões de plantão?

Dr. Souto: Eu acho que seria bem mais saudável e nutricionalmente completo comer a abelha.

Rodrigo Polesso: Com certeza. A flor com a abelha dentro.

Dr. Souto: Porque assim… Funciona da seguinte forma. Dentro do fluxo natural de nutrientes nós temos ali as bactérias e tal… Que estão degradando produtos químicos. Então, quando morre um animal, tem as bactérias. Bom, elas fertilizam o solo e as plantas retiram aquilo ali, fazem fotossíntese. Vai lá o herbívoro, come a planta. Vai lá o carnívoro, come o herbívoro. Então, como nós estamos bem no topo dessa cadeia alimentar, o pólen está para nós assim como capim está para nós. Tipo… Precisa a vaca comer o capim para transformar o capim em carne para que aí sim tenha todos os aminoácidos, tudo concentrado, com o sabor adequado e nutricionalmente adequado para nosso curto intestino de carnívoros que cozinham. Da mesma forma, eu acho que se alguém fizer uma barrinha… Tem barra com farinha de grilo, né?

Rodrigo Polesso: Isso eu já vi sim. É protéico…

Dr. Souto: Isso sim é proteína completa. Eu realmente acho assim que existe um futuro em começar a criar esses insetos específicos para fazer farinha proteica de insetos… Fazer barrinhas e tal. Eu acho que isso faz muito mais sentido do que veganismo se o objetivo for salvar o planeta. Então, bom, quem sabe o pessoal faz uma barrinha de abelhas e essa seria uma forma indireta de consumir pólen. Brincadeiras à parte, sei lá porque que alguém faria isso.

Rodrigo Polesso: Cuidado com essa sugestão da abelha. Tem gente… Existe uma causa enorme no mundo que é a proteção das abelhas. As abelhas estão sofrendo um problema, e não é por causa das vacas, é por causa de coisas como a monocultura, coisas como o crescimento do veganismo, desse monte de babaquice, como o EAT que a gente viu… Aquela dieta planetária que é um monte de bullshit reunido num papel… Um documento que parece sério. Então, existe uma causa muito grande na vida das abelhas… Tem gente que protesta, inclusive, em nome das abelhas, porque elas têm um papel muito importante na natureza e elas estão sofrendo, diminuindo em quantidade também. Então, talvez o grilo seja mais apropriado.

Dr. Souto: Não precisa ir longe. Isso que você falou é verdade. Eu li esses dias no jornal e vou ler para vocês aqui rapidinho. Saiu no jornal Zero Hora no dia 25 de janeiro. “Apicultores buscam respostas para mortes de 400 milhões de abelhas no Rio Grande do Sul.” Saiu na Zero Hora. E o subtítulo: “Aplicação incorreta de um inseticida nas lavouras de soja é a principal suspeita para a morte de 5 mil colméias em um mês.”

Rodrigo Polesso: Está aí. Me falaram… Um vegano falou para mim recentemente que… Eu falei mal da soja… Ele falou “mas soja não sangra”. Não sangra diretamente. Mas sangrou ai 5 mil colméias de abelhas.

Dr. Souto: Você que come seu tofu tem 400 milhões de mortes nas costas só no Rio Grande do Sul.

Rodrigo Polesso: Só no Rio Grande do Sul. Está aí o sangue da monocultura. Ô meu Deus… Então, pólen não é, Dr. Souto, infelizmente, o que vai salvar a humanidade.

Dr. Souto: Pólen não é o que vai salvar a humanidade.

Rodrigo Polesso: É isso aí, pessoal. Infelizmente, é o que é. Infelizmente, não foi dessa vez. Mas vai que sai um novo tipo de pólen. Pode ser que esse talvez sim salve. Pessoal, vamos parar com essas esperanças. Enfim… é isso, pessoal. Vamos falar o que a gente comeu na última refeição. Na verdade, a gente já está gravando dois podcasts na sequência, então a gente já falou. Então, por que não comentar o que a gente está pensando em degustar na próxima refeição, que seria a janta para mim e para você? O que você tem mente? Se é que você tem em mente alguma coisa.

Dr. Souto: No momento eu estou tomando um chimarrão. É um negócio que para quem tem o hábito… Fica a dica, pessoal. Além de ser gostoso e tal, tira a fome, porque a gente fica enchendo a barriga daquele negócio. Mas eu passei no supermercado antes de vir aqui gravar isso ai e eu comprei dois hambúrgueres 100% carne de gado. Não tem tranqueira, não tem soja. Dois hambúrgueres, 300 gramas de carne. E eu comprei também moranga, essa moranga cabotiá. E uma coisa que me chamou atenção… Tudo bem, a moranga já era descascada, higienizada e tal. Se eu fosse comprar a original ia ser mais barata. Mas ela assim descascada e higienizada pronta custou mais caro do que a carne.

Rodrigo Polesso: Pois é!

Dr. Souto: Então, eu paguei 8 reais e 95 centavos pelos dois maravilhoso, deliciosos hambúrgueres 100% carne bovina. E a moranga… Tudo bem, era 500 gramas, mas é moranga. Vamos comparar a densidade nutricional. E a moranga custou 11 reais.

Rodrigo Polesso: Caramba!

Dr. Souto: Então, eu acho que se o objetivo for atingir a maior quantidade de nutrição com a maior quantidade de proteína de alto valor biológico no menor volume, com o menor número de calorias, pelo melhor preço… Fica a dica. Vai o hambúrguer.

Rodrigo Polesso: Eu gosto muito dessa ideia de ter a dieta mais eficiente possível no sentido energético e no sentido de nutrientes. Como Dr. Souto falou, menor preço… Consumir a quantidade adequada de energia, lotada da maior quantidade de proteínas e nutrientes possível. Por isso que eu não vou cometer o mesmo erro que você… Eu sempre em vez de comprar uma moranga orgânica eu compro um bife adicional. Então, eu vou comer carne moída hoje… Só que na boa… É barato. Carne moída e ovo. Eu vou misturar. Fazer carne moída e ovo e misturar isso aí tudo. Ontem eu comi sardinha em lata. Caramba, quem fala que é caro comer, fazer uma alimentação forte, pessoal, é porque não pensou… É porque não quer fazer, de verdade. É muito, muito barato. Não precisa comprar brócolis orgânico não.

Dr. Souto: E vou dar um exemplo. Se eu quisesse comer hoje somente o bife de hambúrguer esse, eu poderia pegar um deles. Portanto, daria 4 reais e pouco. Colocaria uma fatia de queijo. Uma fatia de queijo custa centavos. E colocaria um ovo frito em cima. Com essa combinação, que deve custar algo como 5 reais eu tenho uma refeição completa que me líquida o problema da janta com o mínimo de esforço. Mas eu vou dar uma dica para nossos ouvintes. A história da moranga… Você não precisa comprar moranga porque é um vegetal e o EAT-Lancet disse que vai salvar o planeta. É só porque é gostosinho mesmo. E aí dá para fazer o seguinte. Bota num prato os pedaços já descascados, bota um pouquinho de azeite de oliva… Tempera com sal e pimenta ou o que quiser… Bota direto no microondas isso aí e faz assim tipo uns 4 minutos. E se ainda não ficou bem molinho, faz mais, vai botando mais um tempo até ficar bem molezinho. Fica uma delícia. O troço mais simples que tem para fazer. Moranga não é assim super low carb, mas 100 gramas de moranga tem algo como 6 gramas de carboidratos líquidos. É pouco. E aí  bom… Combina com esse hambúrguer. Faz um hamburguerzinho, mais uma moranguinha de side dish ou de acompanhamento. Não precisa mais nada.

Rodrigo Polesso: Não, fica bom demais. Bom demais, demais. Eu me lembrei até do squash… No Brasil não sei como se chama o nome. Tipo aquela abóbora alaranjada. Se você fizer isso no forno, com manteiga e canela por cima… Meu Jesus… É uma sobremesa boa demais. E também mais baixa em carboidratos. Nem se compara a comer batata, arroz ou outras porcarias desse gênero.

Dr. Souto: Eu falei microondas, e se alguém escrever dizendo que microondas é problema, dá câncer e tal, vou bloquear e deletar.

Rodrigo Polesso: Eu falei no podcast passado, não sei… Eu gravei um vídeo agora, faz duas semanas que já está no ar… Microondas… A real sobre microondas. Digita “microondas Rodrigo Polesso” no YouTube e você vai ver. Eu fiz uma pesquisa lá quebrando as maiores objeções. Não tem porque ter medo do microondas. Não tem porque ter medo do microondas. Tem gente… É engraçado, Dr. Souto… Eles postam assim… “Você não sabe do que está falando! É óbvio que o microondas faz mal! Vá consultar suas referências.” As mesmas que você consultou, pelo jeito… É óbvio que faz mal, né? A minha religião prega que faz mal. Pessoal, não faz mal. O mesmo processo que acontece na panela, acontece no microondas.

Dr. Souto: É isso aí. São fontes diferentes de energia para produzir aquecimento. Eu vou explicar para as pessoas que podem estar chocadas ouvindo isso que acontece assim… O fato de nós sermos contra as diretrizes nutricionais não é porque a gente é contra tudo que é oficial e a gente é natureba, alternativo, veste batas e queima incenso. A gente é contra as diretrizes vigentes porque as diretrizes vigentes são anti-científicas. Ou seja, é porque nós gostamos de ciência. Bom, como nós gostamos de ciência, a gente usa microondas.

Rodrigo Polesso: É, exatamente. Exatamente. Muito bem dito. É isso. É isso. Pessoal, várias perguntas respondidas. Espero que você tenha aproveitado isso aí. Siga a gente no Instagram. Siga lá @jcsouto, @rodrigopolesso e @ablc.org.br. Faça parte da Tribo Forte também em TriboForte.com.br. Veja o que está te esperando lá dentro. Enfim, tome tempo, se junte, se rodeie desse tipo de informação. A gente se fala na próxima semana novamente. Dr. Souto, obrigado. A gente se fala até lá.

Dr. Souto: Obrigado. Até a próxima!