E Se Nós Estivermos ERRADOS Sobre Obesidade E Diabetes?

lagrimasBom dia,

O assunto de hoje colocou lágrimas nos meus olhos.

Eu me dei ao trabalho de traduzir aqui neste artigo a palestra recente do Dr. Peter Attia, um dos médicos que eu mais respeito no mundo, para o evento TED Med nos EUA.

Este é um dos grandes profissionais que está indo contra a maré da convenção médica sobre obesidade, diabetes e resistência à insulina e focando em rever todos os conceitos que são tidos como certos hoje pela comunidade médica mundial.

A palestra dele foi extremamente comovente e eu não pude conter a água nos olhos ao assistir e sintonizar perfeitamente com tudo o que ele disse.

Se você não entende inglês, leia abaixo a transcrição e depois veja o vídeo para que possa sentir o que estou dizendo.

Será possível que quase tudo que é dito por aí sobre tratamento de obesidade e diabetes esteja simplesmente errado? (minha opinião: sim)

Será possível que estejamos cometendo a maior injustiça de todos os tempos ao julgarmos os obesos de serem preguiçosos e comerem demais? (minha opinião: sim)

Será mesmo que tudo é tão simples quanto a sugestão comum (e ignorante) de se “fechar a boca”? Será que isso também explica um pouco a existência de um enorme número de médicos que estão acima do peso eles mesmos e continuam sugerindo tratamentos ineficazes ao seus pacientes?

A minha avó faleceu à alguns anos atrás por causa da diabetes e pelo terrível tratamento que ela estava seguindo, por confiar na opinião dos seus médicos que, na época, a atenderam e achavam que aquele era, de fato, o melhor tratamento.

Minha mãe acha que isso poderia ter sido evitado se tivesse acontecido nos tempos atuais. Eu, tristemente, tive que discordar e dizer que, sinceramente, acho que hoje ela teria tido o mesmo exato tratamento que recebeu na época.

Sem mais, segue a transcrição:

Dr. Peter Attia, palestra para o TED Med

Eu nunca vou esquecer aquele dia na primavera de 2006. Eu era um cirurgião residente no Hospital John Hopkins.

Recebendo chamadas de emergência, eu fui chamado pela sala de emergência as 2 da manhã para ir ver uma mulher com uma úlcera no pé, causada por diabetes.

Eu consigo ainda lembrar aquele cheiro de carne apodrecendo quando puxava a cortina para vê-la.

Todo mundo lá concordava que aquela mulher estava bastante doente e precisava estar no hospital, mas a pergunta que me faziam era se ela também precisaria de uma amputação.

Agora, olhando novamente para aquela noite, eu quero acreditar que eu tratei aquela mulher com a mesma empatia e compaixão com que eu tratei uma mulher de 27 anos de idade que veio para a emergência 3 noites antes com dor na parte debaixo das costas, que acabou sendo causada por um câncer avançado no pancreas.

No caso dela, não tinha nada que eu pudesse fazer para salvar a sua vida, pois, o câncer estava muito avançado.

Mas eu estava determinado a fazer tudo que fosse possível para que ela ficasse mais confortavel. Eu trouxe para ela um cobertor quente e um copo de café. Trouxe também para os pais dela.

Mas o mais importante é que eu não fiz nenhum julgamento a respeito dela, por que, obviamente, ela não fez nada para trazer este mal para ela mesma.

Então, por que, apenas algumas noites depois, quando estava naquela mesma sala de emergência e determinando que minha paciente diabética, de fato, precisava de uma amputação. Por que eu a julgava de forma tão amarga?

Você vê, ao contrário da mulher anterior, esta tinha diabetes do tipo 2. Ela era gorda e nós todos sabemos que isso é por que comemos demais e nos exercitamos muito pouco. Então, quão difícil seria não fazer isso?

Eu pensei comigo mesmo, “Se você tentasse se esforçar só um pouquinho, você não estaria nesta situação, neste momento, com um médico que você não conhece, à um passo de amputar o seu pé.!”.

Por que eu me sinto justificado em julgar ela?

Eu gostaria de dizer que eu não sei, mas eu, na verdade, sei.

Sabe, naquela época, eu achava que eu já entendia tudo. Ela comeu demais, ela deu azar e pegou diabetes, caso fechado!

Ironicamente, naquele momento da minha vida, eu também estava pesquisando sobre câncer, melanoma baseado em imunidade.

Naquele cenário, eu fui instruído a duvidar de toda e qualquer suposição e sempre priorizar os padrões científicos mais altos.

Ainda, quando se tratava de uma doença como a diabetes, que mata 8 vezes mais americanos do que melanoma, eu nunca questionei o senso comum!

Eu simplesmente assumia que a sequência de patologias era ciência certa e indiscutível.

Três anos depois, eu descobri o quão errado eu estava. Mas, desta vez, eu era o paciente.

Mesmo me exercitando 3 ou 4 horas, todo santo dia e seguindo a pirâmide alimentar à risca, eu ganhei ganhei bastante peso e desenvolvi algo chamado de síndrome metabólica.

Eu me tornei resistente à insulina.

Você pode pensar da insulina como este hormônio mestre que controla o que o nosso corpo faz com o que comemos, se queimamos ou se armazenamos. Isso é chamado de particionamento de combustível.

Agora, falhar na produção de insulina suficiente é algo incompatível com a vida e resistencia à insulina, como o nome sugere, acontece quando nós nos tornamos mais resistentes à insulina quando ela tenta fazer o seu trabalho.

Uma vez que você está resistente à insulina, você está no caminho para desenvolver diabetes que acontece quando seu pâncreas não consegue mais seguir o ritmo e produzir insulina o suficiente.

Agora, seus níveis de açúcar no sangue começam à subir e uma cascata inteira de eventos patológicos começam a acontecer sem controle, o que leva à doenças cardíacas, câncer, doença de Alzheimer e amputações, como no caso daquela mulher alguns anos antes.

Assustado, eu comecei a mudar minha dieta radicalmente, fazendo coisa que tenho certeza que a maioria de vocês acharia chocante.

Eu fiz isso e perdi 20 kg, enquanto me exercitava menos. Como vocês podem ver, eu não estou mais acima do peso e, mais importante ainda, eu não tenho mais resistência à insulina.

Mais importante, eu acabei ficando com 2 grandes perguntas que não queria desaparecer:

Como isso aconteceu comigo, uma vez que eu estava, supostamente, fazendo tudo certo?

Se o conhecimento convencional sobre nutrição não deu certo pra mim, seria possível que ele também estaria enganando mais gente?

E por estas perguntas, eu me tornei quase loucamente obsecado tentando entender a verdadeira relação entre obesidade e resistência à insulina.

Agora, a maioria dos pesquisadores acredita que obesidade é a causa da resistência à insulina. Desta forma, se você quer tratar a resistência à insulina, você fala pras pessoas perderem peso, certo? Você trata a obesidade.

Mas e se nós entendemos isso do jeito contrário do que é na verdade?

E se a obesidade não for, de forma alguma, a causa da resistência à insulina?

Na verdade, e se ela for um sintoma de um problema ainda mais profundo? A ponta de um iceberg.

Eu sei que isso parece loucura, por que nós, obviamente, estamos no meio de uma epidemia de obesidade, mas, me escutem.

E se a obesidade for uma forma de o corpo lidar com um problema ainda mais grave no nível celular. Eu não estou sugerindo que obesidade é benígna. Mas o que eu estou sugerindo é que, talvez, ela seja o menor de dois males metabólicos.

Você pode entender resistência à insulina como sendo uma capacidade reduzida das nossas células de particionarem combustível, como mencionei um momento atrás, ou seja, pegando aquelas calorias ingeridas e queimando algumas e armazenando outras apropriadamente.

Quando nós nos tornamos resistentes à insulina, a homeostase desvia deste estado equilibrado. Então agora, quando a insulina diz para uma célula: “Eu quero que você queime mais energia!”, a célula responde: “Não obrigado, eu prefiro, na verdade, armazenar esta energia.”.

E, devido ao fato de que, as células de gordura não possuem a maior parte dos mecanismos complexos de outras células, elas são, provavelmente, o lugar mais seguro de se armazenar esta energia.

Então, para muitos de nós, por volta de 75 milhões de americanos, a resposta apropriada para resistência à insulina pode ser armazenar energia como gordura e não o inverso, ou seja, desenvolver resistência à insulina por se tornar gordo.

Esta é uma distinção muito pequena, porém, as implicações poderiam ser profundas.

Considere a analogia seguinte:

Pense no roxo que você cria quando você, distraído, acerta a sua perna na mesa de café. Claro, dói pra caramba e você, com certeza, não gosta da cor roxa que aparece.

Mas nós todos sabemos que o roxo em si não é o problema. Na realidade, é o oposto, ele é uma resposta saudável ao trauma causado. Todas as células de imunidade correndo para o lugar da lesão para evitar que o problema se alastre para o resto do corpo.

Agora, imagine que nós achássemos que o roxo fosse o problema e que fosse desenvolvida uma enorme cultura médica a cerca do tratamento destes roxos. Cremes para tirar a cor, analgésicos, etc. Tudo isso, ignorando-se o fato de que as pessoas ainda continuam acertando a perna em mesas de café por aí!

Quando melhor seria se nós tratássemos a causa e não a consequência? Ou seja, dizendo pras pessoas terem mais atenção ao andar perto dessas mesas. Entender a causa e consequência de forma correta faz toda a diferença no mundo! Entendendo-as de forma errada, as empresas farmacêuticas ainda farão muito dinheiro para seus acionistas, mas isso não irá ajudar em nada as pessoas com roxos na perna.

Causa e consequência. Então, o que eu estou sugerindo é que, talvez, tenhamos um entendimento errado da causa e consequência da obesidade e resistência à insulina.

Talvez nós devessemos estar nos perguntando: “Seria possível que a resistência à insulina causasse o ganho de peso associado com a obesidade, ao menos, na maioria das pessoas?”

E se ser obeso for apenas uma resposta metabólica do corpo à algo muito mais ameaçador? Uma epidemia por baixo disso tudo, aquela, com a quão, nós precisamos nos preocupar.

Vamos olhar para algumas consequências. Nós sabemos que 30 milhões de americanos nos Estados Unidos não têm resistência à insulina e, a propósito, eles não parecem terem riscos maiores de doenças do que pessoas magras.

Por outro lado, nós sabemos que 6 milhões de pessoas magras, nos Estados Unidos, possuem resistência à insulina e, a propósito, eles parecem ter riscos ainda maiores para doenças metabólicas do que seus amigos obesos.

Agora, eu não sei o porquê, mas pode ser que as células destas pessoas ainda não descobriu o que fazer com aquela energia extra. Então, se você pode ser obeso e não ter resistência à insulina e ser magro e ter, isso sugere que obesidade pode simplesmente um sintoma do que realmente está acontecendo.

Então, e se nós estamos lutando a guerra errada? Lutando a obesidade ao invés da resistência à insulina. Ou, ainda pior, e se ao culparmos os obesos, nos estejamos, na realidade, culpando as vítimas?

E se algumas das nossas noções fundamentais sobre obesidade estão, simplesmente, erradas?

Pessoalmente, eu não posso mais me dar ao luxo de ser arrogante ou de ter certeza de tudo. Eu tenho as minhas próprias idéias do que pode realmente estar no centro disso tudo, porém, eu estou totalmente aberto à outras.

Agora, a minha hipóteses, por que todo mundo sempre pergunta, é o seguinte:

Se você se perguntar do que que uma célula se protege quando ela se torna resistente à insulina, a resposta, provavelmente, não é: muita comida, mais sim: muita glicose, ou seja, açúcar no sangue.

Agora, nós sabemos que grãos refinados e carboidratos densos aumentam o açúcar no sangue e nós temos razões para acreditar que o açúcar leva diretamente à resistência à insulina.

Então, se você considera estes processos fisiológicos, minha hipótese é de que são estes grãos e carboidratos densos que estão alimentando esta epidemia de obesidade e diabetes. Porém, fazem isso através da resistência à insulina e não por comermos demais e pela falta de exercícios.

Agora, quando eu perdi meus 20kg alguns anos atrás, eu fiz isso simplesmente restringindo estas coisas específicas, o que significa, que eu sou suspeito de falar, baseando-se na minha experiência pessoal.

Mas isso não significa que eu estou errado e, mais importante ainda, tudo isso pode ser testado cientificamente.

Porém, o primeiro passo é aceitar a possibilidade de que os nossos conceitos atuais sobre obesidade, diabetes e resistência à insulina poderiam estar errados e por isso precisam ser testados.

Eu estou apostando a minha carreira nisso.

Hoje, eu devoto todo o meu tempo à este problema e vou aonde a ciência me levar.

Eu decidi que o que eu não posso e não vou mais fazer é fingir que eu tenho as respostas quando eu não as tenho. Eu ganhei bastante humildade por tudo aquilo que eu não sei.

Desde o ano passado, tenho tido muita sorte de trabalhar neste problema com o time de pesquisadores sobre obesidade e diabetes mais excepcional do país e a melhor parte é que, assim como, Abraham Lincoln se rodeou de um time de rivais, nós fizemos a mesma coisa.

Nós recrutamos um time de rivais científicos, os melhores e mais brilhantes, os quais, tem hipóteses diferentes sobre o que está no centro dessa epidemia. Alguns acham que são muitas calorias consumidas, outras acham que é muita gordura, outros acham que são muitos grãos refinados e carboidratos densos, etc.

Porém, este time multidiciplinar, altamente cético e extremamente talentoso, de pesquisadores, concordam em 2 coisas:

Primeiro, este problema é simplesmente muito importante para continuar sendo ignorado.

Segundo, se nós quisermos desafiar o conhecimento convencional, com os melhores experimentos que a ciência pode prover, nós podemos solucionar este problema.

Eu sei que é tentador querer ter uma resposta já, alguma forma de atitude ou política, alguma prescrição de dieta, coma isso e não aquilo, mas se nós quisermos definir isso de uma vez por todas, nós precisamos praticar muito mais ciência antes de nós escrevermos uma prescrição assim.

Para cuidar disso, o nosso programa de pesquisa está focado em 3 perguntas:

Como as diferentes comidas que consumimos afetam o nosso metabolismo, hormônios e enzimas e através de que processos moleculares?

Baseando-se nisso, as pessoas podem, de uma maneira segura e prática, implementar as mudanças necessárias?

E, finalmente, uma vez que nós identificarmos estas mudanças, como podemos mudar a convenção de comportamento para que isso se torne o novo padrão à ser seguido, ao invés, da exceção?

Você vê. Se você pensar nisso por um momento, simplesmente por que você sabe o que fazer, não significa que você sempre irá fazê-lo!

As vezes, nós precisamos facilitar pras pessoas e definir auxílio para as pessoas e isso pode ser estudado cientificamente.

Eu não sei como essa jornada irá acabar mas isso parece claro pra mim, no mínimo.

Nós não podemos continuar culpando nossos pacientes obesos e acima do peso como eu fiz.

A maioria deles, na realidade, querem fazer a coisa certa, mas, eles precisam saber o que é a coisa certa e isso precisa funcionar.

Eu sonho em um tempo onde nossos pacientes possam queimar o excesso de peso e se curarem da resistência à insulina por que os profissionais da saúde irão se livrar de suas barreiras mentais e resistência de ideais a ponto de voltar a ter coragem de jogar fora idéias velhas e terem mente aberta.

Seguir este caminho será melhor para os nossos pacientes e para a ciência.

Se a obesidade não for nada mais do que uma das consequência de uma doença metabólica, quão bem faz culparmos aqueles que sofrem da consequência?

As vezes, eu me lembro daquela noite na sala de emergência, 7 anos atrás. Eu gostaria de poder falar com aquela mulher novamente. Eu gostaria de dizer pra ela o quão arrependido eu estou.

Como médico, eu fiz o melhor trabalho possível, porém, como um ser humano, eu deixei a desejar.

Você não precisava do meu julgamento. Você precisava da minha empatia e compaixão.

Acima de tudo, você precisava de um médico que estivesse disposto à considerar que você não tivesse ignorado o sistema, mas sim, que o sistema, do qual eu era parte, tivesse ignorado você.

Se você está assistindo isso agora, eu espero que possa me perdoar.”

Livro eletronico Emagrecer De VezCompartilhe este artigo, compartilhe essas idéias. Este tipo de atitude fará com que cada vez mais médicos comecem a questionar o que estudaram e o que assumem ser o certo sobre o tratamento da diabetes e obesidade.

O mundo está morrendo cada vez mais por consequência destes problemas, algo está obviamente errado na maneira como lidamos com isso!

Espero que esta mensagem tenha sido útil à sua vida.

Um abraço,

Assinatura_pequena-menor

 

 

A palestra original do Dr. Peter Attia, pode ser vista, em inglês, abaixo:

  • Andrezza de Oliveira

    Realmente impactante este texto! Quebrar paradigmas, td que sempre nos foi ‘ensinado’ será um desafio, pelo menos para mim, e este ‘quebrar’ significa abandonar a velha pirâmide alimentas, e tb as toneladas de culpa pelo ciclo gordo-come-deprê-gordo… Estou apostando mt no MR, e em breve com resultados reais. Obrigada meninos por expor esta verdade!!!

    • Aposte mesmo, Andrezza! Espero que você tenha ótimos resultados!
      Um abraço!

  • Keila

    É…Rodrigo… essa palestra me fez ficar com lágrimas nos olhos mesmo.
    Cada dia que passa, estou adquirindo ainda mais conhecimento através do site, percebo quantas coisas erradas eu fazia na tentativa equivocada pela procura da saúde e boa forma!
    Fico espantada como muitos que deveriam ser nossos “guias” (médicos) simplesmente não sabem o que fazer diante de uma situação de obesidade…. sendo a solução de tudo: “fechar a boca”.
    Obrigada pela oportunidade de tanto conhecimento com fundamentos.
    Tenho vivido bem e não mais sobrevivido…dia após dia colhendo os benefícios de uma boa alimentação.

    Ps: Resultado atual… -10kg em 1mês e meio.

    Obrigada Rodrigo e Geosh!

    • -10kg em um mês e meio? é um Resultado FANTÁSTICO, Keila! Parabéns! Quando tiver satisfeita com os resuldados se lembre de mandar um antes e depois lá pro [email protected] pra fazer parte dos casos de sucesso! Abraços!

  • Joel

    Uma dúvida me surgiu: a partir do momento que adotamos uma dieta saudavel sem esse carboidratos ruins, quanto tempo leva pro nosso corpo voltar a trabalhar corretamente ?

    • Joel, leva tempo, mas as melhoras são constantes. Abraço!

  • angelita zampar vera

    eu sou resistente a insulina, e estou tomando medicamento para controlar meu organismo, e fiquei dias me culpado por estar a um pé da diabetes, por achar que isso tudo é por eu estar acima do peso. mesmo fazendo academia todos os dias e controlando o que coloco no prato e evitando os doces no dia a dia. realmente precisamos aprender muito, para depois ensinar..

    • Pessoalmente, acho que socar carboidratos e insulina no pessoal é uma baita sacanagem, Angelita!

  • Felipe

    Muito obrigado por compartilhar esse tipo de conteúdo, todas as pessoas engajadas nisso, com certeza estão mudando vidas.

    • Obrigado, Felipe! Disponha!

  • Loureley

    Há mais ou menos 20 anos engordei muito pela primeira vez. Procurei imediatamente um médico. Foi-me diagnosticada a resistência insulínica.
    Minha médica, à época, prescreveu-me uma dieta que eliminou completamente todos os carboidratos refinados e simples durante 3 meses. Depois, aos poucos, deveria voltar a ingerir alguns carboidratos simples (frutas e legumes), mas a restrição aos carboidratos refinados deveria permanecer pra sempre.
    Confesso que fiz a manutenção por 6 meses e depois relaxei e abandonei a dieta e a médica. Era uma época de muitas mudanças, inicio de universidade, um mundo completamente novo se abria para mim e, como não engordei novamente, essa era a última das minhas preocupações.
    Em 2002, minha mãe quase morreu a causa de um erro médico. Em 40 dias eu engordei 20kg. Não aumentei a ingestão de alimentos, mas como passei esse tempo “confinada” no hospital com minha mãe, comia praticamente só carboidratos refinados: um sanduíche que uma amiga me trazia, cream crackers e frutas.
    Passada a tempestade procurei médicos e mais médicos, tratamentos e dietas várias. Nunca fiz uso de inibidores de apetite. Foi a única coisa que nunca aceitei porque tinha consciência da quantidade que comia.
    Mas só hoje consigo externar o real motivo pelo qual procurei 300 outros médicos e não voltei àquela médica: me sentia uma falida!
    Com muito sacrifício, muito exercício e ingestão calórica igual à 600kcal/dia, consegui emagrecer uns 15kg. Mantive-me assim por alguns anos.
    Em 2006 tive um grande problema no emprego novo e, novamente, engordei muito! Desta vez foram 30kg em 30 dias.
    Confesso que desisti. Uma outra derrota!
    Hoje devo estar com mais de 30kg acima do “peso ideal”. São meses que não me peso.
    Nunca passei a comer desesperadamente. Minha ingestão calórica é de 1600-1800kcal/dia.
    Infelizmente tenho consciência de que não me alimento da maneira correta, mas não tenho forças pra mudar.
    Ler essa palestra me deu ânimo.
    Muito obrigada pela tradução!

    • Loureley! O que posso te dizer é! Boa leitura! Você vai aprender por aqui o que funciona, coloque em prática e seja ainda mais feliz!
      Abraços!

  • adorei as esplicações que você nos deu sobre a intolerancia a glicose, infelismente já sou diabética a alguns anos, mas não desisti de achar uma saída para me livrar desse mal, já comprei o livro emagrecer de vez e o estou seguindo, ainda não obtive grandes resultados com o peso porem estou me sentindo muito melhor metabolicamente, muito obrigado.

    • Vamo que vamo Creusa! Acredito que o passo mais importante você já deu! Um abraço!

  • Luciana

    Oi! Adorei o blog de vcs! Sempre fui gordinha e ñ me importava, mas resolvi emagrecer. Fechei a boca um pouco e tive bons resultados, mas depois dos 67 pro 63, empaquei. Fechei mais a boca e… 59,5. Fiz a Dukan por uns 3 meses (eu comia muuuuito) e 59. Depois, com calma, fechando a boca e com proteina, 57. Que logo subiu e já estou nos 60 de novo. Não sou gordinha mais (tenho 1,68m), mas gostaria de chegar e manter os 57, para então definir melhor braços e pernas (já estou na academia). Devido ao fato deu ser magra e ter um apetite enorme e até comer por compulsão, se eu tentar me controlar (a compulsão), fazer exercícios 4 vezes na semana (2x musculação, 2x hiit), seria realmente possível chegar lá e manter com low carb? Ou vc me aconselha a fazer como fala no inicio do blog, cortando 20% das calorias necessárias, contá-las e dividí-las?

    • Luciana, a estratégia de 20% a menos de caloria é bem menos eficiente do que uma que mantenha seu corpo nutrido e com níveis constantes de glicemia. Portanto eu procuraria dar uma olhada nos carboidratos sim, não necessariamente low carb, mas aquilo que seu corpo precisa pra atingir seu objetivo. Abraços!

      • Luciana

        E isso inclui gorduras, como creme de leite, manteiga e etc? (sou completamente a favor do low carb…)

  • Elizabeth

    Olá Rodrigo,
    Comprei o livro e estou terminando de ler, porém estou meia confusa e preciso da sua ajuda. No quadro de alimentos MR você diz para evitarmos leite e aveia, mas ja nas receitas voce inclui esses dois alimentos. Estou em uma dienta há 3 meses porque tenho candida, e o meu intestino nao funciona muito bem, por isso me interessei pelo seu metodo, uso produtos sem gluten e leite sem lactose.
    Perguntas:
    1) No metodo MR posso comsumir alimentos sem gluten como aveia?
    2) Posso continuar usando leite sem lactose?

    • Elizabeth, Eu faria teste da aveia. Nem sempre ela não tem glúten e nem sempre não impacta o emagrecimento.
      Também faria o teste do leite. Abraços!

  • Jéssica

    Bom Dia Rodrigo,

    Tenho uma super dúvida e gostaria que me esclarecesse, por favor …

    Faço musculação 6x por semana e meu treino é focado nos exercícios aeróbicos .. só que quero saber quantos dias é o certo de malhar, não sei se estou malhando demais, se poderia diminuir e ainda assim obter resultados. Outra dúvida é de quanto tempo preciso malhar para obter resultados?
    Espero por respostas

    • Veja os nossos artigos sobre interval training, Jéssica! Abraços!

  • SIMPLESMENTE OBRIGADA!!

  • Marilene

    Muito boa esta palestra Rodrigo, você esta de parabéns por trazer estas preciosas informações para todos. Daí eu me pergunto do quão os médicos são negligentes de não ter humildade de seus próprios erros. E preferem julgar primeiro seus pacientes, e dando orientações erradas…

  • Sandra Ferreira

    Meus respeitos e muito obrigada pela tradução!

  • Rodrigo Ramos

    Acho que estou ficando “repetitivo”… mas vou dizer mais uma vez: “Resultado!!!”
    Contra esse não existe argumento… e pelo que eu entendi, o caso desse médico é muito parecido com o do Dr.Souto… Ele como profissional da saúde se fez de “cobaia”, aplicou o método em si mesmo e agora está colhendo informações do resultado.
    Humildade e coragem… isso é para poucos!!!

  • Solange Ribeiro

    Há trinta dias fiquei conhecendo o Emagrecer de vez, comprei o livro li de cabo a rabo, leio todos os artigos e comentários, participo da Fan Page. Estou utilizando a tabela MR, modifiquei toda minha alimentação, cortei todos os grãos, só como peixe, ovos, iogurte natural, legumes (sem batata, mandioca e inhame), verduras, e queijos (frescal e cottage) consumo sementes oleoginosas com cuidado (castanha, nozes e amendoas, estou comendo no máximo uma fruta por dia (geralmemte morango ou maçã verde), tomo água o dia todo alternando com chás, uso no máximo 15 gotas de adoçante (sucralose) por dia em três cafezinhos e não consigo emagrecer mais, preciso perder 5k, e na primeira semana consegui emagrecer 800 gramas, mas, venho há 3 semanas mantenho o mesmo peso, não consigo emagrecer um grama seguer. Sou uma yogini, prático Yoga 1 hora todos os dias de Bikram Yoga (hot yoga), o que eu posso fazer para ter sucesso nesta empreitada, não sei mais o que fazer.

    • Ademir

      Olá Solange,
      está no caminho certo, só precisa dar tempo ao tempo, o corpo reage de varias maneiras para varias pessoas, vc precisa de 3 a 4 meses para seu corpo se adaptar e “digerir” essa troca de habito alimentar que a anos vc praticou.

    • Solange, você me disse que está perdendo medidas, ou estou confundindo as solanges?

  • Danny

    Eu tenho resistência insulinica severa e pré diabetes e peso 51 kilos, ou seja, a obesidade não é sempre o vilão da história como dizem, pois sou magra, nunca fui de comer muito doce e estou pré diabetica.

    • Sim, A obesidade acaba entrando mais como um sintoma do que como a causa, Danny!

  • Priscila

    Olá!!! Estou tendo resultados positivos. Queria saber se é só impressão minha. Já emagreci de fechar a boca (me levando a ter compulsões toda semana), mas numa viagem engordei de novo… Agora, há alguns dias na paleo, estou me sentindo com mais músculos, e q perdi algo tbm (ñ mt, mas perdi). Porém antes, meu rosto ficava mt fino, com aparencia de doente… agora ele está normal. Pode ter algo haver com a dieta ou é só gordura msm? Obrigada!

  • rodrigo rodrigues

    tenho uma duvidas sobre aveia quaker ela engorda pode ser considerado como farinasso

    • Rodrigo, No geral a reação a aveia é individual. depende do seu organismo.

  • Patrícia Soares

    Geosh, há duas semanas iniciei o desafio do MR e mais que Kg (-4,2) eu perdi medidas! Estou muito feliz. Meu desafio agora é ajudar meu namorado, que está com obesidade 3 e já com alguns sinais de doença (toma remédios para pressão alta que o médico disse que é só emagrecer que ele não precisará mais tomar). Como vocês mesmos dizem, a mudança de hábitos é o principal, mas é imprescindível o acompanhamento de profissionais. Você teria alguma nutricionista ou endocrinologista em Belo Horizonte (você mora lá né?) para nos indicar? Eu gostaria de um acompanhamento com os exames de insulina, etc… além dos exames para que ele possa fazer os treinos de alta intensidade. Meu bem é daquele tipo que tem que ver para crer… Obrigada e grande abraço!

    • Olá, Patrícia! Não conheço ninguém do ramo aqui em bh =/ Abraços!

  • Patricia

    Realmente muito obrigada por toda essa contribuicao que vc faz!!!
    Que Deus continue te guiando.
    Sucesso

    • Obrigado, Patrícia! Um abraço =)

  • Patricia

    Sabe as vezes fico triste e as vezes meio indignada rs…,poxa o Rodrigo e o Geosh postam com maior humildade as materias no intuito de realmente ajudar,alertar,orientar e tem algumas pessoas que sao muito mal agradecidas,reclamando de coisas infimas!Poxa imagina a responsabilidade e o trabalho deles, tudo pessoal p/ ajudar nos!entao colocar a mao na conciencia nao faz mal heim!
    Desculpa o desabafo minha intensao nao eh ofender , eh que fico tao grata a cada informacao verdadeira a casa artigo que deixa a gente de queixo caido, eu realmente fico agradecida e nao entendo como uma pessoa pode reclamar ,sem motivos
    Saude e sucesso p todos nos
    Obrigada do fundo do fundo do meu coracao

    • Patrícia, no geral o feedback positivo literalmente esmaga o negativo, então não é uma preocupação tão grande assim. E no fim das contas são feedbacks como o seu que motivam a gente, ne? Obrigado a você, do fundo do coração =)

  • Renata

    Como faço para saber se tenho resistência a insulina? É exame de glicose?, como aqueles que a gente faz para saber se tem diabetes?

    • Você pode fazer uma curva de glicemia ou insulínica, Renata. Consulte um clínico geral a respeito.
      Abraços!

  • pri

    Low carb com um dia ou uma refeição do lixo é possível? O que me sugerem? Obrigada!

    PS.: Fiz um bolo com leite de castanha do pará, daqui a pouco tiro do fogo e te falo como ficou Geosh! Aliás, sou mineira tbm e estou aperfeiçoando um pão de queijo low carb… principalmente para meus pais. Ver se eles se adaptam e ingressam de vez nisso. Depois te falo 😉

    • É perfeitamente possível. Eu prefiro com um dia do lixo, embora agora os meus dias do lixo não incluem mais tantolixo hehe! Opa! Um pão de queijo low carb faz a vida valer mesmo a pena, hein, Pri?
      Um abraço =)

  • natalie

    Nossa! Pois eh…

    Eu tenho uma boa parte dos sintomas da sindrome metabolica; e de uns anos para cá desenvolvi a Sidrome do Ovario Policistico… pior foi ter que ouvir do meu medico que a culpa é minha por ser gorda! -_-

    • Sim, é de doer mesmo, Nat!

  • Luci

    A receita de cream chesse caseiro é feita com leite e sai bastante soro. esse soro é proteína… então o cream chesse caseiro fica basicamente só com o carboidrato do leite? se for assim, não compensa faze-lo.

    • Luci, depende de como esse cream cheese é feito. Ele é fermentado? É possível fazer cream cheese com kefir também.
      abraços!

  • celia

    como saber se sofro dessa sindrome metabolica?

    • Os sintomas são basicamente pressão alta, pré-diabetes ou diabetes tipo 2, ganho excessivo de peso, etc. Célia!

  • Não sei, só em Português ( Brasil) Muito grata ,Boa Noite!!!!

  • verusca

    Estou chegando agora, realmente é muito interessante o que estou lendo, mas o que eu não achei foi um cardápio que eu possa seguir. Estou perdida me ajudem.

    • Leia bastante e você conseguirá criar seus próprios cardápios, Verusca. Essa é a idéia!
      Abraços!

  • Ana Cristina
  • Manuella

    Achei interessante a palestra mas acho que as duas afirmações que fazem a respeito deste tema são corretas, a obesidade gera a resistência a insulina assim como o contrário também pode estar correto, inclusive muitos indivíduos descobrem que tem diabetes devido a perda de peso.Portanto, este tema ainda me deixa confusa.

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  • Luci

    Sensacional. Eu chorei tambem no final.